António Filipe: “Esta Constituição deve ser projetada no nosso futuro coletivo.”

António Filipe é jurista e professor universitário. Por formação, trabalho e prática política, dedicou sempre uma atenção particular ao documento fundacional do regime democrático que agora celebra 50 anos. Considera que a Constituição da República Portuguesa é reflexiva e decorrente do contexto social e político da revolução, e defende que, apesar das alterações de aspectos muito relevantes que lhe foram impostas, ela ainda encerra valores que urge valorizar e projectar no futuro de Portugal.

Os Monstros do Salão Oval

“Portugal não vai estar neste conflito”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, a propósito do ataque dos EUA e de Israel ao Iraque. E as Lajes? Enquanto as aeronaves militares americanas levantavam e pousavam, o Ministro da Defesa, Nuno Melo, passava o assunto para Rangel e escondia-se por detrás dos aliados europeus. A soberania era sacudida, enquanto o mundo estava a mudar. É desse mundo que nos fala o Major-General Agostinho Costa: “Não é neutro quem é, é neutro quem pode. É uma questão de lógica de poder”. Mas lembra a Carta de Helsínquia e o princípio da indivisibilidade da segurança: “O Ocidente não pode querer estar seguro pondo em causa a segurança dos países que não fazem parte desta constelação, neste caso, da própria constelação.” E, conclui, o futuro depende das perspetivas, “porque não sabemos, dentro de 10 ou 15 anos, como serão e se haverá EUA”.

A revolução de Abril celebra-se na Paiva Couceiro

Para além da habitual festa nesta praça de Lisboa no dia 24, A Voz do Operário vai participar no desfile comemorativo do 25 de Abril na Avenida da Liberdade e no 1.º de Maio entre o Martim Moniz e a Alameda.

A quem serve, afinal, o Pacote Laboral?

Em Portugal, no ano de 2025, mais de metade dos trabalhadores (55,4%) recebia até 1000 euros de salário bruto (ainda sem descontos e contribuições). Eram mais de 2,4 milhões de trabalhadores, independentemente das suas qualificações, competências ou tempo de trabalho. Entre estes, perto 790 mil auferiam o Salário Mínimo Nacional (870 euros) e levaram para casa pouco mais de 775 euros por mês.

Ensino Artístico Especializado: um direito ainda tratado como um privilégio

Na tarde do passado dia 12 de Março, concentraram-se em frente ao Ministério da Educação, na Avenida 24 de Julho, em Lisboa, centenas de alunos, professores, pais, avós, funcionários e directores de Escolas do Ensino Artístico Especializado (EAE) vindos de todo o país. A manifestação foi convocada por algumas escolas particulares e cooperativas de EAE da grande Lisboa, juntando-se posteriormente a Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo (AEEPC) e diversas outras instituições e conservatórios de todo o país. As principais reivindicações são a atualização do financiamento do EAE, que permanece congelado desde 2009, a publicação atempada do novo contrato de patrocínio e o acesso equitativo e justo à rede do EAE.

Moradores da Graça mobilizam-se contra o hotel no quartel

A Assembleia da Graça quer evitar que o Quartel do bairro se transforme numa nova unidade hoteleira.

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