{"id":9215,"date":"2025-07-02T12:14:20","date_gmt":"2025-07-02T12:14:20","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=9215"},"modified":"2025-08-06T10:09:09","modified_gmt":"2025-08-06T10:09:09","slug":"manifestantes-exigem-casas-para-viver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2025\/07\/02\/manifestantes-exigem-casas-para-viver\/","title":{"rendered":"Manifestantes exigem casas para viver"},"content":{"rendered":"\n<p>Foram muitos os que desafiaram o sol abrasador em muitas localidades do pa\u00eds para participar nas a\u00e7\u00f5es de protesto convocadas pela plataforma Casas para Viver, que integra muitas organiza\u00e7\u00f5es e movimentos. Um dos porta-vozes do Porta a Porta, Jorge Filho, explicou \u00e0 Voz do Oper\u00e1rio que sa\u00edram \u00e0 rua \u201cpelo cumprimento do artigo 65.\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o que exige casas para todos\u201d. Nesse sentido, destacou que constitucionalmente \u201ctodos os cidad\u00e3os que vivem e trabalham em Portugal t\u00eam direito a uma casa para viver\u201d e que isso \u201cn\u00e3o \u00e9 cumprido pelo Estado\u201d. Para este movimento, o controlo das rendas e a baixa dos juros no cr\u00e9dito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o s\u00e3o medidas fundamentais e fazem parte do seu caderno reivindicativo. \u201c\u00c9 preciso colocar a banca a suportar os juros do cr\u00e9dito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o\u201d, defendeu. \u201cHoje, Portugal passa por uma crise na habita\u00e7\u00e3o sem precedentes e a maioria das pessoas n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es para pagar uma renda quando 75% dos portugueses ganham menos de mil euros de ordenado. Exigimos que o Estado assegure a todos os cidad\u00e3os o direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o\u201d. Se n\u00e3o houver uma resposta adequada, considera que as pessoas devem continuar a sair \u00e0 rua. \u201cN\u00f3s n\u00e3o paramos, vamos exigir que seja cumprido esse direito. O pr\u00f3prio programa do governo n\u00e3o contempla solu\u00e7\u00f5es efetivas para solucionar o problema da habita\u00e7\u00e3o. E se n\u00e3o solucionar, n\u00f3s vamos para as ruas de novo, vamos continuar a nossa interven\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Vida Justa foi outro dos movimentos que marcou presen\u00e7a no protesto em Lisboa com uma nutrida participa\u00e7\u00e3o de manifestantes de v\u00e1rias partes da periferia da capital. De acordo com Lu\u00eds Batista, um dos membros desta organiza\u00e7\u00e3o, o Vida Justa juntou-se \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m porque se est\u00e1 a viver \u201cum momento em que v\u00e1rias casas autoconstru\u00eddas, nomeadamente na periferia de Lisboa, est\u00e3o com processos de despejo movidos por diversas c\u00e2maras municipais, nomeadamente a autarquia de Loures\u201d. Explicou que o Vida Justa \u00e9 um movimento \u201cque pretende vir da periferia, estar na periferia e representar a periferia e n\u00e3o podia deixar de estar num protesto que tem o objetivo defender casas para toda a gente\u201d. Tamb\u00e9m este movimento considera haver solu\u00e7\u00f5es que t\u00eam de ser implementadas rapidamente como \u201co tabelamento das rendas\u201d e impedir que haja um aumento exponencial dos empr\u00e9stimos para a habita\u00e7\u00e3o \u201cporque os bancos privados t\u00eam milh\u00f5es de euros de lucro\u201d. Criticam ainda os \u2018vistos gold\u2019 \u201cque contribuem para a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria\u201d porque, consideram, \u201c\u00e9 gente que vem comprar casas n\u00e3o para as habitar mas para fazer especula\u00e7\u00e3o no mercado\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Milhares de pessoas sa\u00edram \u00e0s ruas, de norte a sul do pa\u00eds, apesar do calor excessivo, para protestar contra as pol\u00edticas dos \u00faltimos governos que fizeram disparar os pre\u00e7os das casas.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":9216,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"coauthors":[71],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9215"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9215"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9215\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9328,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9215\/revisions\/9328"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9216"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9215"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9215"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9215"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=9215"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}