{"id":8542,"date":"2024-11-14T11:08:37","date_gmt":"2024-11-14T11:08:37","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=8542"},"modified":"2024-12-17T15:39:32","modified_gmt":"2024-12-17T15:39:32","slug":"grupo-handala-danca-dabkeh-como-arma-de-resistencia-cultural-em-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2024\/11\/14\/grupo-handala-danca-dabkeh-como-arma-de-resistencia-cultural-em-lisboa\/","title":{"rendered":"Grupo Handala: dan\u00e7a Dabkeh como arma de resist\u00eancia cultural em Lisboa"},"content":{"rendered":"\n<p>A dan\u00e7a Dabkeh, que tem ra\u00edzes profundas na hist\u00f3ria e na comunidade palestiniana, \u00e9 uma express\u00e3o vibrante da identidade cultural e da resist\u00eancia de um povo que continua a lutar contra tentativas de apagamento e desumaniza\u00e7\u00e3o. De dedos entrela\u00e7ados, passos ritmados e ombros unidos, os dan\u00e7arinos simbolizam a for\u00e7a da unidade e o apoio da comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCada passo que damos \u00e9 uma liga\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica com a nossa terra ancestral\u201d, afirma Nour El Tibi. \u201cO Dabkeh n\u00e3o \u00e9 apenas uma dan\u00e7a, \u00e9 uma forma de manter vivo o esp\u00edrito do nosso povo e a nossa conex\u00e3o com a Palestina.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de ser uma tradi\u00e7\u00e3o folcl\u00f3rica, o Dabkeh tem uma origem que remonta \u00e0s pr\u00e1ticas comunit\u00e1rias, como a constru\u00e7\u00e3o de telhados nas aldeias palestinianas, onde toda a comunidade participava batendo o barro com os p\u00e9s. Com o tempo, tornou-se um s\u00edmbolo de resist\u00eancia e desafio face \u00e0 opress\u00e3o, e hoje \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de preservar a cultura e a hist\u00f3ria de um povo amea\u00e7ado por um genoc\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale a pena relembrar Edward Said que, na sua obra Orientalismo, denuncia o processo de desumaniza\u00e7\u00e3o que o Ocidente tem desenvolvido sobre os povos do M\u00e9dio Oriente, construindo uma vis\u00e3o que os representa como irracionais e culturalmente inferiores. Representa\u00e7\u00e3o essa que foi usada para justificar a domina\u00e7\u00e3o colonial e imperialista facilitando o controle e explora\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o e a marginaliza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo Handala \u00e9 composto por dan\u00e7arinos de diferentes origens, todos unidos pela vontade de libertar a Palestina do colonialismo e da opress\u00e3o, e pela preserva\u00e7\u00e3o da sua rica heran\u00e7a cultural. \u201cDan\u00e7amos para lembrar ao mundo que a Palestina est\u00e1 viva, de min el mayyeh lal mayyeh \u2014 da \u00e1gua ao mar\u201d, ensinou-nos Nour El Tibi, citando um dos gritos de resist\u00eancia mais conhecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo Handala, ao dan\u00e7ar, mant\u00e9m viva a mem\u00f3ria hist\u00f3rica e cultural de uma na\u00e7\u00e3o em luta.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo Handala est\u00e1 presente no Instagram atrav\u00e9s da conta @handala.dabke.pt, onde faz a divulga\u00e7\u00e3o das atividades e eventos. Este m\u00eas, j\u00e1 realiz\u00e1mos apresenta\u00e7\u00f5es na Casa do Comum, em Lisboa, e na Casa da Juventude, em Sintra. Em Novembro iremos abrir novas inscri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 \u00e0s quintas-feiras que o grupo Handala se re\u00fane na Voz do Oper\u00e1rio, em Lisboa, para dan\u00e7ar Dabkeh sob a orienta\u00e7\u00e3o de Nour El Tibi, descendente de sobreviventes da Nakba, a cat\u00e1strofe que for\u00e7ou a expuls\u00e3o de centenas de milhares de palestinianos das suas terras em 1948. Atrav\u00e9s desta dan\u00e7a folcl\u00f3rica, o grupo celebra a cultura palestiniana e, ao mesmo tempo, faz da dan\u00e7a uma arma de resist\u00eancia cultural contra o genoc\u00eddio em curso contra o povo da Palestina e, mais recentemente, tamb\u00e9m contra o L\u00edbano.<\/p>\n","protected":false},"author":134,"featured_media":8543,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[43],"tags":[],"coauthors":[231],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8542"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/134"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8542"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8542\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8654,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8542\/revisions\/8654"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8543"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8542"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8542"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8542"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=8542"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}