{"id":9845,"date":"2026-03-08T14:57:06","date_gmt":"2026-03-08T14:57:06","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=9845"},"modified":"2026-04-02T10:28:10","modified_gmt":"2026-04-02T10:28:10","slug":"estados-unidos-tentam-asfixiar-cuba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2026\/03\/08\/estados-unidos-tentam-asfixiar-cuba\/","title":{"rendered":"Estados Unidos tentam asfixiar Cuba"},"content":{"rendered":"\n<p>Desde que a revolu\u00e7\u00e3o cubana derrubou a ditadura de Fulgencio Batista, os Estados Unidos avan\u00e7aram com uma invas\u00e3o fracassada, em 1961, e tentaram assassinar Fidel Castro dezenas de vezes. Ao mesmo tempo, usaram todos os m\u00e9todos, incluindo a introdu\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as na ilha, para afetar a popula\u00e7\u00e3o e a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola.<br><br>De forma extraordin\u00e1ria, este pequeno pa\u00eds das Cara\u00edbas ajudou outros povos a libertarem-se do colonialismo. Na luta contra a ocupa\u00e7\u00e3o francesa, em dezembro de 1961, o navio cubano Bah\u00eda de Nipe levou armas \u00e0 Frente de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional argelina e no regresso transportou 78 combatentes feridos e 20 crian\u00e7as \u00f3rf\u00e3s para receberem tratamento m\u00e9dico em Cuba. Cuba fez o mesmo com a luta dos povos colonizados por Portugal e foi determinante para a derrota do ex\u00e9rcito sul-africano em Angola. Tamb\u00e9m construiu hospitais no Vietname durante a invas\u00e3o dos Estados Unidos.<br><br>J\u00e1 depois de ser eleito presidente da \u00c1frica do Sul, Nelson Mandela visitou Fidel Castro em Havana e deu-lhe uma reprimenda. Como \u00e9 que o l\u00edder da revolu\u00e7\u00e3o cubana n\u00e3o tinha ainda visitado a sua p\u00e1tria sul-africana, perguntou. Mandela recordou que Cuba havia treinado militarmente os combatentes da ANC que lutaram contra o apartheid. Quando Fidel decidiu visitar, finalmente, a \u00c1frica do Sul, passou por v\u00e1rios outros pa\u00edses que o receberam como um her\u00f3i.<br><br>Mas Cuba ficou, sobretudo, conhecida pelo apoio m\u00e9dico que levou a todos os cantos do Sul Global. Tratou milhares de crian\u00e7as ucranianas afetadas pelo acidente nuclear de Chernobyl e em muitos lugares do planeta os \u00fanicos m\u00e9dicos que os mais pobres alguma vez viram eram cubanos. Quando rebentou a epidemia de \u00e9bola em Serra Leoa, os m\u00e9dicos cubanos foram os \u00fanicos que se atreveram a enfrentar ao lado das popula\u00e7\u00f5es a doen\u00e7a. Tamb\u00e9m diante de uma crise sanit\u00e1ria sem precedentes em d\u00e9cadas, quando rebentou a covid-19, It\u00e1lia viu-se obrigada a pedir ajuda a Cuba.<br><br>V\u00e1rios relat\u00f3rios do Banco Mundial e da UNESCO indicaram, em diversos momentos, que Cuba possui o sistema educativo de maior desenvolvimento na Am\u00e9rica Latina e no Caribe. Ao mesmo tempo, o pa\u00eds tem uma das taxas mais elevadas de m\u00e9dicos por habitante no mundo. Apesar do bloqueio de d\u00e9cadas, este pa\u00eds latino-americano sem grandes recursos conseguiu eliminar a transmiss\u00e3o de HIV entre m\u00e3e e filho e alcan\u00e7ar taxas de mortalidade infantil e de esperan\u00e7a m\u00e9dia de vida ao n\u00edvel dos pa\u00edses mais ricos. Em 2025, Cuba sobressa\u00eda por ser o segundo pa\u00eds do mundo com mais mulheres eleitas no parlamento, apenas atr\u00e1s do Ruanda.