{"id":9353,"date":"2025-09-01T15:23:58","date_gmt":"2025-09-01T15:23:58","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=9353"},"modified":"2025-10-14T17:46:42","modified_gmt":"2025-10-14T17:46:42","slug":"do-sonho-americano-ao-pesadelo-o-calvario-de-um-imigrante-venezuelano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2025\/09\/01\/do-sonho-americano-ao-pesadelo-o-calvario-de-um-imigrante-venezuelano\/","title":{"rendered":"Do sonho americano ao pesadelo: o calv\u00e1rio de um imigrante venezuelano"},"content":{"rendered":"\n<p>Na manh\u00e3 do seu anivers\u00e1rio, quando se p\u00f4s a p\u00e9 para trabalhar, em Calexico, nos Estados Unidos, o venezuelano Pedro Escobar n\u00e3o sabia que estava a come\u00e7ar o primeiro dia de longos meses de inferno. Imigrante desde julho de 2024 naquele pa\u00eds, cruzou a fronteira do M\u00e9xico legalmente \u00e0 procura de uma vida melhor.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de asfixiarem economicamente a Venezuela com san\u00e7\u00f5es, os Estados Unidos provocaram a emigra\u00e7\u00e3o em massa do pa\u00eds sul-americano. Pedro Escobar recorreu ao CBP-1, um mecanismo de entrada que dava acesso ao estatuto de prote\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria aos venezuelanos, e estava instalado no estado da Calif\u00f3rnia, onde trabalhava para a empresa de transportes SFL at\u00e9 ao dia em que cumpriu 34 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa manh\u00e3, a milhares de quil\u00f3metros, numa humilde casa na cidade costeira de La Guaira, na Venezuela, Berty Blanco recordava aquele 24 de outubro de 1990 quando dera \u00e0 luz Pedro Escobar. \u201cM\u00e3e, acabo de me levantar e vou come\u00e7ar a trabalhar\u201d, escreveu-lhe o filho por mensagem. \u201cQue Deus te aben\u00e7oe, meu filho, feliz anivers\u00e1rio. Tem um bom dia\u201d, recebeu de resposta. Pouco tempo depois, v\u00e1rios agentes do FBI e do ICE entraram nas instala\u00e7\u00f5es da empresa e detiveram v\u00e1rios trabalhadores, incluindo Pedro Escobar. Come\u00e7ava um calv\u00e1rio que s\u00f3 acabaria dali a nove meses.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"788\" height=\"591\" src=\"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_A5E9889BDD46-1_300cmyk.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9355\" srcset=\"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_A5E9889BDD46-1_300cmyk.jpg 788w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_A5E9889BDD46-1_300cmyk-300x225.jpg 300w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_A5E9889BDD46-1_300cmyk-768x576.jpg 768w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_A5E9889BDD46-1_300cmyk-220x165.jpg 220w\" sizes=\"(max-width: 788px) 100vw, 788px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Berty Blanco esteve meses sem not\u00edcias do filho.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Enquanto a m\u00e3e do imigrante venezuelano estranhava o sil\u00eancio do seu filho na caixa de mensagens do telem\u00f3vel, Pedro Escobar era interrogado numa esquadra de Calexico. \u201cAcusaram-me de ser membro de um gangue por causa das minhas tatuagens e respondi-lhes que n\u00e3o. Tentaram que lhes desse nomes de pessoas que desconhecia em troca da minha liberdade. Expliquei-lhes que n\u00e3o entrei ilegal no pa\u00eds e que n\u00e3o era bandido\u201d, recordou. Como aconteceu com mais de 400 imigrantes venezuelanos capturados, Pedro Escobar foi acusado de ser membro do gangue Tren de Aragua.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o interrogat\u00f3rio, foi obrigado a assinar uma declara\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas, idioma que n\u00e3o entende na perfei\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o teve acesso a qualquer int\u00e9rprete ou advogado. S\u00f3 j\u00e1 no dia \u00e9 que Berty Blanco soube que o filho estava detido. \u201cDepois deram-me os parab\u00e9ns e disseram que esta era a minha prenda. De seguida, meteram-nos a todos em camionetas e levaram-nos para uma pris\u00e3o regional onde nos vestiram uniformes de presidi\u00e1rios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante