{"id":9997,"date":"2026-05-09T17:29:39","date_gmt":"2026-05-09T17:29:39","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=9997"},"modified":"2026-05-12T11:47:47","modified_gmt":"2026-05-12T11:47:47","slug":"marcha-infantil-leva-a-diversidade-a-avenida-da-liberdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2026\/05\/09\/marcha-infantil-leva-a-diversidade-a-avenida-da-liberdade\/","title":{"rendered":"Marcha Infantil leva a diversidade \u00e0 Avenida da Liberdade"},"content":{"rendered":"\n<p>De tesoura na m\u00e3o, In\u00eas Santos corta um tecido azul e explica que est\u00e1 a fazer umas cal\u00e7as. F\u00e1-lo com a certeza de quem repete este gesto h\u00e1 j\u00e1 muitos anos. Depois de acabar os trajes das marchantes, falta agora fazer a indument\u00e1ria dos rapazes. \u201cPessoalmente, gosto dos figurinos todos os anos e, neste, o figurino \u00e9 muito colorido\u201d, descreve. O que mais custa mesmo, explica, \u00e9 come\u00e7ar. Do papel para o tecido, o grande desafio \u00e9 materializar a ideia e tornar id\u00eantico o produto final. S\u00e3o muitas horas de trabalho nas m\u00e3os das volunt\u00e1rias que se juntam, desde mar\u00e7o, nesta sala d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso de Ana Marques que desde que se reformou nunca faltou \u00e0 chamada para vestir as meninas e os meninos da marcha infantil. \u201cA vontade \u00e9 a mesma desde a primeira vez, \u00e9 por causa dos meninos e eu gosto muito deles\u201d, explica. Ali ao lado, noutra mesa de costura, Paula Trabulo, com sobrinhos n\u2019A Voz do Oper\u00e1rio, conta que \u00e9 o seu segundo ano. Adora trabalhar com crian\u00e7as e diz que \u00e9 uma honra trabalhar aqui. \u201cSenti-me mesmo feliz da \u00faltima vez quando os vi na Avenida. Aquece o cora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para estas mulheres, as meninas e os meninos d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio significam muito. In\u00eas recorda que, h\u00e1 dias, uma crian\u00e7a entrou na sala de costura e disse que os vestidos estavam muito bonitos. De seguida, deu um beijo a cada uma das costureiras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Defender a diversidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mas se n\u00e3o h\u00e1 Marcha Infantil sem trajes, tampouco h\u00e1 sem arcos. \u00c0 frente da equipa que constroi estas pe\u00e7as est\u00e1 Pedro Passarinho, que de h\u00e1 tr\u00eas anos para c\u00e1 se envolveu nesta \u00e1rdua mas gratificante tarefa. O professor d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio explica que implica muitas horas e muita gente, num trabalho que demora aproximadamente dois meses.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEste ano come\u00e7\u00e1mos um bocadinho mais cedo. Normalmente partimos de um desenho que \u00e9 feito por Nuno Lopes, que \u00e9 quem tamb\u00e9m desenha os trajes. E depois o que fazemos \u00e9 tentar passar para tr\u00eas dimens\u00f5es numa coisa que est\u00e1 em duas dimens\u00f5es. At\u00e9 agora tem corrido bem. Temos vindo a diminuir o peso dos arcos. Come\u00e7\u00e1mos com arcos muito robustos e depois percebemos que n\u00e3o era necess\u00e1rio serem t\u00e3o robustos, tendo em conta a utiliza\u00e7\u00e3o que t\u00eam\u201d, descreve. O que demora mais \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o do primeiro arco porque \u00e9 a\u00ed que se afinam dimens\u00f5es, propor\u00e7\u00f5es, materiais e cores. A partir desse, \u201cs\u00e3o constru\u00eddos em s\u00e9rie\u201d, etapa a etapa, num processo que envolve quatro ou cinco pessoas durante a semana e cerca de 30 nas jornadas aos s\u00e1bados com a participa\u00e7\u00e3o da comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de levar a paz e os 50 anos da revolu\u00e7\u00e3o de Abril, nos \u00faltimos dois anos, \u00e0 Avenida da Liberdade, este ano, A Voz do Oper\u00e1rio escolheu a diversidade como tema. Pedro Passarinho explica que \u00e9 algo que vai estar bem expresso nos arcos com padr\u00f5es dos diferentes continentes, incluindo a cultura portuguesa, e com diferentes rostos e tons de pele que representam os olhares diversos \u201cque as pessoas t\u00eam sobre as coisas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo centro, temos uma esfera que vai ter os diferentes tipos de fam\u00edlias que temos n\u2019A Voz do Oper\u00e1rio com fam\u00edlias monoparentais, com fam\u00edlias com um pai e uma m\u00e3e, com dois pais ou duas m\u00e3es. Todos os dias trabalhamos com diferentes fam\u00edlias na nossa comunidade. N\u00e3o temos s\u00f3 aquela fam\u00edlia convencional de um pai, uma m\u00e3e e uma crian\u00e7a, temos todos os tipos de fam\u00edlia\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a ensaiadora Sofia Cruz, que avan\u00e7a que os ensaios est\u00e3o a correr bem e com muita ades\u00e3o, o tema da diversidade \u00e9 igualmente importante e considera que os padrinhos escolhidos encaixam bem no lema deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, Nuno Abreu, diretor-geral d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio sublinha a import\u00e2ncia da escolha deste tema dentro do contexto pol\u00edtico em que vivemos e no ano em que se celebra o 50.\u00ba anivers\u00e1rio da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa. \u201cEntendemos que o discurso de \u00f3dio, a falta de respeito pela diferen\u00e7a, nos fez trazer este tema quando se comemoram os 50 anos da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa, que consagra direitos, a igualdade e a liberdade. Nada melhor do que dar \u00eanfase \u00e0 diversidade quando \u00e9 preciso garantir que se consagram estes direitos nas vidas de todos n\u00f3s. Tem a ver com os direitos humanos, com os direitos sociais, com a melhoria da nossa vida coletiva\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos 50 anos da Constitui\u00e7\u00e3o, A Voz do Oper\u00e1rio leva a diversidade \u00e0s Marchas Populares.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":9998,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[43],"tags":[],"coauthors":[71],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9997"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9997"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9997\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10051,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9997\/revisions\/10051"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9998"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9997"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9997"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9997"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=9997"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}