Avanços e bloqueios marcam legislatura

Quatro anos depois das últimas eleições legislativas, importa fazer um breve balanço das extraordinárias circunstâncias que permitiram a recuperação de direitos, mas que em muitos casos foram insuficientes.

Tiago Mota Saraiva: “A habitação é o reflexo da luta de classes”

A liberalização do mercado de habitação em Portugal através da lei das rendas, implementada pelo governo anterior, rebentou em pleno processo de turistificação de Lisboa e outras cidades. Tiago Mota Saraiva, arquiteto, é um duro crítico das opções tomadas nas últimas décadas no que diz respeito à política de habitação e apresenta-se como defensor de novas formas de resistência para fazer frente ao poder das imobiliárias e dos grandes grupos financeiros. Acredita na força da organização popular e do cooperativismo. O arquiteto é precisamente cooperante do “Trabalhar com os 99%”, co-fundador do ateliermob, e é membro da Sou Largo, associação cultural.

PS faz promessas eleitorais com propostas que rejeitou nesta legislatura

O programa eleitoral do PS inclui várias propostas idênticas a outras que os partidos à sua esquerda apresentaram durante a legislatura e que os socialistas chumbaram, noticiou o Público. Do IRS às creches, o PS negou aquilo que agora promete na campanha eleitoral para as eleições legislativas. De acordo com o jornal, no âmbito do englobamento do IRS, o partido liderado por António Costa propõe “caminhar no sentido do englobamento dos diversos tipos de rendimentos em sede de IRS, eliminando as diferenças entre taxas”. Durante as negociações do Orçamento do Estado, em 2018, o PS opôs-se a uma proposta neste mesmo sentido apresentada pelo PCP.

AR recomenda expansão do Metro até Loures

O PS foi o único partido a abster-se, isoladamente, na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, no estudo da expansão do metro até Loures que recomendava também a suspensão da linha circular.

Refugiados: uma união naufragada

Não se sabe ao certo quem é o autor do proverbial cinismo “a morte de um homem é uma tragédia, a de um milhão é só uma estatística”, mas a sua força, e recorrência, não reside no nome de quem a disse, mas sim na vasta lista de candidatos a poder tê-la dito. Desde 2016, 15 mil pessoas afogaram-se no Mediterrâneo sob o olhar plácido e indiferente da União Europeia: só uma estatística para o capitalismo, 15 000 tragédias para a humanidade.

Dois sindicalistas caixeiros n’A Voz do Operário

Estiveram na linha da frente de uma geração que lutou e abriu caminho para direitos fundamentais como a folga semanal ou o limite de horas de trabalho diárias.

Cultura