{"id":9007,"date":"2025-05-01T08:17:54","date_gmt":"2025-05-01T08:17:54","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=9007"},"modified":"2025-06-03T13:46:14","modified_gmt":"2025-06-03T13:46:14","slug":"1-o-de-maio-da-forca-aos-trabalhadores-para-verem-que-nao-estao-sos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2025\/05\/01\/1-o-de-maio-da-forca-aos-trabalhadores-para-verem-que-nao-estao-sos\/","title":{"rendered":"&#8220;1.\u00ba de Maio d\u00e1 for\u00e7a aos trabalhadores para verem que n\u00e3o est\u00e3o s\u00f3s&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"pergunta\">Porqu\u00ea encerrar o com\u00e9rcio ao domingo?<\/p>\n\n\n\n<p>O com\u00e9rcio n\u00e3o \u00e9 uma atividade imperiosa para a sociedade. N\u00e3o \u00e9 um hospital, n\u00e3o s\u00e3o for\u00e7as de seguran\u00e7a. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma raz\u00e3o que o justifique. Se calhar, o pessoal mais jovem d\u00e1 como adquirido, mas n\u00e3o \u00e9 uma realidade assim t\u00e3o distante o com\u00e9rcio estar encerrado ao domingo. Ali\u00e1s, o com\u00e9rcio estava encerrado a partir de s\u00e1bado \u00e0 tarde, e a vida era normal. E, sobretudo, os trabalhadores do com\u00e9rcio merecem o direito ao descanso, ao tempo de lazer, ao tempo com a fam\u00edlia. Muitas vezes &#8211; e \u00e9 um dos argumentos dos patr\u00f5es, que os devia envergonhar profundamente &#8211; dizem haver trabalhadores que pedem para trabalhar aos domingos ou feriados, para ganharem mais. N\u00f3s sabemos que isto \u00e9 uma realidade, porque os sal\u00e1rios s\u00e3o t\u00e3o baixos que muitos trabalhadores, para se organizarem e cumprirem com as suas despesas, precisam de fazer estes pedidos. \u00c9 porque, de facto, os sal\u00e1rios s\u00e3o muito baixos, no setor que \u00e9: sal\u00e1rios baixos, hor\u00e1rios altamente desregulados, com muitas consequ\u00eancias para a vida pessoal, para a vida familiar, como j\u00e1 temos alertado. Esta \u00e9 uma reivindica\u00e7\u00e3o antiga dos trabalhadores do setor e faz cada vez mais sentido. Portugal \u00e9 dos pa\u00edses da Europa com os hor\u00e1rios mais alargados no com\u00e9rcio. Enquanto sociedade, seria uma mudan\u00e7a muito importante para o pr\u00f3prio uso do tempo livre, n\u00e3o s\u00f3 dos trabalhadores, mas da popula\u00e7\u00e3o em geral, de n\u00e3o estar detida num centro comercial aos domingos e aos feriados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Pode dizer-se que hoje a batalha por ter tempo para viver \u00e9 uma luta fundamental?<\/p>\n\n\n\n<p>Sim. E n\u00e3o s\u00f3 neste setor. Os sindicatos da CGTP t\u00eam quase todos essa reivindica\u00e7\u00e3o como priorit\u00e1ria. De facto, n\u00f3s n\u00e3o conseguimos p\u00f4r, \u00e0 cabe\u00e7a, outra reivindica\u00e7\u00e3o que n\u00e3o o aumento dos sal\u00e1rios, porque \u00e9 a partir do sal\u00e1rio que tudo ganha outro peso. Mas, neste setor em particular, a quest\u00e3o do tempo para viver e da desregula\u00e7\u00e3o dos hor\u00e1rios \u00e9 uma grande emerg\u00eancia. N\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o nenhuma para n\u00e3o termos, no nosso pa\u00eds, as 35 horas semanais, em todos os setores.<\/p>\n\n\n\n<p>A redu\u00e7\u00e3o do hor\u00e1rio de trabalho no setor do com\u00e9rcio seria justa. Temos, obviamente, realidades muito diferentes no com\u00e9rcio, nos escrit\u00f3rios e nos servi\u00e7os. Se formos para a grande distribui\u00e7\u00e3o, observamos a quest\u00e3o do trabalho por turnos, dos hor\u00e1rios que, mesmo regulados a partir da contrata\u00e7\u00e3o coletiva, n\u00e3o s\u00e3o cumpridos. E n\u00e3o s\u00e3o cumpridos pelas maiores empresas, n\u00e3o \u00e9 pelo senhor que tem uma mercearia ali de com\u00e9rcio tradicional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Ainda em rela\u00e7\u00e3o ao tempo, o governo de Ant\u00f3nio Costa autorizou a abertura de creches at\u00e9 \u00e0 meia-noite e aos fins de semana. Em que medida \u00e9 que isto foi uma m\u00e1 not\u00edcia?