{"id":9959,"date":"2026-04-22T13:21:09","date_gmt":"2026-04-22T13:21:09","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=9959"},"modified":"2026-04-22T13:24:28","modified_gmt":"2026-04-22T13:24:28","slug":"gabriel-rockhill-a-guerra-do-imperialismo-para-tornar-a-esquerda-compativel-com-o-capitalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2026\/04\/22\/gabriel-rockhill-a-guerra-do-imperialismo-para-tornar-a-esquerda-compativel-com-o-capitalismo\/","title":{"rendered":"Como o imperialismo moldou parte da esquerda intelectual, o novo livro de Gabriel Rockhill"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"pergunta\">De onde vem o interesse por estudar a forma como o imperialismo se infiltra na intelectualidade da esquerda ocidental?<\/p>\n\n\n\n<p>A principal raz\u00e3o \u00e9 autobiogr\u00e1fica. Formei-me em Fran\u00e7a, onde fiz o meu mestrado e doutoramento em teoria francesa e em marxismo ocidental. E embora pensasse que estava a ter acesso a uma forma\u00e7\u00e3o que me daria as ferramentas necess\u00e1rias para compreender o mundo em geral, acabei por perceber que o quadro dominante tanto das pr\u00e1ticas te\u00f3ricas francesas como do marxismo ocidental obscurecia e ofuscava a contradi\u00e7\u00e3o principal do imperialismo.<\/p>\n\n\n\n<p>E a minha compreens\u00e3o desse facto foi intermitente, mas deveu-se em grande parte a mudan\u00e7as nas condi\u00e7\u00f5es objetivas da realidade e ao reconhecimento da intensifica\u00e7\u00e3o cont\u00ednua do imperialismo liderado pelos EUA atrav\u00e9s das guerras intermin\u00e1veis, do regime de tortura e, posteriormente, tamb\u00e9m do meu envolvimento em ativismo e organiza\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios tipos. Portanto, foi um processo complexo, mas, basicamente, n\u00e3o vim ao mundo como um \u201cbeb\u00e9 de fraldas vermelhas\u201d. Vim ao mundo como um beb\u00e9 do imp\u00e9rio, formado em institui\u00e7\u00f5es de prest\u00edgio, e reconheci ao longo do tempo que essas institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o me deram as ferramentas necess\u00e1rias para compreender o mundo em que vivia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Estudou a era da Guerra Fria e as formas como o imperialismo exerceu o controlo ideol\u00f3gico atrav\u00e9s do que denomina \u201cmarxismo ocidental\u201d. Como v\u00ea a forma como esse controlo \u00e9 exercido hoje em dia? Existem diferen\u00e7as significativas?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O livro que acabei de publicar centra-se principalmente no marxismo ocidental, mas faz parte de uma trilogia que resulta do mesmo projeto de investiga\u00e7\u00e3o. O segundo volume ser\u00e1 lan\u00e7ado no pr\u00f3ximo ano e aborda a teoria francesa, enquanto o terceiro volume analisa diversas teorias radicais contempor\u00e2neas. A raz\u00e3o pela qual foi importante analisar estes tr\u00eas corpos de trabalho intelectual \u00e9 que existe uma profunda continuidade entre eles e as tend\u00eancias que delineio no primeiro livro \u2014 centrando-me principalmente na Guerra Fria \u2014, as quais continuam e est\u00e3o bem vivas e presentes hoje em dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora, claro, seja importante tra\u00e7ar e estudar algumas das mudan\u00e7as significativas nas din\u00e2micas do poder imperial, na l\u00f3gica das opera\u00e7\u00f5es de <em>soft power<\/em>, bem como no tipo espec\u00edfico de indiv\u00edduos e escolas de pensamento que est\u00e3o em a\u00e7\u00e3o. Assim, por exemplo, durante o in\u00edcio da Guerra Fria, as opera\u00e7\u00f5es secretas eram parte integrante de muito do que o imp\u00e9rio dos Estados Unidos fazia. Mas, devido a uma s\u00e9rie de revela\u00e7\u00f5es e rea\u00e7\u00f5es adversas nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970, houve pelo menos uma mudan\u00e7a parcial para opera\u00e7\u00f5es mais abertas, atrav\u00e9s da funda\u00e7\u00e3o da National Endowment for Democracy [Funda\u00e7\u00e3o Nacional para a Democracia] e de outras ag\u00eancias que fazem hoje abertamente o que a CIA fazia secretamente no passado, bem como uma maior depend\u00eancia de Organiza\u00e7\u00f5es N\u00e3o Governamentais e outras organiza\u00e7\u00f5es para dar continuidade aos tipos de projetos que eram, repito, realizados de forma mais secreta no passado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 verdade, por\u00e9m, que o marxismo ocidental continua vivo e de boa sa\u00fade. Figuras