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Marcha Infantil

A Voz do Operário evoca as crianças e o fado

A Marcha Infantil A Voz do Operário vai homenagear as crianças e o fado nos dois desfiles.

As crianças da Marcha Infantil ensaiaram diariamente ao longo dos últimos meses.

A ligação da Voz a este género musical tem mais de um século. Segundo a ensaiadora da Marcha Infantil, Sofia Cruz, vão ser 60 meninas e meninos a envergar as cores da instituição numa coreografia que leva de novo estas crianças ao centro da festa num ano marcado pelo fim das restrições. “Estou contente por terem voltado as marchas e estou bastante entusiasmada. Eu acho que vai correr muito bem”, sublinhou a ensaiadora.

Quando estas crianças que vêm de vários pontos de Lisboa desfilarem no Pavilhão Altice Arena e na Avenida da Liberdade, será o corolário de um extenso trabalho a vários braços de uma instituição que se ergueu durante mais de um século através do esforço coletivo. Entre a azáfama dos ensaios diários, sob a batuta de Sofia Cruz, Vítor Agostinho e muitos voluntários, quase uma centena de meninas e meninos levaram muito a sério a responsabilidade de dar cor ao já tradicional desfile da cidade.

Mas houve também quem se dedicasse de forma voluntária à elaboração dos arcos e dos fatos. Este é um trabalho coletivo que se realiza todos os anos entre mulheres e homens experimentados nesta arte, muitos deles pais e avós de crianças de alunos e ex-alunos. Para o vice-presidente e diretor d’A Voz do Operário, esse trabalho voluntário é fundamental. Nos últimos anos, o apoio do figurinista Nuno (??) tem sido importante e durante as marchas esse trabalho vai estar visível para todos. “Com esta homenagem ao fado, pretendemos que fique claro para quem vir a marcha que é disso que se trata também através dos fatos”, reforça Vítor Agostinho. Tal não seria possível sem a participação de muitos também na feitura dos arcos que vão embelezar a coreografia final. Para o vice-presidente d’A Voz do Operário, o balanço é positivo e até houve mais gente a ajudar do que nos últimos anos antes da pandemia.

Em ano de homenagem ao centenário do nascimento da fadista Amália Rodrigues, que dá mote ao tema da Grande Marcha de Lisboa, os marchantes d’A Voz do Operário já têm as canções na ponta da língua. O destaque vai para a letra inédita de Ricardo Dias e música de Carlos Alberto Vidal de homenagem ao fado, a estrear no antigo Pavilhão Atlântico e na Avenida da Liberdade, assim como da marcha de Sara Costa e Carlos Alberto Moniz. Para além destas, a Marcha Infantil vai recordar, uma vez mais, através da sua canção histórica que quer um dia “que não vem no calendário e ser felizes n’A Voz do Operário”.

Arraial volta a abrir portas à festa

Milhares de pessoas visitam todos os anos o arraial d’A Voz do Operário, conhecido por Beco de Lisboa, onde, durante várias semanas, as sardinhas, o caldo verde, as entremeadas, a imperial e o vinho tomam conta da festa. Dois anos depois, a folia regressa em força com o fado e a música popular em exibições ao vivo. Segundo Vítor Agostinho, as festas populares vão ser de “arromba” porque há muita vontade de sair para a rua. No dia 10 de junho, a Marcha Infantil vai desfilar juntamente com a marcha de adultos de São Vicente no recinto d’A Voz do Operário. Nos dias 11 e 12 de junho, A Voz do Operário vai ter um palco na rua.

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