<br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Nem falida nem falhada: Cuba est\u00e1 firme<\/h2>\n\n\n\n<p>Imaginemos: \u00e9 imposto a Portugal um bloqueio total de combust\u00edveis f\u00f3sseis. Embora 80% da nossa eletricidade provenha atualmente de fontes renov\u00e1veis, 70% do total das nossas necessidades energ\u00e9ticas continuam a depender do petr\u00f3leo e do g\u00e1s natural. Feitas as contas, 75% de toda a energia consumida em Portugal \u00e9 importada. Imaginemos, portanto, as filas nas bombas de gasolina com o combust\u00edvel ao triplo do pre\u00e7o, de que dependem 80% dos nossos autom\u00f3veis; imaginemos o turismo desativado com um milh\u00e3o de postos de trabalho perdidos e todos os avi\u00f5es em terra; imaginemos uma contra\u00e7\u00e3o do PIB de 20% ao ano, com milhares de empresas a falir e o desemprego a bater nos 25%. Imaginemos a Covid, mas cem vezes pior. Imaginemos o apag\u00e3o do ano passado, mas todos os dias e sem ser a brincar. Imaginemos a fome, o desespero, a desigualdade e a viol\u00eancia. Quanto tempo aguentar\u00edamos n\u00f3s, portugueses, da Europa desenvolvida habituada \u00e0 carne, aos confortos in\u00fateis, \u00e0s farm\u00e1cias abastecidas e ao hiper-consumismo?<\/p>\n\n\n\n<p>Cuba enfrenta tudo isto, mas num contexto que, felizmente, os portugueses nunca conheceram: o subdesenvolvimento herdado do colonialismo; a asfixia econ\u00f3mica do bloqueio ao longo de 67 anos, o terrorismo patrocinado pela mais poderosa potencia militar do mundo. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel exagerar a gravidade do que Cuba enfrenta: a decis\u00e3o de proibir toda a entrada de combust\u00edvel na ilha n\u00e3o \u00e9 apenas mais uma forma de extors\u00e3o, configura um acto de genoc\u00eddio. \u00c0 semelhan\u00e7a dos cercos medievais, Trump quer usar a fome das crian\u00e7as cubanas, o colapso dos hospitais e a falta de medicamentos e para for\u00e7ar a pequena ilha rebelde a render-se \u00e0 pot\u00eancia sitiante. Desde o final de Janeiro, o cerco aparentava sustentar-se na amea\u00e7a de \u201ctarifas extraordin\u00e1rias\u201d contra quaisquer pa\u00edses que enviassem crude para Cuba, mas quando o Supremo Tribunal dos EUA derrubou as tarifas, nenhum pa\u00eds retomou a venda de petr\u00f3leo \u00e0 maior ilha das Antilhas. O \u00faltimo envio conhecido de petr\u00f3leo partiu do M\u00e9xico no in\u00edcio de Janeiro, quando o Ocean Mariner descarregou 86.000 barris na ba\u00eda de Havana. Tolhido pelas amea\u00e7as dos Estados Unidos, o governo mexicano voltou a enviar combust\u00edvel. Mas a proibi\u00e7\u00e3o internacional de vender petr\u00f3leo a Cuba pelos EUA n\u00e3o depende de leis, at\u00e9 porque ela \u00e9, \u00e0 luz do Direito Internacional e segundo a ONU, ilegal, ela depende da amea\u00e7a de viol\u00eancia, como vimos na Venezuela, que parou de exportar petr\u00f3leo quando o seu pa\u00eds foi agredido e o seu presidente raptado, ou na pirataria praticada pela marinha dos EUA no mar do Caribe, que simplesmente assalta quaisquer petroleiros que tentem chegar a Cuba. Do alto da sua arrog\u00e2ncia imperial, Trump arroga-se o direito de poder amea\u00e7ar qualquer pa\u00eds do mundo: \u201cpassem para c\u00e1 o vosso pa\u00eds, ou eu mato-vos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o s\u00e3o palavras v\u00e3s: o mundo viu o que o magnata ped\u00f3filo fez \u00e0 Venezuela e agora ao Ir\u00e3o. O imperialismo tem a capacidade efectiva de matar qualquer pessoa a qualquer momento, mas n\u00e3o tem a capacidade de colonizar qualquer pa\u00eds quando quiser. Cuba \u00e9, de todos os pa\u00edses do mundo, a mais incr\u00edvel prova de que, mesmo sob as condi\u00e7\u00f5es mais duras, a resist\u00eancia \u00e9 poss\u00edvel quando emana n\u00e3o de um l\u00edder, mas um povo, um destino colectivo, uma hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrat\u00e9gia cubana para resistir \u00e0 estrat\u00e9gia de \u201czero op\u00e7\u00f5es\u201d implementada por Trump \u00e9 digna de estudo e admira\u00e7\u00e3o: o governo encabe\u00e7ado