{"id":9919,"date":"2026-04-06T09:12:22","date_gmt":"2026-04-06T09:12:22","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=9919"},"modified":"2026-04-06T09:13:20","modified_gmt":"2026-04-06T09:13:20","slug":"os-monstros-do-salao-oval","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2026\/04\/06\/os-monstros-do-salao-oval\/","title":{"rendered":"Os Monstros do Sal\u00e3o Oval"},"content":{"rendered":"\n<p>Washington, o sal\u00e3o Oval e, no seu epicentro, o presidente dos EUA, Donald Trump. Ao lado, o Chanceler alem\u00e3o Friedrich Merz, sob olhar atento de Marco Rubio e J. D. Vance. Todos rodeados de uma pan\u00f3plia de jornalistas. Uns gargalham, a cada dislate de Trump. Seria pat\u00e9tico, n\u00e3o fora tratar-se da guerra, do ataque ao Ir\u00e3o, da humilha\u00e7\u00e3o de uma Europa submissa e de destrate dos desalinhados. Socorrendo-se de uma reflex\u00e3o de Ant\u00f3nio Gramsci, feita h\u00e1 cem anos \u2014 \u201cO velho mundo est\u00e1 a morrer. O mundo novo tarda em aparecer. Neste claro-escuro nascem os monstros\u201d \u2014 o Professor Avel\u00e3s Nunes dedicou mais de 500 p\u00e1ginas do seu novo livro,&nbsp;<em>Este \u00e9 o tempo dos Monstros<\/em>, \u00e0 atualidade internacional, marcada pela guerra e pela queda do mundo unipolar, desenhado no p\u00f3s-guerra fria. Como refere, citando Daniel Bessner, professor na Universidade de Washington at\u00e9 2017, por 122 ocasi\u00f5es os EUA intervieram no estrangeiro, violando \u201co preceito da soberania\u201d e produzindo mais de 1200 mortes por dia durante 45 anos, pelo menos 25 milh\u00f5es de mortos (\u2026) e cerca de 37 milh\u00f5es de refugiados, em nome da civiliza\u00e7\u00e3o americana\u201d. Mas o atropelo permanente a direitos humanos e \u00e0 soberania dos povos n\u00e3o \u00e9 um exclusivo de Trump. J\u00e1 Barak Obama, num discurso \u00e0s tropas em 2014, repetia a ideia da supremacia dos EUA sobre todos os outros povos: \u201cOs EUA s\u00e3o e continuar\u00e3o a ser a \u00fanica na\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel\u201d. \u00c9 a ess\u00eancia do Nacionalismo Americano que Trump repete proclamando, \u201cAm\u00e9rica First!\u201d, a fazer lembrar a triste frase \u201cDeutschland \u00dcber Alles! [A Alemanha Acima de Tudo!]\u201d, recorda-nos, Avel\u00e3s Nunes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Objetivos e estrat\u00e9gia na guerra<\/h2>\n\n\n\n<p>Para o Major General Agostinho Costa, especialista em geopol\u00edtica, estrat\u00e9gia e rela\u00e7\u00f5es internacionais, n\u00e3o vale a pena perder tempo com a discuss\u00e3o de quem manda em quem, se Netanyahu arrastou Trump, se foi este a puxar Israel para o conflito: \u201cNesse debate marginal, esquecemo-nos da panor\u00e2mica global. H\u00e1 uma disputa geopol\u00edtica e geoestrat\u00e9gica de uma hiperpot\u00eancia que est\u00e1 a enfrentar uma transi\u00e7\u00e3o do sistema internacional unipolar, um sistema hegem\u00f3nico norte-americano, que emergiu do colapso da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, e que surgiu com aquela narrativa do fim da hist\u00f3ria do Francis Fukuyama, de uma hiperpot\u00eancia ben\u00e9fica, da globaliza\u00e7\u00e3o, da democracia liberal, como paradigma e da economia de mercado, como elixir de todo este processo.\u201d Ora, acrescenta \u201co que verificamos \u00e9 que nem a economia de mercado, nem a globaliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o o paradigma, nem a hiperpot\u00eancia \u00e9 t\u00e3o ben\u00e9fica quanto isso.