Quem quer privatizar as praias?

Vários autarcas e movimentos denunciam o que consideram ser uma tentativa de privatização da costa, em violação do que está consagrado na legislação. Há cada vez mais privados a condicionar o acesso a praias ou até a reclamarem a propriedade exclusiva destes espaços. Num braço de ferro entre o público e o privado, é o direito de todos à praia que está em risco.

“Enquanto não houver estrondo, os pobres vão continuar a levar.”

José António Pinto, mais conhecido por “Chalana” é sociólogo e assistente social na Junta de Freguesia de Campanhã, no Porto. Tem sido, nas últimas décadas, uma das vozes mais consistentes a analisar a questão da pobreza e formas de intervir em territórios onde a exclusão social cíclica continua sem a resposta política adequada. Com a chegada da nova Prestação Social Única (PSU), aprovada pelo PSD/CDS-PP e PS, prevê-se um agravamento das condições de vida das pessoas mais vulneráveis.

‘Manif’ por Odair Moniz: “A justiça não foi feita”

O movimento Vida Justa levou para a rua ativistas, moradores de bairros periféricos e outros cidadãos que contestam a pena suspensa aplicada ao agente da PSP condenado pela morte de Odair Moniz.

A luta por melhores condições de trabalho nos supermercados

Mais de 100 mil em Portugal, os trabalhadores das grandes superfícies comerciais debatem-se com problemas laborais que fazem deste setor um dos pior pagos do país.  Os lucros de milhões das empresas que detêm os supermercados a que a maioria da população recorre regularmente não se refletem nos bolsos de quem trabalha. Neste muro de … Continue reading A luta por melhores condições de trabalho nos supermercados

Tiago Mota Saraiva: “A habitação é o reflexo da luta de classes”

A liberalização do mercado de habitação em Portugal através da lei das rendas, implementada pelo governo anterior, rebentou em pleno processo de turistificação de Lisboa e outras cidades. Tiago Mota Saraiva, arquiteto, é um duro crítico das opções tomadas nas últimas décadas no que diz respeito à política de habitação e apresenta-se como defensor de novas formas de resistência para fazer frente ao poder das imobiliárias e dos grandes grupos financeiros. Acredita na força da organização popular e do cooperativismo. O arquiteto é precisamente cooperante do “Trabalhar com os 99%”, co-fundador do ateliermob, e é membro da Sou Largo, associação cultural.

Greve de operárias da Ramiro Leão em 1915

A “questão” começou com um texto publicado n’A Voz do Operário, na edição de 11 de Julho de 1915. Era uma carta assinada pelo “pai de uma costureira”. Referia-se às operárias de uma fábrica que laborava na Colina de Santana, em Lisboa, pertença de uma grande casa comercial do Chiado, a Ramiro Leão & C.ª.

Internacional

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