por Miguel D\u00edaz-Canel, p\u00f4s em marcha um plano ousado para diversificar as fontes energ\u00e9ticas, garantir o funcionamento dos servi\u00e7os vitais \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e aumentar exponencialmente a produ\u00e7\u00e3o de energias renov\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 75% da electricidade produzida em Cuba depende de combust\u00edveis f\u00f3sseis. Os cubanos conseguem extrair actualmente cerca de 40 mil barris di\u00e1rios dos seus pr\u00f3prios jazigos, mas isso corresponde apenas a um ter\u00e7o das necessidades energ\u00e9ticas da ilha. Para dificultar ainda mais a situa\u00e7\u00e3o, a maior parte das grandes centrais termoel\u00e9ctricas da ilha est\u00e3o velhas e, consequ\u00eancia do bloqueio dos EUA, sofrem avarias constantes. O resultado \u00e9 um d\u00e9fice de produ\u00e7\u00e3o que, em hor\u00e1rio de pico, ronda em m\u00e9dia os 1700MW: cerca de metade da procura total. Este d\u00e9fice energ\u00e9tico inflige um sofrimento cruel a todos os 10 milh\u00f5es de cubanos que vivem na ilha: h\u00e1 lixo que acumula nas ruas porque os cami\u00f5es n\u00e3o t\u00eam combust\u00edvel, h\u00e1 fam\u00edlias que n\u00e3o conseguem guardar comida no frigor\u00edfico por causa dos apag\u00f5es di\u00e1rios, h\u00e1 trabalhadores que demoram eternidades a voltar para casa depois de um dia de trabalho porque os transportes p\u00fablicos n\u00e3o funcionam, h\u00e1 pais que n\u00e3o conseguem cozinhar o jantar dos filhos porque n\u00e3o t\u00eam g\u00e1s, h\u00e1 hospitais onde os m\u00e9dicos temem ficar sem electricidade a meio de uma cirurgia.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, apesar de todas as dificuldades, Cuba n\u00e3o \u00e9 um Estado falido nem um Estado falhado, como repete Trump para justificar a invas\u00e3o da ilha. Com um impressionante dinamismo, o governo cubano avan\u00e7ou com um ambicioso plano para racionar a energia de modo a garantir que a agricultura e a produ\u00e7\u00e3o e alimentos n\u00e3o param e que os sectores chave da economia e os servi\u00e7os vitais n\u00e3o s\u00e3o interrompidos: os apag\u00f5es sentidos pela maioria dos cubanos s\u00e3o o pre\u00e7o de evitar a fome e a morte. Simultaneamente, em menos de um ano, Cuba instalou 51 gigantescos parques fotovoltaicos de 21,8MW, totalizando mais de 1000MW, mais de um ter\u00e7o da energia consumida em hor\u00e1rio solar. At\u00e9 ao final de 2026 Cuba espera duplicar estes n\u00fameros, o que a coloca no pelot\u00e3o da frente do planeta rumo aos objectivos de desenvolvimento sustent\u00e1vel da ONU para 2030.<\/p>\n\n\n\n<p>Em paralelo com a instala\u00e7\u00e3o dos grandes parques fotovoltaicos, Cuba tem em marcha uma estrat\u00e9gia de descentraliza\u00e7\u00e3o da sua matriz energ\u00e9tica, assente no incremento da chamada \u201cgera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda\u201d a partir de pequenos geradores locais e atrav\u00e9s da acelerada instala\u00e7\u00e3o de 5000 sistemas fotovoltaicos dom\u00e9sticos, de 2KW, em casas demasiado isoladas ou onde moram fam\u00edlias priorit\u00e1rias, como pessoas doentes, ou com defici\u00eancia, por exemplo. Outros 5000 sistemas id\u00eanticos est\u00e3o a ser instalados em servi\u00e7os vitais, como hospitais, lares de idosos, maternidades, universidades, centros de sa\u00fade ou bancos. Ainda no \u00e2mbito desta estrat\u00e9gia de descentraliza\u00e7\u00e3o, o governo implementou programas de incentivos fiscais que encorajaram os cubanos a comprar os seus pr\u00f3prios sistemas fotovoltaicos dom\u00e9sticos. E n\u00e3o \u00e9 tudo: o governo trabalha arduamente na expans\u00e3o e na recupera\u00e7\u00e3o da energia e\u00f3lica, tem em curso programas importantes para