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Qual a estrat\u00e9gia das partes em conflito? Israel pretende \u201cfazer do Ir\u00e3o uma esp\u00e9cie de segunda S\u00edria\u201d. N\u00e3o a S\u00edria secular de Assad, mas a governada pelo l\u00edder da Al-Qaeda da Frente Al Nusra, Abu Mohammed al-Julani, \u201co homem que, depois de cinco anos nos calabou\u00e7os americanos no Iraque, foi colocado no poder\u201d por Israel, EUA e Europa. E lembra, \u201c\u00e9 o pr\u00f3prio embaixador americano na Turquia, Thomas Barrack, quem o revela: \u2018A subjuga\u00e7\u00e3o dos povos da regi\u00e3o, a desagrega\u00e7\u00e3o do Ir\u00e3o\u2019, assente numa estrat\u00e9gia de&nbsp;<em>killing list&nbsp;<\/em>[lista de alvos], julgando Israel que, matando as lideran\u00e7as, resolve o processo. N\u00e3o aprenderam nada\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 muito diferente a estrat\u00e9gia dos EUA, assente na ideia de que \u201celiminando o l\u00edder, o Ir\u00e3o cairia como um castelo de cartas\u201d. Assim, \u201cpassariam a controlar o estreito de Ormuz, os campos petrol\u00edferos e de g\u00e1s, porque, tal como na Venezuela, n\u00e3o lhes interessa quem gere o pa\u00eds.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Ir\u00e3o, explica o Major-General, \u201cresponde com uma estrat\u00e9gia de longo prazo, muito semelhante \u00e0 da R\u00fassia na guerra da Ucr\u00e2nia.\u201d N\u00e3o h\u00e1 cessar fogo porque seria apostar num ciclo vicioso que n\u00e3o resolve o problema de raiz. \u201cO Ir\u00e3o quer alterar o quadro geopol\u00edtico e geoestrat\u00e9gico da regi\u00e3o, passando pela expuls\u00e3o das bases americanas, que come\u00e7aram por atacar, bem como os sistemas de radar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em boa verdade, diz o Major-General, \u201cesta \u00e9 uma batalha por fontes energ\u00e9ticas, corredores comerciais e rotas mar\u00edtimas, em que os EUA querem colocar a China na sua depend\u00eancia em termos das fontes energ\u00e9ticas\u201d. Percebendo isso, o Ir\u00e3o \u201ccoloca uma espada de D\u00e2mocles sobre a capacidade de produ\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o, alterando o equil\u00edbrio entre as cadeias de abastecimento de combust\u00edveis globalmente. \u00c9 uma crise energ\u00e9tica que o Ir\u00e3o ir\u00e1 folgando, mais ou menos, em fun\u00e7\u00e3o de ir ou n\u00e3o atingindo os seus objetivos.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Agostinho Costa s\u00f3 v\u00ea duas sa\u00eddas para Trump: \u201cOu a fuga em frente, como aparenta este ataque \u00e0s infraestruturas iranianas, mas com forte impacto nos nossos bolsos e Bolsas, na quest\u00e3o petrol\u00edfera, mas tamb\u00e9m na dos fertilizantes, provocando uma crise agr\u00edcola e alimentar mundial\u201d ou \u201cCuba como bode expiat\u00f3rio\u201d. Mas refere um dado importante: \u201ca R\u00fassia j\u00e1 colocou um petroleiro em Cuba, com 730 mil barris de petr\u00f3leo. Podemos ter aqui mais uma situa\u00e7\u00e3o de atrito.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Onde fica a soberania portuguesa<\/h2>\n\n\n\n<p>Nuno Melo, ministro da Defesa sacudiu o assunto para os Neg\u00f3cios Estrangeiros de Rangel, e este afirmou: \u201cPortugal n\u00e3o vai estar neste conflito e n\u00e3o vai intervir em nada (\u2026) Reino Unido, Fran\u00e7a e Alemanha tamb\u00e9m fizeram uma declara\u00e7\u00e3o a dizer exatamente a mesma coisa\u201d. Enquanto Espanha recusava aos EUA o uso das suas bases para a o ataque aos Ir\u00e3o e mais recentemente vedaram a utiliza\u00e7\u00e3o do seu espa\u00e7o a\u00e9reo \u00e0 avia\u00e7\u00e3o militar