Com apresentação do ator e biólogo André Levy, que começou por ler, simbolicamente, o preâmbulo dos primeiros estatutos da URAP e apresentou, em seguida, dois vídeos: sobre a história da URAP, numa recolha da organização e realização de João Lopes, e outro com leituras de crianças da Voz do Operário destinadas à URAP.
Seguiu-se um concerto, no qual atuaram Manuel Pires da Rocha (violino), Vanessa Borges (guitarra e voz) e Sofia Lisboa (voz), para interpretar músicas de Ary dos Santos, José Mário Branco, Fausto e Jorge Palma. Por coincidir com as comemorações dos 90 anos do poeta José Carlos Ary dos Santos e, igualmente, com os 90 anos da abertura do Campo de Concentração do Tarrafal, o apresentador leu ainda o poema da autoria daquele poeta, “Aos mortos-vivos do Tarrafal”.
Coube ao coordenador da URAP, a única intervenção. “A URAP surgiu há já 50 anos, na linha de outras experiências de comissões e movimentos unitários de luta, alguns anteriores ao 25 de Abril, como a Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos, e outros constituídos já depois da Revolução, para responder a novas necessidades e exigências de intervenção e luta”, afirmou José Pedro Soares.
José Pedro Soares lembrou que “o fascismo não foi definitivamente derrotado” e, pelo contrário, denunciou que se assiste “ao crescimento e à proliferação, em Portugal, na Europa e no mundo, de movimentos, grupos e partidos de extrema-direita de ideologia fascizante”.
