{"id":8953,"date":"2025-04-03T08:46:54","date_gmt":"2025-04-03T08:46:54","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=8953"},"modified":"2025-04-03T08:46:55","modified_gmt":"2025-04-03T08:46:55","slug":"jovens-trabalhadores-nas-ruas-de-lisboa-para-exigir-condicoes-dignas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2025\/04\/03\/jovens-trabalhadores-nas-ruas-de-lisboa-para-exigir-condicoes-dignas\/","title":{"rendered":"Jovens trabalhadores nas ruas de Lisboa para exigir condi\u00e7\u00f5es dignas"},"content":{"rendered":"\n<p>A Interjovem tem denunciado repetidamente as condi\u00e7\u00f5es degradantes enfrentadas pelos jovens trabalhadores em Portugal. Contratos a prazo, falsos recibos verdes, sal\u00e1rios baixos e hor\u00e1rios desregulados, s\u00e3o realidades comuns, agravadas pela infla\u00e7\u00e3o e pelo sucessivo aumento do custo de vida. Na manifesta\u00e7\u00e3o, os cartazes n\u00e3o deixavam d\u00favidas:&nbsp;<em>\u201c40 horas s\u00e3o demais. 35 horas semanais!\u201d<\/em>,&nbsp;<em>\u201cNem est\u00e1gio, nem recibo, ser efectivo \u00e9 o que eu exijo!\u201d<\/em>. Os jovens trabalhadores, organizados nos sindicatos de classe da CGTP-IN, exigem a revoga\u00e7\u00e3o das normas gravosas da legisla\u00e7\u00e3o laboral que facilitam os despedimentos e a generaliza\u00e7\u00e3o dos contratos efectivos, defendendo que a estabilidade no emprego \u00e9 um direito fundamental.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro eixo central da mobiliza\u00e7\u00e3o foi a exig\u00eancia de aumentos salariais significativos. Segundo a CGTP-IN, o sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional est\u00e1, hoje, longe de responder \u00e0s necessidades dos trabalhadores, especialmente dos jovens que integram uma das gera\u00e7\u00f5es mais qualificadas de sempre, os quais ganham pouco acima deste valor. A manifesta\u00e7\u00e3o refor\u00e7ou a reivindica\u00e7\u00e3o do aumento geral dos sal\u00e1rios em pelo menos 15%, nunca inferior a 150\u20ac e a fixa\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional nos 1000\u20ac j\u00e1 e n\u00e3o apenas daqui a 5 anos. \u201cCamaradas, n\u00f3s n\u00e3o podemos esperar, n\u00e3o podemos adiar a nossa vida mais 5 anos!\u201d, afirmou-se na interven\u00e7\u00e3o proferida nas escadas da Assembleia da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>A crise habitacional foi outro tema destacado. Com rendas inacess\u00edveis e o pre\u00e7o das casas a disparar \u00e0 boleia da especula\u00e7\u00e3o, muitos jovens s\u00e3o for\u00e7ados a adiar a autonomia ou a emigrar. O Movimento Sindical Unit\u00e1rio tem pressionado o governo a implementar medidas urgentes, como o congelamento de rendas, a constru\u00e7\u00e3o de habita\u00e7\u00e3o p\u00fablica e a regulamenta\u00e7\u00e3o do mercado imobili\u00e1rio. Durante o protesto, ouviam-se palavras de ordem como&nbsp;<em>\u201cTanto jovem a trabalhar, sem ter casa para morar\u201d<\/em>, refletindo o descontentamento de uma gera\u00e7\u00e3o exclu\u00edda do direito fundamental \u00e0 habita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 crucial a defesa e o refor\u00e7o do Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade (SNS), da escola p\u00fablica e de um sistema de Seguran\u00e7a Social p\u00fablico, universal e solid\u00e1rio. A Interjovem alerta que o subfinanciamento cr\u00f3nico destes servi\u00e7os p\u00fablicos penaliza sobretudo os jovens, que dependem deles para construir uma vida digna. \u201cN\u00e3o aceitamos o desmantelamento nem a mercantiliza\u00e7\u00e3o dos nossos direitos\u201d, declarou a resolu\u00e7\u00e3o aprovada, por unanimidade, na manifesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Manifesta\u00e7\u00e3o Nacional de Jovens Trabalhadores afirmou a for\u00e7a reivindicativa da luta dos jovens trabalhadores organizados no movimento sindical de classe a partir dos locais de trabalho. A CGTP-IN reafirmou o seu compromisso em alargar esta mobiliza\u00e7\u00e3o, convocando novas a\u00e7\u00f5es at\u00e9 que as exig\u00eancias dos jovens sejam atendidas. A Manifesta\u00e7\u00e3o Nacional de dia 5 de Abril, descentralizada no Porto, em Coimbra e em Lisboa, \u00e0s comemora\u00e7\u00f5es do 51\u00ba. Anivers\u00e1rio da Revolu\u00e7\u00e3o de Abril e a jornada do 1\u00ba. De Maio, ser\u00e3o alguns dos grandes momentos de luta que se avizinham e ao qual os jovens trabalhadores n\u00e3o faltar\u00e3o. Num quadro pol\u00edtico e social marcado pelo aprofundamento das desigualdades sociais e o ataque aos direitos de quem trabalha, esta manifesta\u00e7\u00e3o mostrou que a juventude n\u00e3o est\u00e1 disposta a aceitar um futuro de precariedade e de incertezas. A mensagem \u00e9 clara: n\u00e3o vamos desistir at\u00e9 que o \u00faltimo contrato prec\u00e1rio seja convertido em efectivo, n\u00e3o vamos calar face aos abusos, press\u00f5es e chantagens, n\u00e3o vamos aceitar um Portugal que nos obriga a escolher entre a emigra\u00e7\u00e3o e a pobreza. Lutamos por um pa\u00eds onde o trabalho com direitos seja uma realidade para todos, onde a justi\u00e7a social seja alicerce da paz, onde os jovens possam construir o seu futuro com esperan\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 28 de mar\u00e7o, jovens trabalhadores de todo o pa\u00eds sa\u00edram \u00e0s ruas de Lisboa, numa manifesta\u00e7\u00e3o nacional, convocada pela Interjovem \u2013 organiza\u00e7\u00e3o especifica da Juventude Trabalhadora da Confedera\u00e7\u00e3o Geral dos Trabalhadores Portugueses &#8211; Intersindical Nacional (CGTP-IN). A mobiliza\u00e7\u00e3o foi realizada a partir das empresas e locais de trabalho pelos sindicatos, com o apoio da interven\u00e7\u00e3o das suas estruturas juvenis e comiss\u00f5es de jovens, e teve como principais bandeiras de luta, o aumento dos sal\u00e1rios, a valoriza\u00e7\u00e3o das carreiras, o combate \u00e0 precariedade laboral e aos hor\u00e1rios desregulados, o acesso \u00e0 habita\u00e7\u00e3o e a defesa dos servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n","protected":false},"author":153,"featured_media":8954,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"coauthors":[89],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8953"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/153"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8953"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8953\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8956,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8953\/revisions\/8956"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8954"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8953"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8953"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8953"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=8953"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}