{"id":8650,"date":"2024-12-17T15:39:03","date_gmt":"2024-12-17T15:39:03","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=8650"},"modified":"2025-01-15T19:20:43","modified_gmt":"2025-01-15T19:20:43","slug":"inaugurado-mural-pela-palestina-na-rua-da-voz-do-operario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2024\/12\/17\/inaugurado-mural-pela-palestina-na-rua-da-voz-do-operario\/","title":{"rendered":"Inaugurado mural pela Palestina na Rua da Voz do Oper\u00e1rio"},"content":{"rendered":"\n<p>Afonso Fernandes est\u00e1 no alto de um escadote de pincel em riste junto a um muro na Rua da Voz do Oper\u00e1rio. \u00c9 um dos muitos solid\u00e1rios com a Palestina que decidiu dar uma m\u00e3o para pintar. Vem todos os dias, sem falta. Pela rua, h\u00e1 dezenas de latas de tinta, moldes, trinchas e tamb\u00e9m curiosos que observa o avan\u00e7o da empreitada. \u201cEste \u00e9 o tema mais importante [da atualidade] porque \u00e9 um genoc\u00eddio o que est\u00e1 a acontecer. E temos uns media que nos est\u00e3o constantemente a bombardear com a opini\u00e3o vigente, que \u00e9 a opini\u00e3o do imp\u00e9rio, afirma. N\u00e3o \u00e9 a primeira vez que pinta um mural e diz que \u00e9 uma forma de expressar uma mensagem de solidariedade com o povo palestiniano.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto enchem o muro de cores, um morador da Gra\u00e7a traz uma caixa de past\u00e9is de nata em agradecimento pelo mural. O respons\u00e1vel pelo desenho e pela coordena\u00e7\u00e3o das pinturas, Ant\u00f3nio Alves, muralista experiente, considera que t\u00eam sido permanentes as demonstra\u00e7\u00f5es de solidariedade e afeto. Membro do Coletivo de Solidariedade Mumia Abu Jamal, juntou-se \u00e0 iniciativa depois de uma j\u00e1 vasta experi\u00eancia a pintar nas ruas pela Palestina desde 7 de outubro do ano passado. \u201cNaturalmente, a Palestina \u00e9-me cara, \u00e9 uma causa cara, porque o Estado de Israel est\u00e1 h\u00e1 d\u00e9cadas a matar crian\u00e7as, h\u00e1 d\u00e9cadas que est\u00e3o a matar um povo, a cometer um genoc\u00eddio. E o mundo ocidental est\u00e1 completamente de c\u00f3coras perante o Tio Sam e n\u00e3o faz nada. Convidaram-me para fazer um mural nessa perspetiva de den\u00fancia, de alerta\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cContra a ocupa\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cfim ao genoc\u00eddio\u201d, \u201cajuda humanit\u00e1ria a Gaza\u201d e \u201cfim do apartheid\u201d s\u00e3o alguma das frases inscritas no mural. A liberta\u00e7\u00e3o dos presos palestinianos, entre os quais se encontram tamb\u00e9m crian\u00e7as, e a exig\u00eancia do reconhecimento do Estado da Palestina pelo governo portugu\u00eas tamb\u00e9m figuram entre as reivindica\u00e7\u00f5es. Um grupo de mulheres, homens e bandeiras palestinianas e libanesas comp\u00f5em a pintura representando \u201ca revolta\u201d destes povos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ant\u00f3nio Alves denuncia que depois de 7 de outubro do ano passado a C\u00e2mara Municipal de Lisboa mandou apagar v\u00e1rias pinturas solid\u00e1rias com a Palestina. \u201cEm Lisboa, h\u00e1 a particularidade de Carlos Moedas ter requisitado empresas espec\u00edficas para eliminar centenas de inscri\u00e7\u00f5es de solidariedade com a Palestina\u201d. De acordo com o muralista, o presidente da C\u00e2mara Municipal \u201cest\u00e1 a eliminar a liberdade de express\u00e3o, em que h\u00e1 elementos do povo que se manifestam contra o genoc\u00eddio. Mas isso n\u00e3o vai ser poss\u00edvel. Portanto, o povo portugu\u00eas vai tomando consci\u00eancia e vai reagir e vai mostrar a sua solidariedade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De entre as organiza\u00e7\u00f5es promotoras do mural, Jos\u00e9 Esteves, do Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no M\u00e9dio Oriente (MPPM), explica que esta iniciativa tem o objetivo de assinalar o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, a 29 de novembro, decretado em 1977 pela Na\u00e7\u00f5es Unidas para comemorar o dia de 1947 em que essa organiza\u00e7\u00e3o decidiu a partilha da Palestina. \u201cPassados 30 anos, sendo que nessa altura o Estado israelita existia j\u00e1 desde 1948, o Estado Palestino n\u00e3o viu a luz do dia e ainda hoje n\u00e3o existe. Estamos aqui para exigir o reconhecimento dos direitos nacionais do povo palestino incluindo a um Estado independente e soberano\u201d, defende. O objetivo \u00e9 mostrar rep\u00fadio \u201cpela campanha de genoc\u00eddio que est\u00e1 em curso contra a popula\u00e7\u00e3o da Faixa de Gaza\u201d e tamb\u00e9m por \u201ctoda a repress\u00e3o a que est\u00e1 a ser sujeita a popula\u00e7\u00e3o da Cisjord\u00e2nia, com ataques constantes dos colonos sionistas, protegidos pelo ex\u00e9rcito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Estas organiza\u00e7\u00f5es exigem ainda o fim da ocupa\u00e7\u00e3o da Palestina, a liberta\u00e7\u00e3o dos presos pol\u00edticos e o reconhecimento do Estado da Palestina por Portugal. Depois da decis\u00e3o do governo portugu\u00eas de n\u00e3o receber Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os territ\u00f3rios palestinianos ocupados, e receber a vice-ministra israelita dos Neg\u00f3cios Estrangeiros, Jos\u00e9 Esteves considera que o executivo liderado por Lu\u00eds Montenegro, \u201ccontrariamente \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o oficial de uma solu\u00e7\u00e3o de dois Estados, na realidade s\u00f3 reconhece o Estado de israel e continua a n\u00e3o reconhecer o Estado da Palestina. E mostra atrav\u00e9s dessas a\u00e7\u00f5es uma cumplicidade conden\u00e1vel, lament\u00e1vel, com um Estado que \u00e9 um Estado agressor, que \u00e9 um Estado ocupante, que \u00e9 um Estado genocida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante v\u00e1rios dias, dezenas de pessoas juntaram-se \u00e0 CGTP-IN, ao MPPM, \u00e0 CPPC, ao Colectivo Mumia Abu Jamal e ao Projeto Ru\u00eddo e pintaram coletivamente um mural de solidariedade com a Palestina e os povos do M\u00e9dio Oriente.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":8651,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[50],"tags":[],"coauthors":[71],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8650"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8650"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8650\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8759,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8650\/revisions\/8759"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8651"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8650"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8650"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8650"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=8650"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}