Em Madrid, milhares de pessoas saíram à rua para protestar contra o despejo de Maricarmen, uma idosa de 87 anos, da casa onde viveu durante 70 anos. A adesão aos protestos foi tão massiva que o fundo imobiliário proprietário do imóvel acabou por recuar e voltou a arrendar a casa à inquilina que expulsou. Em Portugal, o governo de Luís Montenegro tentou liberalizar ainda mais o mercado de arrendamento e movimentos como o Vida Justa e o Porta a Porta alertam para o facto de haver muitas ‘Maricarmens’ no nosso país.
Com a guerra na Ucrânia patrocinada com os nossos impostos e com a agressão dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e a outros países, o custo de vida aumenta todos os dias. Apesar dos saltos tecnológicos, os salários mantêm-se iguais. A habitação leva-nos uma boa parte do ordenado e há cada vez mais famílias desesperadas. Este governo não trabalha para a maioria. Luís Montenegro e os seus ministros estão ao serviço dos grandes grupos económicos e financeiros e não o escondem. De tapete vermelho estendido para turistas, investidores estrangeiros e nómadas digitais, o nosso país está a ser vendido ao desbarato. Os portugueses e os imigrantes só merecem viver em Portugal na medida em que os ricos precisam de alguém que lhes sirva o café, lhes faça a cama e lhes conduza.
É por tudo isto que a CGTP-IN está a convocar uma manifestação no próximo dia 17 de outubro em Lisboa, Porto e Coimbra. Eles ganham com o nosso silêncio. Por isso, façamos ruído.
