Segundo comunicado da acampada de Lisboa, não foi dado “sequer tempo aos presentes para recolherem os seus pertences”. Os manifestantes decidiram então formar um cordão humano e preparam-se para resistir pacificamente. A resistência à carga policial, por parte de quem pernoitava na Praça D. Pedro IV, no Rossio, foi feita de forma “absolutamente pacífica, sem registo de qualquer provocação”, de acordo com o comunicado publicado no Instagram da Acampada de Lisboa. A polícia é acusada de ter sido violenta contra os manifestantes durante o desalojo da praça, provocando alguns feridos.
A PSP deteve cerca de 55 ativistas. Segundo o movimento pela Habitação, essas detenções foram feitas de forma arbitrária. Apesar da resistência pacífica, os detidos foram algemados e levados para a esquadra de Campolide e da Rua da Palma.
Os participantes da acampada reuniram-se posteriormente na Praça da Figueira, onde decidiram desmobilizar e regressar ao Rossio às 19 horas desta terça-feira, para discutir a continuidade da acampada ou outras formas de protesto.
Acampada do Porto também foi também despejada
No Porto, os manifestantes decidiram desmontar o acampamento face à ameaça de nova carga violenta por parte da PSP. Ainda assim, um dos presentes disse à RTP que uma pessoa ficou ferida durante a intervenção policial.
O Ministério da Administração Interna elogiou esta terça-feira, 20 de outubro, a atuação da Polícia de Segurança Pública (PSP) nas operações que levaram ao desmantelamento das acampadas pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto.