norte-americana, o ministro portugu\u00eas afirmava que n\u00e3o iria intervir, nem mesmo naquilo que poderia e deveria intervir: a soberania do seu territ\u00f3rio, designadamente o uso da Base das Lajes. O Major-General Agostinho Costa lembraria: \u201cN\u00e3o \u00e9 neutro quem \u00e9, \u00e9 neutro quem pode. \u00c9 uma quest\u00e3o de l\u00f3gica de poder\u201d. Lembrava o \u201cprinc\u00edpio da indivisibilidade da seguran\u00e7a, consignado na Carta de Hels\u00ednquia: \u201cO Ocidente n\u00e3o pode querer estar seguro pondo em causa a seguran\u00e7a dos pa\u00edses que n\u00e3o fazem parte desta constela\u00e7\u00e3o\u201d, e que nas rela\u00e7\u00f5es internacionais \u201co pragmatismo \u00e9 por vezes hip\u00f3crita\u201d e a \u201cdiplomacia a linguagem do poss\u00edvel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estado e empresas de petr\u00f3leo \u00e0 boleia da crise<\/h2>\n\n\n\n<p>N\u00e3o foi preciso muito tempo para que as petrol\u00edferas, com o in\u00edcio da guerra e a amea\u00e7a de aumento do pre\u00e7o do crude aumentassem os pre\u00e7os dos combust\u00edveis, mesmo perante uma realidade onde o combust\u00edvel j\u00e1 tinha sido comprado e a pre\u00e7os muito inferiores aos agora praticados.<\/p>\n\n\n\n<p>Vicente Ferreira, economista e assistente convidado do Instituto Superior de Economia e Gest\u00e3o, explica \u00e0&nbsp;<em>A Voz do Oper\u00e1rio<\/em>&nbsp;que \u201co petr\u00f3leo \u00e9 transacionado nos mercados internacionais e o pre\u00e7o depende de oscila\u00e7\u00f5es na oferta e na procura mundial, al\u00e9m de ser bastante sens\u00edvel ao p\u00e2nico e \u00e0 especula\u00e7\u00e3o\u201d. Diz o economista que \u201cconflitos geopol\u00edticos em pa\u00edses produtores tendem a fazer disparar os pre\u00e7os, sobretudo quando afetam a capacidade de produ\u00e7\u00e3o ou as rotas mar\u00edtimas, como se verifica atualmente com o fecho do estreito de Ormuz.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim conv\u00e9m referir que apenas 20% do petr\u00f3leo consumido pelo Mundo vem do estreito de Ormuz. Portugal tem um mercado diversificado, embora a maior parte do petr\u00f3leo e do g\u00e1s que consome venha do Brasil, o principal pa\u00eds fornecedor (36,2%), seguindo-se a Nig\u00e9ria (16,4%), Azerbaij\u00e3o (9,7%), Arg\u00e9lia (8,1%) e EUA (6,7%).<\/p>\n\n\n\n<p>Vicente Ferreira explica que \u201co mercado do petr\u00f3leo funciona de forma integrada a n\u00edvel internacional. Se 20% da produ\u00e7\u00e3o total fica em risco, os compradores habituais t\u00eam de procurar alternativas noutros mercados, aumentando a concorr\u00eancia e os pre\u00e7os em toda a cadeia\u201d. Al\u00e9m disso, refere o economista, \u201ca antecipa\u00e7\u00e3o de escassez (mesmo antes de se materializar) desencadeia movimentos especulativos que amplificam a subida.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E quem ganha com esses movimentos especulativos? As empresas energ\u00e9ticas em Portugal tiveram lucros superiores a 20% em 2025. Mas n\u00e3o s\u00f3. O economista Eug\u00e9nio Rosa explica que \u201cas petrol\u00edferas fizeram subir os pre\u00e7os logo ap\u00f3s o in\u00edcio da guerra, a 28 de fevereiro, como revelam os dados da Dire\u00e7\u00e3o Geral da Energia\u201d. E o Estado teve o seu quinh\u00e3o nos lucros, j\u00e1 que, a primeira redu\u00e7\u00e3o do imposto (ISP) \u201cs\u00f3 se verificou a 9 de mar\u00e7o\u201d, o que quer dizer que durante estes \u201c10 dias o Estado embolsou a totalidade do aumento do IVA e, como o consumo do gas\u00f3leo e da gasolina \u00e9 muito elevado