aumentar a produ\u00e7\u00e3o nacional do seu pr\u00f3prio crude e do seu g\u00e1s natural e desenvolve experi\u00eancias para aproveitar outros recursos, como a biomassa dos res\u00edduos s\u00f3lidos ou do marabu, na gera\u00e7\u00e3o de electricidade. Cuba d\u00e1 passos firmes rumo \u00e0 soberania energ\u00e9tica, exibindo n\u00edveis de capacidade cient\u00edfica e t\u00e9cnica que n\u00e3o se coadunam com o mito de um \u201cestado falido e falhado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Perante o injusto castigo colectivo imposto pelo imperialismo, Cuba decidiu resistir e est\u00e1 a conseguir resistir. Quando, recentemente, mais de uma dezena de mercen\u00e1rios munidos at\u00e9 aos dentes com sofisticadas armas de guerra, partiram da Florida, nos EUA, para tentar invadir a ilha, a guarda-costeira cubana acabou com a intentona em minutos, abatendo quatro terroristas e prendendo os restantes. Em Cuba, como dizia Juan Almeida, \u201cn\u00e3o se rende ningu\u00e9m\u201d. Cuba ensina todos os povos que amam a sua liberdade, independ\u00eancia e soberania que a \u00fanica forma de garantir a vida \u00e9 estar disposto a morrer por ela: p\u00e1tria ou morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Regressemos ao cen\u00e1rio hipot\u00e9tico inicial: como estaria Portugal, se submetido ao bloqueio energ\u00e9tico de Trump? Poder\u00edamos gabar-nos da tranquilidade com que Cuba continua, pacificamente, a trabalhar, a viver e a tentar resolver os seus problemas? Ter\u00edamos as mesmas prioridades dos cubanos? Ou seja, salvar vidas e proteger os mais fr\u00e1geis? Ser\u00edamos capazes de alavancar semelhantes mil-e-um programas de alta tecnologia para suprir o d\u00e9fice energ\u00e9tico? Ter\u00edamos a mesma coragem? Mas a grande quest\u00e3o, cuja resposta a hist\u00f3ria registar\u00e1 para sempre, \u00e9 como reagir\u00e1 a humanidade inteira ao lento estrangulamento do povo mais solid\u00e1rio do mundo. Este n\u00e3o \u00e9 apenas um desafio colocado aos Estados na mira do imperialismo com capacidade de enviar combust\u00edvel para Cuba, como a R\u00fassia, a China, o Brasil, o M\u00e9xico, a Venezuela ou Angola, mas tamb\u00e9m a todas as mulheres e homens decentes do mundo, que t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o moral e humana de, com o seu contributo individual, engrossar a onda global de solidariedade, romper o bloqueio e deixar cuba respirar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maior pot\u00eancia militar do planeta acusa uma pequena ilha de 11 milh\u00f5es de habitantes de ser<br \/>\numa amea\u00e7a, mas \u00e9 Cuba, a apenas 145 km dos Estados Unidos, que sofre ataques h\u00e1 mais de 60 anos por parte dos Estados Unidos. Nenhum Estado na hist\u00f3ria moderna jamais sofreu um bloqueio desta dura\u00e7\u00e3o e magnitude. Washington imp\u00f5e um bloqueio a Cuba desde 1960, que \u00e9 condenado todos os anos pela esmagadora maioria dos pa\u00edses na Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":9846,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[48],"tags":[],"coauthors":[71,90],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9845"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9845"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9845\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9896,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9845\/revisions\/9896"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9846"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9845"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9845"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9845"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=9845"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}