
Junho 5, 2026
Enquanto o governo empurra o país para o pântano anti-democrático a reboque da extrema-direita, os trabalhadores pararam o país numa demonstração de força contra a proposta de reforma da legislação laboral. De norte a sul, fez-se sentir a indignação com a prepotência e arrogância de Luís Montenegro e a certeza de que a luta não vai ficar por aqui.

Junho 8, 2026
Um arquivista na Torre do Tombo desvela umas caixas nunca antes analisadas. Partilha a suspeita de tratar-se de algo extremamente relevante com a jornalista Maria José Oliveira – doutorada em história contemporânea e frequentadora assídua do arquivo nacional – que acaba a passar 7 meses meses de volta de centenas de manuscritos pertencente a uma comissão até agora desconhecida, que investigou e lavrou, em 1974, autos sobre a actuação bárbara da PIDE nas prisões de Moçambique, contra a população nativa. Após a publicação de uma série de reportagens, publica agora o livro A Casa da Morte (Tinta da China), onde partilha o resultado desta investigação.

Junho 8, 2026
O músico Filipe Sambado e a atriz Joana Barrios vestem de alma e coração as cores d’A Voz do Operário como padrinhos da Marcha Infantil. Com filhos a estudarem na instituição, assumem que vivem a Voz como uma família e consideram fundamental a diversidade, tema que as meninas e as crianças levam este ano à Avenida da Liberdade.

Junho 8, 2026
Esta é uma viagem frenética ao coração da guerra, onde as forças de Israel tentam dizimar o sul do Líbano e esmagar a resistência. Entre vales e montanhas, pequenos grupos de homens conduzem uma guerra de guerrilha para defender o seu país. Terroristas para o Ocidente, heróis para o mundo árabe. Como peixes dentro de água, cunhou Mao Tse Tung, dão a vida contra um dos mais poderosos exércitos do mundo, acusado de todo o tipo de crimes.

Junho 8, 2026
Santo António desceu da Graça para desfilar no Pavilhão MEO Arena, que outrora se chamou de Utopia. E mostraram aos lisboetas que, afinal, a alma desta cidade não nasceu na Europa, nasceu no Mundo, ou não fosse António um Santo Cosmopolita.

Abril 30, 2026
Como escreveu Ary, “ninguém mais cerra as portas que Abril abriu!” e, para o confirmar, centenas de milhares só em Lisboa, desfilaram na avenida da Liberdade, somando poesia aos festejos, protesto às aclamações, atualidade à história, levantando as bandeiras de abril, as mesmas que o tornam vivo há 52 anos. Talvez por isso, este desfile não soube só a comemoração, soube sobretudo a luta e a futuro. Falou-se de Abril de 2026 ou, de como resgatar e cumprir o Abril de 1974.