<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 muito dif\u00edcil exigir responsabilidades \u00e0s fam\u00edlias, de v\u00e1rios pontos de vista, sobre o acompanhamento [aos filhos] e n\u00f3s sabemos das not\u00edcias que t\u00eam surgido no nosso pa\u00eds e dos alertas grav\u00edssimos para muitas situa\u00e7\u00f5es. Estamos a falar de um pa\u00eds em que a grande dificuldade \u00e9 os pais conseguirem passar tempo de qualidade com os seus filhos. O setor do com\u00e9rcio \u00e9 um setor maioritariamente feminino, e isto tem implica\u00e7\u00f5es desde o in\u00edcio porque, quando a trabalhadora fica gr\u00e1vida, a sua vida \u00e9 logo dificultada. \u00c9 muito dif\u00edcil acompanharmos essa quest\u00e3o das creches que, no nosso entendimento, est\u00e1 profundamente errada. Cientificamente n\u00e3o faltam estudos que indiquem que \u00e9 profundamente errado normalizar a ideia de deixar assim uma crian\u00e7a [at\u00e9 t\u00e3o tarde]. Estou a dizer crian\u00e7a para ser mais levezinha, porque muitas vezes s\u00e3o beb\u00e9s, a partir do momento em que a licen\u00e7a termina. E n\u00e3o devia ser preciso vir um sindicato dizer que h\u00e1 grandes implica\u00e7\u00f5es para a crian\u00e7a como, por exemplo, interromper-lhe o sono para ir para casa, porque est\u00e1 na creche.<\/p>\n\n\n\n<p>O CESP fez um debate em frente \u00e0 creche que est\u00e1 no UBBO da Amadora, que pertence ao Grupo Auchan. E enquanto est\u00e1vamos nesse debate, vimos exatamente isso: crian\u00e7as a entrar a horas muito diferentes, que est\u00e3o a cumprir os turnos e os hor\u00e1rios de trabalho desregulados dos pais e que est\u00e3o a crescer preparados para a desregula\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rios. Tivemos conhecimento de uma creche, de iniciativa privada, em Braga, aberta 24 horas. E tamb\u00e9m se inclui aqui a quest\u00e3o do encerramento aos domingos e feriados, decis\u00f5es pol\u00edticas que, claramente, n\u00e3o podem estar na m\u00e3o das grandes empresas. N\u00e3o podem ser os grandes grupos econ\u00f3micos, no nosso pa\u00eds, a decidir sobre encerrar o com\u00e9rcio aos domingos e feriados ou sobre os hor\u00e1rios das creches para os filhos dos seus trabalhadores. O interesse do Estado tem de ser o melhor para a sua popula\u00e7\u00e3o e a melhor organiza\u00e7\u00e3o para o nosso pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Vamos ter elei\u00e7\u00f5es legislativas dia 18 de maio. Fala do papel do Estado e do poder pol\u00edtico. Acha que os \u00faltimos governos t\u00eam cedido mais aos interesses das empresas do que dos trabalhadores?<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho a certeza. E n\u00e3o \u00e9 o \u00faltimo governo, s\u00e3o os \u00faltimos. PSD, PS e CDS deram as m\u00e3os uns aos outros, sempre que foi preciso p\u00f4r em causa qualquer melhoria para a vida dos trabalhadores, e sempre que foi preciso dar uma borlinha fiscal aos grandes grupos econ\u00f3micos. No dia 18 de maio, aos trabalhadores do com\u00e9rcio, n\u00e3o faltam raz\u00f5es para votar. Por exemplo, a grande distribui\u00e7\u00e3o tem a contrata\u00e7\u00e3o coletiva bloqueada pelos patr\u00f5es e, por isso, o sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional e o seu aumento \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para os trabalhadores deste