cinco meses, de c\u00e1rcere em c\u00e1rcere, sem alguma vez ter sido condenado por qualquer crime, Pedro Escobar esteve preso com reclusos condenados a v\u00e1rias d\u00e9cadas de pris\u00e3o. \u201cEm mar\u00e7o deste ano, fui arrancado da cela a meio da noite e, com outros presos, acorrentados uns aos outros, acabei num autocarro com janelas de vidros fumados. Levaram-nos para Phoenix, no Arizona, e subiram-nos a um avi\u00e3o. Havia mais venezuelanos. Era tudo muito estranho, n\u00e3o sab\u00edamos o que estava a acontecer. Dali, vo\u00e1mos para Las Vegas, onde subiram mais venezuelanos. Aconteceu o mesmo quando aterr\u00e1mos em Washington e Seattle. No Texas, levaram-nos para uma pris\u00e3o e registaram-nos. \u00c9ramos 72 venezuelanos. Quando chegaram os respons\u00e1veis, pedimos que nos deportassem para o nosso pa\u00eds ou para o M\u00e9xico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 14 de mar\u00e7o, as autoridades prisionais anunciaram que os imigrantes seriam levados para a Venezuela. A emo\u00e7\u00e3o tomou conta dos presos. N\u00e3o queriam acreditar. Finalmente, iam regressar a casa. Passado uns dias, voltaram a entrar nos autocarros com algemas nas m\u00e3os, p\u00e9s e barriga. Na pista do aeroporto, havia tr\u00eas avi\u00f5es, dezenas de agentes da CIA, FBI, DEA, rep\u00f3rteres de imagem e gente que Pedro Escobar pensa serem da administra\u00e7\u00e3o norte-americana.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas era tudo mentira. S\u00f3 se deram conta da farsa quando o avi\u00e3o aterrou n\u00e3o em Caracas como esperavam mas em El Salvador. Meses antes, Donald Trump havia assinado um acordo com o governo salvadorenho em que as autoridades locais aceitavam receber seis milh\u00f5es de d\u00f3lares por ano, embora o senador democrata Chris Van Hollen tenha falado em 15 milh\u00f5es, para recluir nas suas pris\u00f5es centenas de imigrantes acusados de serem criminosos sem qualquer prova. Foi ent\u00e3o que o controverso presidente salvadorenho Nayib Bukele deu a ordem de encarcerar os imigrantes deportados pelos Estados Unidos no Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT), um aut\u00eantico campo de concentra\u00e7\u00e3o inaugurado em 2023 com mais de 4 mil presos. Uma outra parte dos imigrantes expulsos por Washington acabaram na base militar norte-americana de Guant\u00e1namo, em Cuba.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Regime de terror em El Salvador<\/h2>\n\n\n\n<p>Enquanto alguns vizinhos chegam para saudar Pedro Escobar, a m\u00e3e, Berty Blanco, recorda que enquanto o filho esteve preso nos Estados Unidos podiam comunicar com regularidade por videochamada. Isso acabou no dia em que foi levado \u00e0 for\u00e7a para El Salvador. Avisada de que Pedro Escobar ia regressar a casa, apanhou um choque quando descobriu que havia sido encarcerado no CECOT, em El Salvador. \u201cNunca mais recebemos qualquer not\u00edcia dele\u201d, recorda.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a experi\u00eancia da priva\u00e7\u00e3o de liberdade nos Estados Unidos tinha sido m\u00e1, Pedro Escobar n\u00e3o sabia o que o esperava em El Salvador. Encerrados no avi\u00e3o, receberam duas fatias de pizza cada um, e foi ent\u00e3o que come\u00e7ou o terror. Era j\u00e1 noite e come\u00e7aram a chegar viaturas militares, blindados da pol\u00edcia de choque, tanques de guerra, motorizadas. Havia helic\u00f3pteros e drones a rondar a \u00e1rea. Um oficial do departamento de fronteiras de El Salvador registou-os dentro do avi\u00e3o e disse-lhes que se n\u00e3o sa\u00edssem do avi\u00e3o a bem que sa\u00edriam a mal. Um por um, desceram as escadas onde no final havia um aut\u00eantico corredor de soldados e pol\u00edcias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAgarraram-me pela cabe\u00e7a e bateram-me como se fosse uma pi\u00f1ata. Recebia golpes em todo o corpo por dezenas de agentes. Depois, atiraram-nos para dentro de um autocarro como se fossemos um saco de batatas. N\u00e3o queriam saber se pod\u00edamos partir os dentes, o nariz, n\u00e3o queriam saber. Dentro do autocarro, n\u00e3o nos deixavam olhar para a janela. \u00cdamos algemados aos assentos e t\u00ednhamos de ter a cabe\u00e7a baixa. Durante a viagem, batiam-nos. Acabei por desmaiar com tantos murros e pontap\u00e9s\u201d, descreve Pedro Escobar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"886\" height=\"591\" src=\"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/prisoes-arbitrarias_300cmyk.