o Estado teve um aumento significativo da receita nesse per\u00edodo\u201d, diz Eug\u00e9nio Rosa citando pre\u00e7os da DGE. Ora, desde logo parece um absurdo o Estado cobrar um imposto sobre um imposto, isto \u00e9, IVA sobre o ISP. Com isto, ter\u00e1 tido um aumento da receita de 3,2 milh\u00f5es de euros, \u201cvalor pago pelas fam\u00edlias e empresas\u201d, refere o economista no seu estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>E ser\u00e1 que a eventual redu\u00e7\u00e3o do IVA se refletir\u00e1 no pre\u00e7o pago pelo consumidor? Vicente Ferreira esclarece que \u201cem mercados concentrados, com poucos operadores dominantes, as empresas t\u00eam margem para absorver parte das redu\u00e7\u00f5es de impostos nas suas margens. Uma redu\u00e7\u00e3o de imposto sem mecanismos de regula\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o final pode ser capturada pelas empresas e n\u00e3o chegar aos consumidores\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos nos lembramos da infla\u00e7\u00e3o em fevereiro de 2022 e da brutal subida dos lucros das empresas, quer as de combust\u00edveis quer das de distribui\u00e7\u00e3o dos produtos alimentares. O economista do ISEG lembra que \u201cnos \u00faltimos anos, a infla\u00e7\u00e3o foi impulsionada sobretudo por constrangimentos da oferta de mat\u00e9rias-primas cr\u00edticas\u201d. No entanto, acrescenta \u201cesses choques deram \u00e0s grandes empresas uma oportunidade para aumentar pre\u00e7os acima dos custos sem o risco de perder clientes para a concorr\u00eancia. Al\u00e9m disso, o tipo de constrangimentos da oferta que se registaram nos \u00faltimos anos, amplamente noticiados pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o, contribu\u00edram para a sensa\u00e7\u00e3o de \u2018legitimidade\u2019 das subidas de pre\u00e7os. \u00c9 isso que explica os lucros extraordin\u00e1rios das grandes empresas em plena crise do custo de vida para a maioria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O desconto nos impostos sobre os combust\u00edveis pode mitigar, mas n\u00e3o resolve os problemas de fundo, sustenta Vicente Ferreira: \u201cA experi\u00eancia recente d\u00e1-nos algumas pistas sobre os instrumentos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Estado. Impostos sobre lucros extraordin\u00e1rios permitem reequilibrar a reparti\u00e7\u00e3o dos custos da crise, al\u00e9m de funcionarem como desincentivo a pr\u00e1ticas especulativas. Mecanismos de regula\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de pre\u00e7os podem justificar-se: na Alemanha, aplicou-se um sistema de dois n\u00edveis no g\u00e1s \u2014 pre\u00e7o mais baixo at\u00e9 um consumo considerado essencial, pre\u00e7o de mercado acima disso \u2014 que protegeu os consumidores mais vulner\u00e1veis. Em Portugal e Espanha, o \u201cmecanismo ib\u00e9rico\u201d permitiu impedir que o pre\u00e7o do g\u00e1s definisse o pre\u00e7o da eletricidade, o que ajudou a manter faturas mais baixas do que no resto da Europa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E se o Estado tivesse, como j\u00e1 teve, o controlo sobre a GALP e a EDP? Para o economista seria \u201cvantajoso do ponto de vista da soberania energ\u00e9tica\u201d. Vicente Ferreira defende que, \u201ca \u00fanica estrat\u00e9gia verdadeiramente eficaz para reduzir a exposi\u00e7\u00e3o do pa\u00eds a este tipo de choques de pre\u00e7os no futuro passa por reduzir significativamente (e eventualmente eliminar) a depend\u00eancia dos combust\u00edveis f\u00f3sseis\u201d. Considera que o pa\u00eds tem \u201ccondi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas e climat\u00e9ricas bastante favor\u00e1veis para a produ\u00e7\u00e3o de eletricidade a partir de fontes renov\u00e1veis. Ainda assim, a escala do investimento necess\u00e1rio na expans\u00e3o da capacidade produtiva e nas redes de distribui\u00e7\u00e3o tornam-no imposs\u00edvel de assegurar pelo capital privado\u201d. J\u00e1 no caso de estas empresas de energia estarem nas m\u00e3os p\u00fablicas \u201cpermitiriam ao Estado assumir o papel necess\u00e1rio de coordena\u00e7\u00e3o e investimento direto, al\u00e9m de orientar a pol\u00edtica de pre\u00e7os em fun\u00e7\u00e3o do interesse p\u00fablico, em vez da maximiza\u00e7\u00e3o do lucro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Recorde-se que apesar do aumento significativo da produ\u00e7\u00e3o de eletricidade a partir de fontes renov\u00e1veis, cerca de 80% da produ\u00e7\u00e3o total, \u201cboa parte da energia usada no dia a dia continua a vir de combust\u00edveis f\u00f3sseis e, em particular, de petr\u00f3leo importado, sobretudo para o setor dos transportes e para algumas ind\u00fastrias, o que sugere que o caminho passa n\u00e3o apenas por aumentar a capacidade de produ\u00e7\u00e3o de energia solar ou e\u00f3lica, mas tamb\u00e9m por reduzir as necessidades de consumo de combust\u00edveis\u201d. Para que isso aconte\u00e7a h\u00e1 que, explica, investir \u201cna rede de transportes p\u00fablicos para reduzir as desloca\u00e7\u00f5es em transportes individuais, bem como na melhoria da efici\u00eancia energ\u00e9tica dos edif\u00edcios e da ind\u00fastria\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cPortugal n\u00e3o vai estar neste conflito\u201d, disse o ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros, Paulo Rangel, a prop\u00f3sito do ataque dos EUA e de Israel ao Iraque. E as Lajes? Enquanto as aeronaves militares americanas levantavam e pousavam, o Ministro da Defesa, Nuno Melo, passava o assunto para Rangel e escondia-se por detr\u00e1s dos aliados europeus. A soberania era sacudida, enquanto o mundo estava a mudar. \u00c9 desse mundo que nos fala o Major-General Agostinho Costa: \u201cN\u00e3o \u00e9 neutro quem \u00e9, \u00e9 neutro quem pode. \u00c9 uma quest\u00e3o de l\u00f3gica de poder\u201d. Mas lembra a Carta de Hels\u00ednquia e o princ\u00edpio da indivisibilidade da seguran\u00e7a: \u201cO Ocidente n\u00e3o pode querer estar seguro pondo em causa a seguran\u00e7a dos pa\u00edses que n\u00e3o fazem parte desta constela\u00e7\u00e3o, neste caso, da pr\u00f3pria constela\u00e7\u00e3o.\u201d E, conclui, o futuro depende das perspetivas, \u201cporque n\u00e3o sabemos, dentro de 10 ou 15 anos, como ser\u00e3o e se haver\u00e1 EUA\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":88,"featured_media":9920,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[55],"tags":[],"coauthors":[184],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9919"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/88"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9919"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9919\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9924,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9919\/revisions\/9924"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9920"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9919"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9919"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9919"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=9919"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}