No fim de outubro, a CGTP-IN reuniu o seu Conselho Nacional e depois de várias horas de debate interno os dirigentes da maior central sindical nacional tomaram nota das conclusões que podem levar a uma maior intensificação da luta dos trabalhadores. O objetivo dos sindicalistas é “intensificar o esclarecimento, a ação e mobilização nos locais de trabalho, empresas e serviços” tendo como prioridade a dinamização da luta pelo aumento dos salários, que entendem ser o “principal mecanismo de combate às desigualdades e ao aumento do custo de vida e como garante de uma mais justa distribuição da riqueza”.
Nesse sentido, a intersindical nacional decidiu convocar uma manifestação nacional para o dia 21 de novembro, sábado, em Lisboa, enchendo as ruas da cidade com as reivindicações dos trabalhadores e da população. Os organizadores apresentam como principais reivindicações a urgência de mais salários e pensões mas, simultaneamente, a necessidade de lutar contra o aumento do custo de vida através do controlo dos preços dos bens e dos serviços essenciais. O direito à saúde, habitação, educação e segurança social também figuram entre as exigências apresentadas. O objetivo, dizem, é lutar por “um novo rumo para Portugal com justa distribuição da riqueza e em defesa dos direitos fundamentais inscritos na Constituição da República Portuguesa”.
Por outro lado, a luta não se fica pelo dia 21 de novembro. Três dias depois, a 24 de novembro, a CGTP-IN pretende fazer uma concentração a propósito da votação final da proposta de Orçamento do Estado. O documento apresentado pelo governo, e viabilizado na generalidade pelo PS, merece a rejeição da central sindical que antecipa as consequências da sua aprovação: “política de desastre e empobrecimento”.
