Com muito sangue e lágrimas, quem trabalha conquistou um dia seu para dele fazer uma bandeira permanente de luta. O Dia Internacional dos Trabalhadores celebra-se de variadas maneiras nos diferentes países do mundo, nalguns debaixo dos bastões e canhões de água da polícia. Em Portugal, esta importante jornada de luta é encabeçada pela principal central sindical nacional, a CGTP-IN, que mobiliza as mais importantes expressões de força da classe trabalhadora. Este ano, não é exceção.
Perante uma das maiores ofensivas dos grandes grupos económicos e financeiros e do governo que os representa, os trabalhadores estão sob a ameaça de uma nova reforma laboral que pode retirar ainda mais direitos e afundar quem trabalha num inferno ainda pior. Num processo anti-democrático, o executivo liderado por Luís Montenegro excluiu a central sindical que mais trabalhadores representa, fazendo negociações nos bastidores. Depois de uma potente greve geral que mostrou um cartão vermelho ao governo, a CGTP-IN vai avançar este 1.º de Maio com o anúncio de uma nova jornada de luta que tem o objetivo de derrotar o Pacote Laboral e mostrar aos partidos que possam estar dispostos a viabilizá-lo na Assembleia da República que os trabalhadores estão atentos.
A mobilização massiva no 25 de Abril mostrou, uma vez mais, que os trabalhadores e o povo não querem retrocessos. Querem garantir os direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa e defender melhores condições de vida para quem trabalha. Perante as graves ameaças aos trabalhadores, a CGTP-IN assume novamente o repto de estar do lado certo da história. Se alguém no futuro nos perguntar onde estávamos quando nos tentaram roubar direitos, tenhamos o orgulho de poder responder que estivemos no combate, sem medos, por nós e pelos nossos filhos.
