{"id":9438,"date":"2025-10-14T14:51:15","date_gmt":"2025-10-14T14:51:15","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=9438"},"modified":"2025-11-10T16:14:24","modified_gmt":"2025-11-10T16:14:24","slug":"a-voz-continua-a-crescer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2025\/10\/14\/a-voz-continua-a-crescer\/","title":{"rendered":"A Voz continua a crescer"},"content":{"rendered":"\n<p>Abrir um novo espa\u00e7o educativo n\u00e3o deixa de ser um desafio porque se o edif\u00edcio n\u00e3o \u00e9 mais do que quatro paredes e um tecto uma creche d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio \u00e9 uma fam\u00edlia. \u00c9 aqui que se come\u00e7a a construir aprendizagem e conhecimento e, sobretudo, mem\u00f3rias. Os primeiros passos, mesmo para os que ainda n\u00e3o sabem andar, s\u00e3o os que custam mais. Todas as semanas, chegam novas crian\u00e7as para um projeto educativo \u00fanico que visa princ\u00edpios de \u201ccoopera\u00e7\u00e3o, partilha e trabalho muito direto e constante com as fam\u00edlias\u201d, explica a diretora deste espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com B\u00e1rbara Ramires, a diferen\u00e7a \u00e9 estar-se perante um \u201cmodelo pedag\u00f3gico inscrito nos princ\u00edpios do Movimento da Escola Moderna\u201d, onde n\u00e3o se est\u00e1 \u201capenas a tomar conta de crian\u00e7as\u201d ou a \u201cditar ordens\u201d, tendo a ideia de que o educador \u00e9 algu\u00e9m que ampara as escolhas das crian\u00e7as \u201csem os obrigar a fazer alguma coisa\u201d. E d\u00e1 exemplos. \u201cH\u00e1 muita coisa que na creche se pode come\u00e7ar a fazer. Desde a pr\u00f3pria divis\u00e3o de tarefas, que muitas vezes se pensa apenas para os mi\u00fados mais crescidos, e aqui h\u00e1 crian\u00e7as que podem ser respons\u00e1veis por dar \u00e1gua aos amigos, outros que podem ajudar a arrumar a sala. Numa fase em que ainda t\u00eam dificuldade em partilhar, algo que faz parte desta faixa et\u00e1ria, come\u00e7am assim a fazer pequenas partilhas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 que esta constru\u00e7\u00e3o n\u00e3o se faz apenas entre educadores, auxiliares e crian\u00e7as. As fam\u00edlias s\u00e3o parte fundamental do projeto e B\u00e1rbara Ramires considera que s\u00e3o um importante pilar de tudo o que se passa neste espa\u00e7o educativo. Nesse sentido, recorda que agora haver\u00e1 um per\u00edodo de adapta\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o passa apenas pelas fam\u00edlias e pelas crian\u00e7as, mas tamb\u00e9m dos pr\u00f3prios trabalhadores que se est\u00e3o agora a conhecer. Esta equipa nova, composta por quatro educadoras e 11 auxiliares, est\u00e1 sob a coordena\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico-pedag\u00f3gica de Paula Escapa, que j\u00e1 passou pelo espa\u00e7o educativo d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio na Gra\u00e7a. Neste processo considera que houve vantagem de abrir durante o m\u00eas de agosto porque isso permitiu uma semana de prepara\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica, algo que nem sempre \u00e9 poss\u00edvel na abertura de novos espa\u00e7os educativos. \u201cFoi um trabalho em conjunto em que convers\u00e1vamos sobre as rotinas, jogos de equipa e coopera\u00e7\u00e3o, sobre o modelo pedag\u00f3gico. Todos os dias fizemos uma coisa diferente e, ao mesmo tempo, fizemos parte integrante da constru\u00e7\u00e3o, montar alguma coisa que faltasse, ver os materiais, e cada uma ver j\u00e1 qual era a sala onde ia fazer o seu trabalho, estar com os colegas da sua sala, tudo isto \u00e9 super vantajoso quando se come\u00e7a uma equipa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Paula Escapa, com uma experi\u00eancia de duas d\u00e9cadas na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o, considera este novo desafio como o ato de \u201csemear algo\u201d para colher no futuro. Desde o primeiro dia, h\u00e1 quem chegue com a ansiedade pr\u00f3pria de quem estreia um novo lugar. Das crian\u00e7as \u00e0s fam\u00edlias, todos precisam de \u201ccolo\u201d para esta adapta\u00e7\u00e3o. \u201cEstamos a criar juntos o nosso caminho\u201d, opina. Antes de chegar uma nova crian\u00e7a, pede-se \u00e0 fam\u00edlia alguns dados. \u201cPerguntamos sempre como \u00e9 que eles interagem com outras pessoas. Quais s\u00e3o as dificuldades que sentem em casa, para que n\u00f3s tamb\u00e9m, de alguma forma, possamos trabalhar essas mesmas dificuldades. Os pais s\u00e3o convidados a estar os primeiros dias com eles em sala. Percebemos como \u00e9 que eles interagem com os outros e como interagem connosco. E depois \u00e9 dar muito colo, muita aten\u00e7\u00e3o\u201d, descreve.<\/p>\n\n\n\n<p>A ajudante de a\u00e7\u00e3o educativa Paula Miguel corrobora esta opini\u00e3o e considera que este processo de adapta\u00e7\u00e3o est\u00e1 a ser uma boa experi\u00eancia. \u201c\u00c9 algo emocionante poder agarrar um projeto desde o in\u00edcio, desde a raiz\u201d. A trabalhar no ber\u00e7\u00e1rio, diz que se identifica com o modelo pedag\u00f3gico d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio e que \u00e9 enriquecedor estar envolvida neste novo projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, Marta Nunes, uma das educadoras deste espa\u00e7o, diz que as trabalhadoras se v\u00e3o ajustando com as suas pr\u00f3prias particularidades ao trabalho coletivo. \u201cTemos todo o ano letivo pela frente e h\u00e1 um bom entendimento, coopera\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o. As crian\u00e7as tamb\u00e9m se v\u00e3o apropriando do espa\u00e7o e o momento \u00e9 de cria\u00e7\u00e3o de afetos com os adultos. A parte da socializa\u00e7\u00e3o vem depois, mas \u00e9 natural. Como s\u00e3o crian\u00e7as que v\u00eam de um ambiente familiar e passavam muito tempo com as m\u00e3es, a princ\u00edpio nem sempre \u00e9 f\u00e1cil\u201d. \u00c9 um desafio que preenche estas paredes da creche. Aos poucos as gargalhadas e as brincadeiras v\u00e3o tomando conta do espa\u00e7o. \u00c9 mais um espa\u00e7o educativo que se junta a este projeto centen\u00e1rio d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio que, passo a passo, j\u00e1 vai a caminho dos 143 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 h\u00e1 brincadeiras no novo Espa\u00e7o Educativo d\u2019A Voz do Operario, a Creche da Quinta dos Ourives, no Beato em Lisboa<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":9439,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[43],"tags":[],"coauthors":[71],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9438"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9438"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9438\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9564,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9438\/revisions\/9564"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9439"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9438"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9438"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9438"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=9438"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}