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9357\" srcset=\"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/prisoes-arbitrarias_300cmyk.jpg 886w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/prisoes-arbitrarias_300cmyk-300x200.jpg 300w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/prisoes-arbitrarias_300cmyk-768x512.jpg 768w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/prisoes-arbitrarias_300cmyk-150x100.jpg 150w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/prisoes-arbitrarias_300cmyk-370x247.jpg 370w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/prisoes-arbitrarias_300cmyk-220x147.jpg 220w\" sizes=\"(max-width: 886px) 100vw, 886px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Presos obrigados a fazer exerc\u00edcio no CECOT.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A recuperar de uma opera\u00e7\u00e3o \u00e0 perna por um antigo acidente de mota, foi arrastado pelo ch\u00e3o \u00e0 entrada do CECOT. As autoridades salvadorenhas raparam o cabelo aos detidos e despiram-nos por completo \u00e0 frente de fot\u00f3grafos, c\u00e2maras de v\u00eddeo e agentes prisionais. Depois, foram encarcerados em m\u00f3dulos diferentes. O ambiente era de absoluto horror. \u201cHavia muita gente a gritar pelo pai e pela m\u00e3e, havia pessoas que tinham a cara desfeita. A um amigo partiram-lhe os dentes, outro chegou em muletas e foi agredido na mesma. Conheci um rapaz que estava doente dos rins e que tinha medo de morrer ali. Quando nos meteram numa fila sem qualquer p\u00ealo na cabe\u00e7a ou na cara n\u00e3o nos reconhec\u00edamos uns aos outros\u201d, recorda. Alinhados, ouviram as palavras do diretor prisional, de acordo com Pedro Escobar: \u201cVamos encarregar-nos de que voc\u00eas n\u00e3o comem qualquer tipo de carne. A maioria de voc\u00eas vai sair daqui aos 90 e aos 90 j\u00e1 estar\u00e3o mortos. Bem-vindos ao inferno\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A luta pela liberta\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Na Venezuela, uma irm\u00e3 de Berty Blanco juntou-se a outros familiares dos 252 imigrantes venezuelanos presos no CECOT, em El Salvador, e organizaram-se para exigir a liberta\u00e7\u00e3o. Simultaneamente, as autoridades venezuelanas, que tinham condenado com veem\u00eancia este ataque aos direitos dos seus cidad\u00e3os, tentavam encontrar solu\u00e7\u00f5es para conseguir o seu repatriamento. Nicol\u00e1s Maduro considerou as deporta\u00e7\u00f5es um \u201csequestro\u201d e \u201cdesaparecimento for\u00e7ado\u201d e exigiu a liberta\u00e7\u00e3o imediata dos imigrantes, lembrando que a maioria n\u00e3o tinha sequer antecedentes criminais. Nesse sentido, Caracas levou o caso \u00e0s Na\u00e7\u00f5es Unidas, \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos e ao Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Refugiados (ACNUR), pedindo uma investiga\u00e7\u00e3o sobre os abusos levados a cabo no CECOT. Com o apoio do governo venezuelano, os familiares dos imigrantes, com advogados e organiza\u00e7\u00f5es sociais, apresentaram uma den\u00fancia ao Tribunal Supremo de El Salvador.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, nos quatro meses e dois dias que estiveram encarcerados no CECOT, Berty Blanco entrou numa profunda tristeza. Revela que n\u00e3o conseguia sair de casa. Deixou de visitar amigos e familiares e afogou a sua m\u00e1goa numa obsess\u00e3o permanente por encontrar not\u00edcias sobre o que acontecia em El Salvador. \u201cN\u00e3o conseguia dormir nem comer. Pensava que o meu filho tampouco dormia e comia. Rezava a todos os santos, acendia velas, pedia a Deus que o libertasse\u201d, lembra. De l\u00e1grimas nos olhos, denuncia que o seu filho foi muito maltratado. \u201cVerbal e fisicamente. Fizeram-lhe muito mal. O presidente Trump n\u00e3o sabe o mal que fizeram a todos estes rapazes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"559\" src=\"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/5882209607865190767-1024x559.