Quem quer privatizar as praias?

Vários autarcas e movimentos denunciam o que consideram ser uma tentativa de privatização da costa, em violação do que está consagrado na legislação. Há cada vez mais privados a condicionar o acesso a praias ou até a reclamarem a propriedade exclusiva destes espaços. Num braço de ferro entre o público e o privado, é o direito de todos à praia que está em risco.

“Enquanto não houver estrondo, os pobres vão continuar a levar.”

José António Pinto, mais conhecido por “Chalana” é sociólogo e assistente social na Junta de Freguesia de Campanhã, no Porto. Tem sido, nas últimas décadas, uma das vozes mais consistentes a analisar a questão da pobreza e formas de intervir em territórios onde a exclusão social cíclica continua sem a resposta política adequada. Com a chegada da nova Prestação Social Única (PSU), aprovada pelo PSD/CDS-PP e PS, prevê-se um agravamento das condições de vida das pessoas mais vulneráveis.

‘Manif’ por Odair Moniz: “A justiça não foi feita”

O movimento Vida Justa levou para a rua ativistas, moradores de bairros periféricos e outros cidadãos que contestam a pena suspensa aplicada ao agente da PSP condenado pela morte de Odair Moniz.

Canto do Amanhecer. 100 anos de Carlos Paredes

Tal como nas negras vielas de Lisboa descobrimos o caminho para a imensidão da manhã, na escuridão do tempo encontramos caminhos para o futuro. Para isso, o papel dos artistas comprometidos com a transformação do mundo não se pode limitar à forma da sua criação. É preciso que esse compromisso seja com a realidade do seu tempo e que nos deixe pistas para a hipótese de um novo amanhecer. Na biografia submersa dos artistas portugueses que resistiram à grande noite fascista não pode constar, apenas, o resultado da sua criação artística, do elemento estético que os caracteriza. A singularidade da obra não existe sem o enquadramento das suas circunstâncias (sociais, económicas, políticas e culturais) e a sua relação com elas.

As agruras de ser mulher no Estado Novo e “as portas que Abril abriu”

Entre a marginalização económica e o dever de obediência, o regime corporativista do Estado Novo empurrou as mulheres para a gestão da família e para a defesa das políticas assistenciais e educativas preconizadas por Salazar.

A reação será televisionada

Rescaldo eleitoral, momento de debates pueris e pouco férteis em relação a circunstâncias que, pese embora a prevalência da historieta Spinumviva – que, consuma-se, só beneficiou o Partido Social-Democrata –, não são radicalmente diferentes das do ano passado. O material e o artifício são deveras semelhantes, até nos tópicos profundamente desinteressantes aos quais fomos habituados. Um deles reside na tão reverberada expressão do “um milhão de fascistas”. A cacofonia televisiva em torno da moralização de um eleitorado que não é, de todo, homogéneo, já cansa. Porém, fadiga mediática não é o único efeito perverso da repetição exaustiva da mesma narrativa.

Internacional

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