{"id":7752,"date":"2024-03-05T15:06:31","date_gmt":"2024-03-05T15:06:31","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=7752"},"modified":"2024-03-05T15:06:32","modified_gmt":"2024-03-05T15:06:32","slug":"viveram-se-tempos-dificeis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2024\/03\/05\/viveram-se-tempos-dificeis\/","title":{"rendered":"Viveram-se Tempos Dif\u00edceis,"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>de Aguinaldo Cabral<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essa mem\u00f3ria, transposta em livro, \u00e9 essencial para o entendimento cabal do que foram os anos terr\u00edveis dos consulados de Salazar e Caetano, passando esse conhecimento, de forma perene, \u00e0s gera\u00e7\u00f5es vindouras.<\/p>\n\n\n\n<p>O livro de Aguinaldo Cabral,&nbsp;<em>Viveram-se Tempos Dif\u00edceis<\/em>, vai nesse sentido, o de contar, de uma forma muito realista, o que foram os tempos vividos durante os tempos duros do fascismo, nomeadamente por uma classe que poderia, pelas suas origens, quedar-se alheia a essas lutas. Aguinaldo Cabral, filho do grande escritor Alexandre Cabral, estudante de medicina, n\u00e3o o deixou de fazer, estando desde muito novo ao lado dos trabalhadores nas suas lutas e nas suas justas reivindica\u00e7\u00f5es, arriscando.<\/p>\n\n\n\n<p>Nascido em Lisboa em 1939, j\u00e1 com o Estado Novo em pleno funcionamento e as suas pol\u00edticas repressivas em activo de ignom\u00ednia, m\u00e9dico especialista em Pediatria M\u00e9dica, trabalhou na Unidade de Doen\u00e7as Metab\u00f3licas do Servi\u00e7o de Pediatria do Hospital de Santa Maria, da qual foi um dos principais respons\u00e1veis. Ainda enquanto estudante, aderiu em 1960 ao PCP, participando activamente na crise acad\u00e9mica de 1962, sendo um dos 81 estudantes que ocuparam a Cantina da Cidade Universit\u00e1ria, na qual iniciaram uma greve de fome protestando pelas condi\u00e7\u00f5es do ensino e da falta de liberdade em Portugal. Foi preso pol\u00edtico em 1965, estando nas masmorras do Aljube e Caxias.<\/p>\n\n\n\n<p>Este livro&nbsp;<em>Viveram-se Tempos Dif\u00edceis,&nbsp;<\/em>fala desses dias de brasa, das quest\u00f5es da vida em clima de opress\u00e3o, das condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o em tempos de fascismo, da Guerra Colonial e do modo como, apesar das pris\u00f5es e do cerco, era poss\u00edvel respirar, lutar, ter ideais de fraternidade, de liberdade e sonhar com dias mais largos e felizes, criar bases para um futuro sem pris\u00f5es nem algemas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os onze contos que constituem este livro, escritos entre 2021 e 2023, j\u00e1 com o m\u00e9dico Aguinaldo Cabral jubilado, s\u00e3o contos autobiogr\u00e1ficos, nos quais o narrador assume a identidade do autor, dado que todos eles v\u00e3o escritos na primeira pessoa. S\u00e3o contos modelares de coragem e de afirma\u00e7\u00e3o de uma vida plena, vivida com a luta por dias mais justos mas, igualmente, com j\u00fabilo, fraternidade e amor.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Viveram-se Tempos Dif\u00edceis,\u00a0<\/em>de Aguinaldo Cabral, \u00e9 um testemunho, mais um, que percorre, com assertivo empenho da mem\u00f3ria, a denuncia do que foi o regime d\u00e9spota derrubado h\u00e1 50 Anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>50 anos ap\u00f3s o dia inteiro e limpo, ser\u00e1 o espa\u00e7o para a mem\u00f3ria, para o balan\u00e7o do que foram estas cinco d\u00e9cadas mas, sobretudo, para o processo memorial\u00edstico dos anos anteriores ao 25 de Abril de 1974, feito pela gera\u00e7\u00e3o que lutou contra o fascismo, que esteve presa nas masmorras da PIDE, que se exiliou, que esteve a contragosto numa guerra longa e injusta nas col\u00f3nias. <\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":7754,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[48],"tags":[],"coauthors":[108],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7752"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7752"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7752\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7756,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7752\/revisions\/7756"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7754"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7752"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7752"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7752"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=7752"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}