É inaceitável que o nosso país compactue com a agressão ao Irão através da Base das Lajes. Numa postura de absoluta vassalagem aos Estados Unidos, o governo faltou à verdade através do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, alegando que Washington não tem de dar satisfações sobre o uso que dá àquela infraestrutura militar. O contrato estabelecido com os Estados Unidos é semelhante ao que Espanha tem para as suas bases partilhadas e o governo de Pedro Sánchez anunciou que não ia autorizar ser cúmplice dos ataques a um país soberano de forma ilegal.
Depois do genocídio em Gaza, do sequestro do presidente da Venezuela e do cerco quase medieval a Cuba, os Estados Unidos, em aliança com o Estado de Israel, que tem armas nucleares, afogaram o Médio Oriente em guerra. Independentemente da opinião de cada um sobre o regime iraniano, como noutros casos, devem ser os povos, sem ingerências externas, a resolver os seus problemas. São os Estados Unidos, e não o Irão, o grande perigo para a sobrevivência da humanidade. Sem qualquer freio, a maior potência mundial impõe pela força a sua doutrina debaixo do aplauso e cumplicidade da União Europeia. Quem celebra a violação do direito internacional, está a abrir caminho para que todos possam violar o direito internacional.