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9356\" srcset=\"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/5882209607865190767-1024x559.jpg 1024w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/5882209607865190767-300x164.jpg 300w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/5882209607865190767-768x419.jpg 768w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/5882209607865190767-770x420.jpg 770w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/5882209607865190767-220x120.jpg 220w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/5882209607865190767.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pedro Escobar com a m\u00e3e \u00e0 porta de casa em La Guaira, Venezuela.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Foi j\u00e1 em julho que a Venezuela conseguiu um acordo com a Casa Branca para trazer os 252 cidad\u00e3os de regresso ao seu pa\u00eds. Caracas ofereceu 10 cidad\u00e3os norte-americanos presos na Venezuela, muitos deles acusados de espionagem, em troca da liberdade dos imigrantes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUm dia, acordaram-nos e come\u00e7\u00e1mos a ouvir muitos autocarros. Disseram-nos para tomarmos banho e um padre salvadorenho, que tamb\u00e9m estava preso, veio despedir-se de n\u00f3s. Gost\u00e1vamos de estar com ele porque era o \u00fanico momento em que sab\u00edamos que ningu\u00e9m nos ia bater. Alegr\u00e1mo-nos porque \u00edamos sair daquele inferno mas n\u00e3o est\u00e1vamos seguros do que ia acontecer. Eu parti no \u00faltimo autocarro e emocionei-me quando ouvi a pron\u00fancia venezuelana do funcion\u00e1rio que nos veio buscar. Quando vi a bandeira da Venezuela no avi\u00e3o, chorei muito. Durante a viagem, cant\u00e1vamos, r\u00edamo-nos. Finalmente, est\u00e1vamos livres\u201d, lembra Pedro Escobar.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia seguinte, Berty Blanco p\u00f4de abra\u00e7ar o seu filho, que chegou numa cadeira de rodas com o apoio da Cruz Vermelha, devido \u00e0 ferida na perna. Foi uma emo\u00e7\u00e3o que jamais esquecer\u00e1 e faz quest\u00e3o de agradecer o papel de Nicol\u00e1s Maduro e do restante governo na liberta\u00e7\u00e3o dos imigrantes. Algo que Pedro Escobar tamb\u00e9m partilha. \u201cCreio que fizeram todos os poss\u00edveis para conseguir o nosso regresso\u201d. J\u00e1 a m\u00e3e, apesar da felicidade, n\u00e3o esconde a m\u00e1goa. \u201cQue raiva me d\u00e3o estes&nbsp;<em>gringos<\/em>. Acham que podem fazer o que lhes apetece com qualquer pessoa\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Voz do Oper\u00e1rio conversou com Pedro Escobar, um imigrante venezuelano detido e deportado pelos Estados Unidos para uma pris\u00e3o em El Salvador. Uma hist\u00f3ria que revela os horrores da pol\u00edtica norte-americana contra os trabalhadores imigrantes e que s\u00f3 foi poss\u00edvel acabar, no caso destes 252 venezuelanos, com a interven\u00e7\u00e3o do governo de Nicol\u00e1s Maduro atrav\u00e9s de uma troca de prisioneiros com a Casa Branca.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":9354,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[55],"tags":[],"coauthors":[71],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9353"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9353"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9353\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9491,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9353\/revisions\/9491"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9354"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9353"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9353"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9353"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=9353"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}