como Slavoj \u017di\u017eek ou Alain Badiou s\u00e3o, na minha opini\u00e3o, excelentes exemplos de marxistas ocidentais contempor\u00e2neos. Mas, ao mesmo tempo, tem-se assistido, atrav\u00e9s da introdu\u00e7\u00e3o da teoria p\u00f3s-moderna e de um ataque generalizado \u00e0 ci\u00eancia, ao desenvolvimento atual de uma forma de teoria de vanguarda cujo centro de gravidade se deslocou, em grande medida, da Europa para os Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, em termos simples, o passado foi uma \u00e9poca em que Adorno, Horkheimer e Marcuse eram figuras intelectuais de destaque, assim como os te\u00f3ricos franceses da \u00e9poca, como Foucault e Derrida, etc. Mas estamos agora numa \u00e9poca em que muitas das principais lumin\u00e1rias da ind\u00fastria da teoria imperial s\u00e3o elas pr\u00f3prias produtos diretos do imp\u00e9rio e trabalham diretamente nele. Estamos, portanto, a falar de pessoas como Gayatri Spivak, Walter Mignolo, Judith Butler, Sheila Beneby, Nancy Fraser e muitos outros que se poderiam citar.<\/p>\n\n\n\n<p>E o mais importante \u00e9 que a minha an\u00e1lise da ind\u00fastria da teoria imperial se centra num campo ideol\u00f3gico. Com isto quero dizer que nem todos estes intelectuais concordam em tudo. Na verdade, existem diferen\u00e7as e debates significativos entre eles. Mas n\u00e3o devemos deixar-nos distrair pela amplitude desse campo ideol\u00f3gico. Em vez disso, devemos reconhecer que esse campo segue linhas de demarca\u00e7\u00e3o e regras do jogo muito claras. E algumas das mais importantes s\u00e3o a ofusca\u00e7\u00e3o da contradi\u00e7\u00e3o principal do imperialismo e do anticomunismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, para mim, foi importante demonstrar como estas tradi\u00e7\u00f5es intelectuais, apesar das muitas diferen\u00e7as e mudan\u00e7as, constituem, ainda assim, forma\u00e7\u00f5es superestruturais do Imp\u00e9rio, uma vez que promovem, no seio da intelectualidade, uma linha supostamente de esquerda que, na realidade, obscurece o imperialismo e denigre ou ataca diretamente o maior baluarte contra o imperialismo: os projetos de constru\u00e7\u00e3o do Estado socialista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">De certa forma, existe um certo desd\u00e9m em alguns setores do meio acad\u00e9mico em rela\u00e7\u00e3o ao conhecimento e \u00e0s teorias produzidas pela classe trabalhadora e pelas suas organiza\u00e7\u00f5es. E parece haver frequentemente uma tentativa de impor teorias e formas de atua\u00e7\u00e3o a partir do meio acad\u00e9mico, com base na ideia de que os sindicatos e as organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias e progressistas s\u00e3o conservadores e ultrapassados. Concorda com esta vis\u00e3o?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A cem por cento. Parte da guerra intelectual mundial que descrevo nesta trilogia \u00e9 tamb\u00e9m uma guerra contra a capacidade dos povos trabalhadores e oprimidos do mundo de formarem os seus pr\u00f3prios pensamentos e de os relacionarem com a sua realidade, a fim de promover projetos igualit\u00e1rios. E isso assume muitas formas diferentes. Uma delas \u00e9 precisamente a luta de classes exercida pelas hierarquias no seio da produ\u00e7\u00e3o intelectual.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, sobre algu\u00e9m que tem credenciais universit\u00e1rias ou leciona numa universidade de prest\u00edgio, presume-se frequentemente, socialmente, que os seus pensamentos s\u00e3o mais avan\u00e7ados ou desenvolvidos do que os de algu\u00e9m que \u00e9 apenas um elemento da classe trabalhadora. E n\u00e3o se reconhece que estas institui\u00e7\u00f5es, particularmente a forma como operam no n\u00facleo imperial, s\u00e3o institui\u00e7\u00f5es empenhadas na luta de classes e, por isso, trazem consigo um n\u00edvel de doutrina\u00e7\u00e3o e ignor\u00e2ncia extremas que se espalha por toda a camada da classe profissional e gerencial dos intelectuais. E o seu trabalho \u00e9 trabalhar para os seus senhores corporativos na dissemina\u00e7\u00e3o dessa ignor\u00e2ncia entre as massas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, \u00e9 extremamente importante valorizar e concentrar-nos no importante trabalho que est\u00e1 a ser feito, tanto a n\u00edvel intelectual como pr\u00e1tico, pelos intelectuais org\u00e2nicos da classe trabalhadora. Um exemplo que menciono apenas de passagem no livro, mas que \u00e9 significativo, \u00e9 o excelente trabalho de George Jackson, que foi morto na pris\u00e3o e que, apesar disso, foi indiscutivelmente um dos principais intelectuais e organizadores da sua \u00e9poca. E George Jackson n\u00e3o \u00e9 hoje considerado no meio acad\u00e9mico como algu\u00e9m que deva ser lido a par de Marcuse, Adorno, Derrida ou Foucault.