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Livro sobre a vida de Adriano lançado n’A Voz

Foi apresentado, no passado dezembro, n’A Voz do Operário “O Perigoso Pacifista”, livro de banda desenhada da autoria de Paulo Vaz de Carvalho e João Mascarenhas, com histórias da vida de Adriano Correia de Oliveira. A sessão começou com a projeção de um vídeo biográfico sobre o cantor e teve a presença, entre o público, de Manuel Figueiredo, presidente d’A Voz do Operário, Vítor Agostinho, vice-presidente, e Nuno Abreu, diretor-geral.

Em jeito de introdução, Manuel Matos, da comissão executiva da Comissão Promotora das Comemorações dos 80 anos de Adriano Correia de Oliveira, recordou algumas das iniciativas já realizadas, entre as quais as exposições que têm percorrido o país. Manuel Matos referiu, ainda, os espetáculos marcados para 1 de abril no Fórum Lisboa e para 13 de maio no Conservatório de Coimbra e lançou convites para outros eventos na Galiza, Bruxelas e Colónia, na Alemanha.

Por sua vez, João Mascarenhas, artista gráfico que fez os desenhos para os textos de Paulo Vaz de Carvalho, explicou que este trabalho é fruto da “dedicação e amor pela carreira de Adriano” e agradeceu a algumas das pessoas que permitiram que este livro ganhasse vida, como Conceição Matos, Domingos Abrantes e José Pedro Soares.

Para participar na parte escrita, o artista falou com Paulo Vaz de Carvalho. Decidiram que não queriam fazer um livro biográfico e usaram o ângulo de várias histórias que fazem parte da vida de Adriano Correia de Oliveira destacando o “grande ser humano” e o “bom humor” do músico. 

Entre os episódios que ajudaram a construir este livro, João Mascarenhas lembrou o dia, ainda antes da revolução, em que o cantor reservou um estúdio em Lisboa a meio da semana apesar de estar a fazer tropa em Belém e Rui Pato em Santarém. Com o guitarrista preocupado com a impossibilidade de abandonar o quartel para gravar o disco, Adriano falou com Salgueiro Maia, que permitiu a saída de Rui Pato. Mas havia outro problema. No dia marcado, Adriano deveria estar a fazer uma ronda pela cidade e acabou por convencer outro camarada de armas a dar voltas enquanto gravava com Rui Pato alguns temas, quase de improviso.

João Mascarenhas destacou que é importante usar a memória para preservar o passado e lembrou que, em várias apresentações do livro, várias pessoas na plateia foram ter com o desenhador para dizer que estavam nalgumas imagens do livro, feitas através de recriação de fotos da época.

Antes do jovem músico Ruben Martins ter tocado e cantado algumas das canções de Adriano, Vítor Agostinho recordou que A Voz do Operário foi palco de várias atuações do músico antes e depois da revolução. No fim, o público presente cantou em coro algumas canções como Cantar de Emigração, Morte que Mataste Lira e Trova do Vento que Passa. À instituição, Manuel Matos ofereceu uma gravura com o rosto de Adriano Correia de Oliveira.

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