{"id":8477,"date":"2024-10-16T11:10:49","date_gmt":"2024-10-16T11:10:49","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=8477"},"modified":"2024-10-16T11:10:50","modified_gmt":"2024-10-16T11:10:50","slug":"a-febre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2024\/10\/16\/a-febre\/","title":{"rendered":"A febre"},"content":{"rendered":"\n<p>A febre ajuda a combater a infe\u00e7\u00e3o, sendo a sua gest\u00e3o o que nos propomos desenvolver, baseando-nos em orienta\u00e7\u00f5es publicadas pela Dire\u00e7\u00e3o Geral da Sa\u00fade e Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>A febre \u00e9 o aumento de pelo menos 1\u00baC na temperatura habitual da pessoa. Genericamente, considera-se que qualquer medi\u00e7\u00e3o acima de 38\u00ba C corresponde a febre, mas devem considerar-se tamb\u00e9m outros sinais e sintomas. Muitas vezes ocorre acompanhada de aumento da frequ\u00eancia card\u00edaca, cansa\u00e7o, calafrio, extremidades frias&#8230; O desconforto que causam deve ser considerado para a forma como vamos gerir a febre.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Medir a febre<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para avaliar a temperatura existem diversos term\u00f3metros (estando desaconselhados os antigos de merc\u00fario) e diversos locais de medi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o habitualmente mais utilizadas a via retal (aconselhada em crian\u00e7as at\u00e9 aos 3 anos), a via axilar (menos precisa, mas muito pr\u00e1tica) e a via timp\u00e2nica (na orelha, precisa mas s\u00f3 aconselhada em crian\u00e7as com mais de 3 anos).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cuidar da crian\u00e7a com febre<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Gerir e tratar a febre na crian\u00e7a pode ser um desafio. \u00c9 importante consider\u00e1-la uma forma de rea\u00e7\u00e3o do corpo e tamb\u00e9m de monitorizar a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. Se tem febre \u00e9 porque a infe\u00e7\u00e3o persiste.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante manter a crian\u00e7a com roupa fresca e num ambiente n\u00e3o muito aquecido. E \u00e9 indispens\u00e1vel oferecer \u00e1gua ou leite materno frequentemente.<\/p>\n\n\n\n<p>O tratamento da febre n\u00e3o encurta a dura\u00e7\u00e3o dos dias de febre nem contribui para a resolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. Quando o term\u00f3metro aponta valor de febre \u00e9 essencial avaliar o conforto da crian\u00e7a e vigiar se surgem mais sinais de alerta.<\/p>\n\n\n\n<p>Se est\u00e1 desconfort\u00e1vel deve tomar um antipir\u00e9tico, sendo o mais utilizado o paracetamol em suposit\u00f3rio, xarope ou comprimido, de acordo com a capacidade de ingest\u00e3o da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos de alergia ao paracetamol ou febre com desconforto com intervalos inferiores a 6 horas poder\u00e1 administrar-se ibuprofeno, contudo este est\u00e1 desaconselhado na varicela e na idade inferior a 6 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>O antipir\u00e9tico \u00e9 eficaz se baixar a temperatura de 1,0 a 1,5\u00ba C em 2 a 3 horas e aliviar o desconforto.<\/p>\n\n\n\n<p>Na crian\u00e7a, a febre reveste-se de ainda mais cuidados e preocupa\u00e7\u00f5es. As convuls\u00f5es febris nas crian\u00e7as est\u00e3o associadas a predisposi\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica e s\u00e3o pouco frequentes (menos de 1% dos epis\u00f3dios febris at\u00e9 aos 2 anos de idade).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao surgirem pela primeira vez, s\u00e3o consideradas uma situa\u00e7\u00e3o emergente de sa\u00fade, devendo ser contactado o 112. O tratamento da febre n\u00e3o serve para prevenir convuls\u00f5es febris. Perante este acontecimento s\u00f3 resta diminuir a temperatura com medica\u00e7\u00e3o retal o mais r\u00e1pido poss\u00edvel (j\u00e1 que a crian\u00e7a n\u00e3o vai conseguir ingerir pela boca) e minimizar as consequ\u00eancias da convuls\u00e3o, como evitar que a crian\u00e7a se magoe por queda ou ao embater contra superf\u00edcies durante as contra\u00e7\u00f5es musculares involunt\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 desaconselhado arrefecer a crian\u00e7a para baixar a temperatura atrav\u00e9s de banhos, compressas embebidas em \u00e1lcool ou ventoinhas. Estas medidas n\u00e3o s\u00e3o eficazes e s\u00e3o desconfort\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Os sinais tranquilizadores na exist\u00eancia de febre s\u00e3o a crian\u00e7a que brinca e mant\u00e9m uma atividade quase normal nos intervalos da febre, come menos mas ingere l\u00edquidos e acalma ao colo.<\/p>\n\n\n\n<p>De qualquer forma a crian\u00e7a est\u00e1 mais fr\u00e1gil e precisa de dormir e descansar mais para recuperar, sendo adequado manter-se em casa, junto da fam\u00edlia que a tranquiliza, avaliar com mais precis\u00e3o sinais de alarme e a acarinhar adequadamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o interesse da crian\u00e7a, individualmente, e da sa\u00fade p\u00fablica geral, \u00e9 necess\u00e1rio o acesso a medica\u00e7\u00e3o adequada de forma gratuita, acesso simples no servi\u00e7o nacional de sa\u00fade a consultas n\u00e3o programadas sem ser em contexto de urg\u00eancia hospitalar e a possibilidade efetiva dos adultos de refer\u00eancia se ausentarem do trabalho para assist\u00eancia \u00e0s crian\u00e7as, sem repres\u00e1lias (no sal\u00e1rio, na avalia\u00e7\u00e3o de desempenho, no trabalho acumulado&#8230;).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A febre \u00e9 um sinal de alarme fisiol\u00f3gico. \u00c9 uma resposta normal do corpo humano a v\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es, sendo a mais frequente a infe\u00e7\u00e3o por v\u00edrus ou bact\u00e9rias.<\/p>\n","protected":false},"author":97,"featured_media":8478,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"coauthors":[194],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8477"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/97"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8477"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8477\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8480,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8477\/revisions\/8480"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8478"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8477"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8477"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8477"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=8477"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}