<\/p>\n\n\n\n<p>\u200b\u200bEm vez disso, \u00e9 menosprezado ou simplesmente esquecido. E, por isso, parte do trabalho que precisamos de fazer para combater a ind\u00fastria da teoria imperialista consiste precisamente em trazer para o primeiro plano os intelectuais org\u00e2nicos da classe trabalhadora. Outra coisa que gostaria de dizer sobre isto \u00e9 que n\u00e3o se trata apenas de uma luta de classes dentro de um determinado Estado-na\u00e7\u00e3o, onde a classe gerencial profissional, que foi doutrinada pelas principais institui\u00e7\u00f5es, recebe um estatuto social e econ\u00f3mico superior ao da classe trabalhadora em geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m temos de ver esta din\u00e2mica a operar a n\u00edvel internacional. Por isso, saliento que as principais figuras da ind\u00fastria da teoria imperial s\u00e3o membros da aristocracia intelectual do trabalho. Assim, s\u00e3o-lhes concedidas condi\u00e7\u00f5es materiais de produ\u00e7\u00e3o intelectual que ultrapassam em muito tudo o que se v\u00ea na periferia.<\/p>\n\n\n\n<p>E recebem n\u00e3o s\u00f3 recompensas econ\u00f3micas, mas tamb\u00e9m recompensas simb\u00f3licas. Assim, presume-se que, por exemplo, se for um trabalhador no Paquist\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 deve receber ordens dos intelectuais da sua universidade, mas, em \u00faltima an\u00e1lise, os intelectuais da sua universidade devem receber ordens do n\u00facleo imperial. E algu\u00e9m que estudou em Oxford ou Harvard e est\u00e1 familiarizado com Foucault ou Deleuze ou estes te\u00f3ricos de vanguarda tem, de alguma forma, uma vantagem nos debates tanto intelectuais como pr\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>E isto causou enormes preju\u00edzos \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, tanto no \u00e2mbito nacional como internacional, pois contribuiu para refor\u00e7ar a ideia totalmente errada de que a tradi\u00e7\u00e3o intelectual na qual a classe trabalhadora investiu e que foi constru\u00edda por ela e para ela deveria ser relegada para o caixote do lixo da hist\u00f3ria. Quando, pelo contr\u00e1rio, se queremos um trabalho intelectual que ajude a abordar os problemas mais fundamentais da luta de classes global, \u00e9 precisamente a tradi\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica e do materialismo hist\u00f3rico que essas outras tradi\u00e7\u00f5es de pensamento t\u00eam procurado denegrir, marginalizar ou invisibilizar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Pode dar algum exemplo de qu\u00e3o prejudicial pode ser, por exemplo, a esquerda moderada ou os intelectuais ligados a ela?<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 muitos exemplos. Est\u00e1 a pensar em consequ\u00eancias pol\u00edticas concretas que da\u00ed resultaram?\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Sim, por exemplo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Bom, um exemplo que aponto no meu segundo livro \u00e9 que tanto Jacques Derrida como Michel Foucault, que s\u00e3o lumin\u00e1rias de renome da teoria francesa, estiveram de facto diretamente envolvidos em campanhas de desestabiliza\u00e7\u00e3o anticomunista na Checoslov\u00e1quia, no caso de Derrida, e na Pol\u00f3nia, no caso de Foucault. E tinham posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas muito alinhadas, particularmente no caso de Foucault, com a doutrina Reagan.<\/p>\n\n\n\n<p>Queriam, nas suas pr\u00f3prias palavras, reintegrar a Europa, o que significava derrubar os governos socialistas do Leste para a recolonizar com for\u00e7as capitalistas do Ocidente. Portanto, este \u00e9 apenas um exemplo de algo mais imediato. Tamb\u00e9m se verifica um sionismo muito difundido ao longo destas tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem algumas exce\u00e7\u00f5es a isto, mas Adorno e Horkheimer eram defensores ferrenhos do projeto colonial israelita. O mesmo se aplica a Marcuse, embora de uma forma ligeiramente diferente, j\u00e1 que tamb\u00e9m criticou Israel em certos aspetos. Poder\u00edamos referir Noam Chomsky e as suas liga\u00e7\u00f5es a Epstein, que tamb\u00e9m se mostrou cr\u00edtico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 campanha de boicote, desinvestimento e san\u00e7\u00f5es, bem como ao direito de regresso dos palestinianos.