sector. Quem trabalha no com\u00e9rcio tem a oportunidade de ver as posi\u00e7\u00f5es dos partidos quanto \u00e0 iniciativa legislativa do encerramento do com\u00e9rcio [aos domingos e feriados], em que fica muito claro quem \u00e9 que os trabalhadores v\u00e3o ter do seu lado, quem est\u00e1 contra, e quem \u00e9 que at\u00e9 se prestou &#8211; na audi\u00e7\u00e3o com os patr\u00f5es &#8211; a dar garantias para estes estarem sossegados, que isto n\u00e3o seria aprovado. E, j\u00e1 agora, nesta audi\u00e7\u00e3o, eu daria especial destaque ao PS, porque fez quest\u00e3o, antes de ouvir os trabalhadores que submeteram a iniciativa, de deixar os patr\u00f5es tranquilos porque n\u00e3o iria aprovar esta medida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">H\u00e1 pouco dizia que a maior parte dos trabalhadores do com\u00e9rcio \u00e9 composta por mulheres. De que forma \u00e9 que conseguimos eliminar as diferen\u00e7as que existem entre homens e mulheres?<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um setor maioritariamente feminino, como o nosso sindicato, a sua estrutura sindical, a dire\u00e7\u00e3o e os seus \u00f3rg\u00e3os refletem. Mas seria muito importante em qualquer setor, n\u00e3o apenas no com\u00e9rcio, at\u00e9 por causa da quest\u00e3o da desregula\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rios, que houvesse uma prote\u00e7\u00e3o social associada \u00e0 parentalidade muito melhor, porque \u00e9 mesmo a mulher que engravida. Depois, os pais s\u00e3o os dois e as leis da parentalidade est\u00e3o feitas para isso. Sabemos que, na pr\u00e1tica, o normal \u00e9 a empresa olhar muito mais para as mulheres como cuidadoras, como as que v\u00e3o faltar ao trabalho para ir com a crian\u00e7a ao m\u00e9dico. Tem de haver mais prote\u00e7\u00e3o para combater esta desigualdade e, sobretudo, esta press\u00e3o sobre as mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">O que significa, hoje, ser mulher e ser sindicalista?<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, ser sindicalista, homem ou mulher, significa muito. Significa que o movimento sindical est\u00e1 vivo e tem futuro, porque continuamos a ter muitos jovens, e essa tem de ser a nossa prioridade. \u00c9 muito importante termos sindicalistas que todos os dias tentam encontrar, com os outros trabalhadores, forma de os organizar e de serem eles tamb\u00e9m sindicalistas ou ativistas sindicais, delegados. Sobretudo, trabalhadores informados.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser mulher e ser ativista sindical ou delegada ou dirigente, na verdade, ativista de qualquer tipo, no nosso pa\u00eds e na nossa sociedade, tem sempre algumas dificuldades acrescidas, porque n\u00f3s sabemos que, apesar do 25 de Abril, e j\u00e1 l\u00e1 v\u00e3o uns anos, ainda h\u00e1 muitos contextos em que n\u00e3o \u00e9 dado espa\u00e7o \u00e0 mulher para a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, como \u00e9 dado aos homens.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o, sobretudo da maternidade, de ideias que j\u00e1 n\u00e3o deviam existir mas que existem, de que algu\u00e9m tem que tomar conta da casa, faz com que, muitas vezes, em cada casa, haja espa\u00e7o para que o homem tenha as suas opini\u00f5es e fa\u00e7a alguma coisa com elas. E que a mulher, mesmo que tenha muitas opini\u00f5es, n\u00e3o tenha espa\u00e7o para essa participa\u00e7\u00e3o. Felizmente and\u00e1mos muito. Mas acho que as mulheres continuam a ter dificuldades acrescidas em qualquer tipo de participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">\u00c0s vezes tenta-se dar a ideia de que os sindicatos s\u00e3o uma coisa j\u00e1 anacr\u00f3nica, do passado. Qual a import\u00e2ncia do movimento sindical nos dias de hoje?