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Editorial: Há que parar Israel

Ilustração: Luís Alves

As medidas anunciadas pelo governo para uma reforma laboral são uma declaração de guerra aos trabalhadores. Como sempre, não há uma única medida que favoreça quem trabalha. Todas elas servem para beneficiar os patrões. Simultaneamente, o executivo liderado por Luís Montenegro prossegue a sua senda de cavalgar o discurso de extrema-direita abrindo caminho à retirada de direitos.

O ambiente político contamina-se com as provocações permanentes do Chega, levado ao colo pela comunicação social, e vários autarcas e candidatos às eleições locais, do Chega ao PS, passando pelo PSD e IL, tentam pescar nessas águas sujas. São disso exemplo os despejos em Loures e na Amadora.

Com o regime democrático cada vez mais em perigo, o candidato que se apresentou, até ao momento, de forma evidente no campo da esquerda é António Filipe.

No plano internacional, com a barbárie em curso na Faixa de Gaza, o governo português faz lembrar a posição isolada e vergonhosa de Cavaco Silva a favor do apartheid na África do Sul, em 1987. A história julgará todos os que fecharam os olhos ao genocídio na Palestina e que recusaram reconhecer o Estado àquele povo.

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