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem outros exemplos de intelectuais contempor\u00e2neos como Slavoj \u017di\u017eek, que se referiu \u00e0 China como fascista e apoiou a guerra por procura\u00e7\u00e3o da NATO contra a R\u00fassia e, em \u00faltima an\u00e1lise, contra a China, e afirmou que devemos basicamente alinhar-nos e apoiar as for\u00e7as fascistas na Ucr\u00e2nia como se fossem combatentes pela liberdade. Portanto, estas pessoas est\u00e3o a prestar um servi\u00e7o ideol\u00f3gico \u00e0 classe dominante que \u00e9 extremamente importante, porque est\u00e3o a redefinir a esquerda como, no m\u00ednimo, acomodat\u00edcia em rela\u00e7\u00e3o ao capitalismo e ao imperialismo, mas, na verdade, s\u00e3o frequentemente apoiantes bastante agressivos do capitalismo e do imperialismo. Talvez a \u00faltima coisa que eu diria a esse respeito, por\u00e9m, \u00e9 que, em \u00faltima an\u00e1lise, a minha investiga\u00e7\u00e3o nesta trilogia centra-se na intelectualidade, mas as consequ\u00eancias finais da intelectualidade t\u00eam realmente um impacto quando chegam \u00e0s massas.<\/p>\n\n\n\n<p>E, portanto, o que eu diagnostico \u00e9, na verdade, apenas parte de uma guerra intelectual mundial muito mais vasta que tem tido como objetivo redefinir a esquerda como a \u201cesquerda compat\u00edvel\u201d. E se olharmos para o caso dos Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial \u2014 apenas para dar esse exemplo, porque o conhe\u00e7o bem \u2014, essa tem sido uma guerra muito bem-sucedida, de modo que agora a esquerda dominante nos EUA e na Europa Ocidental \u00e9 a mesma, n\u00e3o \u00e9 uma esquerda anticapitalista ou anti-imperialista, enquanto no per\u00edodo entre guerras e no per\u00edodo imediatamente p\u00f3s-guerra, particularmente em certos pa\u00edses da Europa Ocidental, havia uma esquerda muito poderosa que era anticapitalista e anti-imperialista. Portanto, a guerra intelectual n\u00e3o \u00e9 apenas aquela que toca ou lida com a intelectualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, o foco na intelectualidade visa ter um impacto na esquerda mais ampla e redefini-la como uma esquerda compat\u00edvel. E isso teve consequ\u00eancias terr\u00edveis para os povos do mundo, porque deu luz verde a projetos imperiais e \u00e0 expans\u00e3o capitalista, em vez de haver uma for\u00e7a poderosa na esquerda que pudesse ser um impedimento \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 das vidas de literalmente milh\u00f5es de pessoas, mas tamb\u00e9m da pr\u00f3pria biosfera e das condi\u00e7\u00f5es de possibilidade da vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acaba de lan\u00e7ar \u201cQuem Pagou a Conta do Marxismo Ocidental?\u201d, um novo livro da sua autoria que aborda a forma como o imperialismo se infiltrou e cooptou uma parte da intelectualidade dita marxista contra o socialismo naquilo a que chama \u201cguerra intelectual mundial\u201d no seio da luta de classes. Gabriel Rockhill \u00e9 fundador do Atelier de Teoria Cr\u00edtica e professor de Filosofia e Estudos Interdisciplinares Globais na Universidade de Villanova, nos Estados Unidos, explora v\u00e1rios exemplos, entre os quais, o apoio expl\u00edcito dos grupos econ\u00f3micos e financeiros e dos Estados Unidos \u00e0 Escola de Frankfurt, que foi promovida para desenvolver uma teoria cr\u00edtica compat\u00edvel com os interesses capitalistas no sentido de substituir o materialismo dial\u00e9tico e hist\u00f3rico.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":9960,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[44],"tags":[],"coauthors":[71],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9959"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9959"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9959\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9970,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9959\/revisions\/9970"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9960"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9959"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9959"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9959"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=9959"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}