<\/p>\n\n\n\n<p>Passaram anos e anos a tentar transmitir essa ideia e, por isso, essa ideia passa. Muitas vezes, vamos aos locais de trabalho, ou a uma escola, e h\u00e1 as mesmas quest\u00f5es sobre o que \u00e9 um sindicato. Essa \u00e9 a grande miss\u00e3o, o grande trabalho de qualquer delegado, ativista, ou dirigente sindical: tentar perceber que essa realidade n\u00e3o \u00e9 assim porque os trabalhadores ficaram, de repente, menos explorados. \u00c9 porque, muitas vezes, perderam consci\u00eancia por causa do mundo em que vivemos e do estado em que isto est\u00e1. Ali\u00e1s, nem t\u00eam tempo para ganhar consci\u00eancia da sua explora\u00e7\u00e3o. Agora, os sindicatos e o movimento sindical continuam a fazer todo o sentido a partir do momento em que o confronto entre o trabalho e o capital n\u00e3o \u00e9 uma coisa que est\u00e1 nos livros antigos e empoeirados, est\u00e1 na nossa vida, todos os dias. \u00c9 a partir da sua vida e dos seus problemas concretos, ali, no local de trabalho, do seu sal\u00e1rio, que [os trabalhadores] conseguem perceber a injusti\u00e7a e que n\u00e3o tem de ser assim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">E que significado tem hoje o 1.\u00ba de Maio?<\/p>\n\n\n\n<p>O 1.\u00ba de Maio \u00e9 o grande dia de luta para o nosso sindicato. \u00c9 exatamente por isso que o CESP emitiu um pr\u00e9-aviso para todos os setores do sindicato e um pr\u00e9-aviso espec\u00edfico para a grande distribui\u00e7\u00e3o, pelos problemas e as exig\u00eancias muito espec\u00edficas que tem. \u00c9 um dia verdadeiramente de luta, at\u00e9 porque \u00e9 um setor que trabalha no feriado. E n\u00e3o \u00e9 um feriado qualquer, \u00e9 o nosso dia, o Dia do Trabalhador e, por isso, a grande prioridade do CESP \u00e9 construir uma grande greve, falar com os trabalhadores, para que participem nas manifesta\u00e7\u00f5es do 1.\u00ba de Maio. \u00c9 essa experi\u00eancia que d\u00e1, muitas vezes, for\u00e7a aos trabalhadores para olharem \u00e0 volta e verem que n\u00e3o est\u00e3o s\u00f3s. \u00c9 todo um pa\u00eds, s\u00e3o todos os setores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 coordenadora da dire\u00e7\u00e3o regional do Porto do Sindicato dos Trabalhadores do Com\u00e9rcio, Escrit\u00f3rios e Servi\u00e7os (CESP), organiza\u00e7\u00e3o sindical que, desde h\u00e1 anos, convoca greve no dia 1.\u00ba de Maio para permitir a participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores nas manifesta\u00e7\u00f5es e para contestar o trabalho aos domingos e feriados. In\u00eas Branco considera ainda que a decis\u00e3o de abrir creches at\u00e9 \u00e0 meia noite \u00e9 criminosa, promovendo a desregula\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rios laborais, e pondo em causa o bem-estar das crian\u00e7as.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":9008,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[44],"tags":[],"coauthors":[71],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9007"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9007"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9007\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9159,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9007\/revisions\/9159"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9008"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9007"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9007"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9007"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=9007"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}