{"id":9901,"date":"2026-04-06T08:56:33","date_gmt":"2026-04-06T08:56:33","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=9901"},"modified":"2026-04-06T08:56:34","modified_gmt":"2026-04-06T08:56:34","slug":"portugal-de-joelhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2026\/04\/06\/portugal-de-joelhos\/","title":{"rendered":"Portugal de joelhos"},"content":{"rendered":"\n<p>O governo portugu\u00eas, que n\u00e3o conseguiu condenar o assassinato de quase 200 crian\u00e7as numa escola iraniana pelas for\u00e7as norte-americanas, mostrou-se indignado com o bloqueio do Estreito de Ormuz por parte de Teer\u00e3o. Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Ir\u00e3o s\u00e3o uma agress\u00e3o ilegal \u00e0 luz do direito internacional, com a cumplicidade do Estado portugu\u00eas. O governo de Lu\u00eds Montenegro permitiu o uso da Base das Lajes sem pedido de autoriza\u00e7\u00e3o, ao arrepio dos acordos assinados com Washington, ao contr\u00e1rio de Madrid, e tem feito declara\u00e7\u00f5es de apoio \u00e0 a\u00e7\u00e3o criminosa dos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo caminho, Israel avan\u00e7a na sua estrat\u00e9gia de coloniza\u00e7\u00e3o, ocupando territ\u00f3rios e massacrando as popula\u00e7\u00f5es da Palestina, S\u00edria e L\u00edbano. Telavive, que continua apenas a receber mensagens t\u00edmidas de preocupa\u00e7\u00e3o por parte do Ocidente, acaba de festejar com garrafas de champanhe a aprova\u00e7\u00e3o da pena de morte por enforcamento para os her\u00f3icos palestinianos que resistem ao seu pr\u00f3prio genoc\u00eddio de armas na m\u00e3o e a quem chamam terroristas.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos protestos em Portugal contra a guerra, Lu\u00eds Montenegro atrelou-nos \u00e0 barb\u00e1rie e esta agress\u00e3o levou \u00e0 subida espetacular dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis e paira a amea\u00e7a de uma nova crise econ\u00f3mica global com consequ\u00eancias, sobretudo, para os trabalhadores e os povos.<\/p>\n\n\n\n<p>Meio s\u00e9culo depois da sua aprova\u00e7\u00e3o, recordemos que a Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa diz que as rela\u00e7\u00f5es internacionais de Portugal se devem reger pelos \u201cprinc\u00edpios da independ\u00eancia nacional, do respeito dos direitos do homem, dos direitos dos povos, da igualdade entre os Estados, da solu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica dos conflitos internacionais, da n\u00e3o inger\u00eancia nos assuntos internos dos outros Estados e da coopera\u00e7\u00e3o com todos os outros povos para a emancipa\u00e7\u00e3o e o progresso da humanidade\u201d. Tamb\u00e9m que Portugal \u201cpreconiza a aboli\u00e7\u00e3o do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agress\u00e3o, dom\u00ednio e explora\u00e7\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es entre os povos, bem como o desarmamento geral, simult\u00e2neo e controlado, a dissolu\u00e7\u00e3o dos blocos pol\u00edtico-militares e o estabelecimento de um sistema de seguran\u00e7a colectiva, com vista \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justi\u00e7a nas rela\u00e7\u00f5es entre os povos\u201d e, sublinhe-se, Portugal \u201creconhece o direito dos povos \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o e independ\u00eancia e ao desenvolvimento, bem como o direito \u00e0 insurrei\u00e7\u00e3o contra todas as formas de opress\u00e3o\u201d. Quando surgem s\u00e9rias amea\u00e7as \u00e0 nossa Constitui\u00e7\u00e3o recordemos que \u00e9 nela que est\u00e3o inscritos os nossos direitos e uma concep\u00e7\u00e3o de pa\u00eds que nasce da revolu\u00e7\u00e3o que agora cumpre 52 anos. Lutemos por ela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar dos protestos em Portugal contra a guerra, Lu\u00eds Montenegro atrelou-nos \u00e0 barb\u00e1rie e esta agress\u00e3o levou \u00e0 subida espetacular dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis e paira a amea\u00e7a de uma nova crise econ\u00f3mica global com consequ\u00eancias, sobretudo, para os trabalhadores e os povos.<\/p>\n","protected":false},"author":153,"featured_media":9802,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[37],"tags":[],"coauthors":[89],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9901"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/153"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9901"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9901\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9903,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9901\/revisions\/9903"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9802"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9901"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9901"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9901"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=9901"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}