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Barreirenses exigem continuidade da urgência de obstetrícia e ginecologia

Mulheres enfrentam cada vez mais dificuldades no acesso a cuidados de saúde no Barreiro.

Um protesto juntou 500 pessoas no Barreiro contra o encerramento da urgência de obstetrícia e ginecologia do Hospital do Barreiro, no âmbito da entrada em funcionamento da nova urgência regional para a Península de Setúbal. Esta informação avançada pela própria ministra da Saúde, Ana Paula Martins, na comissão parlamentar de saúde, não apanhou desprevenidos os utentes, que em setembro de 2025 se manifestaram contra a intenção do executivo de Luís Montenegro, responsabilizando igualmente Chega e IL por terem aprovado no Parlamento o programa do governo.

“Nós não vamos permitir que este serviço encerre. A senhora ministra [da Saúde] Ana Paula Martins não pode decidir livremente, sem consultar os autarcas, sem consultar as comissões de utentes, sem consultar os bombeiros, até porque o Hospital do Barreiro teve obras de dois milhões de euros, está apetrechado, tem condições”, disse aos jornalistas Antonieta Fortunato, da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro.

Há cerca de dois anos, a maternidade do Barreiro foi alvo de obras no valor de quase um milhão de euros. De acordo com o AbrilAbril, segundo anunciado no Parlamento por Ana Paula Martins, no Barreiro, só se realizarão partos programados, os restantes serão realizados no Hospital Garcia de Orta, em Almada.

“Há muito que a ministra da Saúde vinha a preparar este caminho, enfrentando desde o início a firme oposição da Comissão de Utentes do Barreiro, por se tratar de uma medida que não traz mais segurança nem melhor resposta aos mais de 200 mil utentes servidos por esta unidade hospitalar — populações do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete”, tinha já reagido a comissão em comunicado

A estrutura admite que se trata de escolhas políticas que “ignoram as reais necessidades das populações e fragilizam o Serviço Nacional de Saúde”, criticando a opção de concentrar serviços, em vez de reforçar meios humanos e técnicos, denunciando que as soluções apresentadas pelo governo não resolvem os problemas existentes, nem garantem a resposta adequada às mulheres e às famílias deste concelho do distrito de Setúbal.

Neste sentido, segundo o AbrilAbril, reclama o funcionamento em pleno da maternidade do Barreiro, “assegurando o acompanhamento das grávidas e a realização de partos programados e não programados, cumprindo a missão para a qual foi criada e na qual foram investidos milhões de euros em obras e requalificação”.

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