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25 Abril

A revolução de Abril celebra-se na Paiva Couceiro

Para além da habitual festa nesta praça de Lisboa no dia 24, A Voz do Operário vai participar no desfile comemorativo do 25 de Abril na Avenida da Liberdade e no 1.º de Maio entre o Martim Moniz e a Alameda.

Depois de um inverno rigoroso, a primavera entrou em força e promete aquecer a luta dos trabalhadores e das populações. No ano em que se celebra o 50.º aniversário da Constituição da República Portuguesa e em que o governo aliado à extrema-direita ameaça direitos laborais e democráticos, A Voz do Operário está empenhada na organização, uma vez mais, das comemorações populares da Zona Oriental de Lisboa, na Praça Paiva Couceiro, que vão acontecer entre as 19 e as 24 horas do dia 24 de Abril.

A festa vai abrir com a participação do Coro Infantil d’A Voz do Operário, vai ter uma atuação a cargo da Ginástica +55 do Clube Musical União e vai prosseguir com o Coro da Casa da Achada. Handala Dabke – Dança Tradicional da Palestina, Udi Fagundes fazem também parte do programa. Para além deste momento cultural, estão previstas intervenções políticas de organizações juvenis, do movimento associativo e de militares de Abril. Como é habitual, a iniciativa será encerrada com Grândola, Vila Morena, canção de Zeca Afonso que foi uma das senhas da revolução.

A 23 de abril, a Associação Oficina do Cego vai produzir materiais alusivos à revolução na sede d’A Voz do Operário, na Graça, entre as 16 e as 20, com a participação de alunos e sócios da instituição. No dia 25 de abril, vários espaços d’A Voz do Operário vão participar nas celebrações em diferentes pontos da região de Lisboa e Setúbal. Em Lisboa, o desfile parte do Marquês de Pombal e o ponto de encontro d’A Voz do Operário é em frente ao Diário de Notícias às 14h30. Na semana seguinte, a instituição participa também nas comemorações do 1.º de Maio da CGTP-IN, que, em Lisboa, começam no Martim Moniz às 15 horas.

A força de Abril está na rua

Também este ano, A Voz do Operário aparece como uma das organizações que encabeçam a Comissão Promotora das Comemorações do 25 de Abril na Zona Oriental de Lisboa e que subscrevem o comunicado relativo ao 52.º aniversário da revolução, no ano em que se celebra meio século da promulgação da Constituição da República Portuguesa.

Os subscritores do documento sublinham a revolução de Abril “como um dos momentos mais altos da vida e da história do povo português”, que se traduziu “em grandes conquistas com reflexos em toda a nossa vida coletiva”. A gesta coletiva que derrubou o fascismo “instaurou as liberdades e a democracia, o direito de associação e de manifestação, o sufrágio universal e direto, a melhoria das condições de vida do povo, o salário mínimo nacional, o aumento real dos salários e das reformas e pensões mínimas, a criação do Serviço Nacional de Saúde geral e consagrado na Constituição como gratuito, o alargamento da segurança social, o direito à educação”. Os subscritores não esquecem a importância do fim da guerra colonial “depois de um dos períodos mais negros da história” do país, com uma ditadura fascista marcada “pela repressão e violência brutais, prisões, julgamento de liberdades individuais e coletivas, pelo atraso económico, social, cultural e civilizacional, pelo analfabetismo, pela emigração em massa, pelo agravamento das desigualdades sociais, a discriminação ilegal de mulheres, pela guerra, a alta corrupção, isolamento internacional e a fortuna e opulência de uma minoria”.

Nesse sentido, exigem a concretização da Constituição e denunciam que o parlamento conta com partidos “que se afirmam contra os valores do 25 de Abril” e que querem promover “o fim dos direitos consagrados” na Constituição. Para responder a essa ameaça, apelam à luta nas ruas pela afirmação dos “ideais de liberdade, justiça, progresso social, soberania nacional e paz”.

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