{"id":7681,"date":"2024-03-05T11:33:52","date_gmt":"2024-03-05T11:33:52","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=7681"},"modified":"2024-03-27T15:34:35","modified_gmt":"2024-03-27T15:34:35","slug":"os-trabalhadores-sao-a-parte-fundamental-do-bom-que-existe-nas-nossas-vidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2024\/03\/05\/os-trabalhadores-sao-a-parte-fundamental-do-bom-que-existe-nas-nossas-vidas\/","title":{"rendered":"\u201cOs trabalhadores s\u00e3o a parte fundamental do bom que existe nas nossas vidas\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"pergunta\">Tiago, tem origens oper\u00e1rias? Fale-nos um pouco do seu percurso pessoal e sindical.<\/p>\n\n\n\n<p>Entrei para o mundo do trabalho muito cedo, com 16 anos. Na altura para ajudar a n\u00edvel familiar. Fui para uma empresa de carpintaria, estive l\u00e1 uns meses. Entretanto saio, e entro para uma empresa de quadros el\u00e9tricos industriais, para ajudante de pintor. Tamb\u00e9m fico uns meses. Depois surge a oportunidade de entrar para um curso de forma\u00e7\u00e3o profissional de eletromec\u00e2nica. Tinha acabado de tirar o 9\u00ba ano, e isto era na perspetiva de conseguir completar depois o 12\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto surge a hip\u00f3tese de entrar para o AutoSueco, que estavam a pedir aprendizes de mec\u00e2nico. Fui fazer os testes. Ajudou muito o passado que tinha com o meu pai, que era serralheiro. Portanto quando fui fazer os exames, j\u00e1 conhecia as ferramentas todas que eles me apresentaram, j\u00e1 sabia os procedimentos e consigo entrar. Isto em 98, tinha eu 17 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A AutoSueco, na altura, era das empresas do ramo autom\u00f3vel com maior estrutura sindical. Quem entrava l\u00e1 n\u00e3o tinha hip\u00f3tese de n\u00e3o ter esse primeiro contacto.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 aqui um momento que \u00e9 importante. Quando entrei para a AutoSueco, entr\u00e1mos tr\u00eas, com contrato de seis meses, renov\u00e1vel por tr\u00eas vezes. No final da renova\u00e7\u00e3o, a empresa pretendia despedir um de n\u00f3s. S\u00f3 que faz a carta de cessa\u00e7\u00e3o de contrato fora de prazo. E o sindicato aborda a empresa a dizer \u201ceste despedimento \u00e9 ilegal, queiram repor a legalidade, o trabalhador n\u00e3o pode ser despedido\u201d. E o Bruno &#8211; chamava-se Bruno &#8211; fica nos quadros da empresa por for\u00e7a da interven\u00e7\u00e3o do sindicato. N\u00f3s t\u00ednhamos na altura 17 anos, isto para n\u00f3s teve um impacto tremendo.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois vou para a tropa, em 99. Regresso em 2000 \u00e0 empresa. Penso que foi em 2003 que fui eleito delegado sindical. Foi um processo normal, plen\u00e1rios, a\u00e7\u00e3o reivindicativa. Grandes lutas que fizemos l\u00e1, \u00e9 uma empresa com ra\u00edzes de luta. E em 2006, integro a tempo inteiro o sindicato dos metal\u00fargicos. Passado um tempo, entro para a Uni\u00e3o de Sindicatos do Porto, como dirigente. Na altura o coordenador era o Jo\u00e3o Torres, e eu substituo-o, em 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da\u00ed estive na coordena\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o, entro para o Conselho Nacional da CGTP e para a sua Comiss\u00e3o Executiva. E os camaradas\u2026 que ainda h\u00e3o-de perceber o erro que cometeram [risos] decidiram que eu teria condi\u00e7\u00f5es para assumir a tarefa que me atribu\u00edram agora.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>O compromisso com a CGTP \u00e9 um compromisso muito grande<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">E que significado \u00e9 que tem isso para si?<\/p>\n\n\n\n<p>Uma responsabilidade enorme. Um receio enorme de falhar com aqueles que apostaram em mim, porque o compromisso com a CGTP \u00e9 um compromisso muito grande.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas deixe-me dizer, aquilo que aqui nos satisfaz como pessoas n\u00e3o \u00e9 a procura de atingir qualquer tipo de cargo. A gente est\u00e1 num cargo porque algu\u00e9m decidiu que a gente tem de assumir aquela tarefa. O que mais nos satisfaz, pelo trabalho que fazemos, \u00e9 a interven\u00e7\u00e3o di\u00e1ria nos locais de trabalho. Por exemplo, quando me sento num plen\u00e1rio com os trabalhadores da minha empresa, que no dia do Congresso estiveram em greve. Falar com os trabalhadores, ouvir os seus problemas, construir a unidade, o sentido de coletivo, o sentimento de que \u00e9 poss\u00edvel chegar mais longe nas conquistas e quando a gente consegue atingir os objetivos, fruto desta a\u00e7\u00e3o\u2026 \u00e9 isto que nos completa e que nos faz sentir bem. N\u00e3o \u00e9 atribui\u00e7\u00e3o de qualquer posto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Quais \u00e9 que diria que s\u00e3o as principais prioridades para o mandato?<\/p>\n\n\n\n<p>Houve uma prepara\u00e7\u00e3o muito cuidada deste Congresso, no que diz respeito \u00e0 discuss\u00e3o com os trabalhadores nos locais de trabalho, nas dire\u00e7\u00f5es dos sindicatos, nas dire\u00e7\u00f5es das federa\u00e7\u00f5es, das uni\u00f5es. E essa prepara\u00e7\u00e3o permitiu que o n\u00edvel de interven\u00e7\u00f5es que tivemos fosse de uma particular eleva\u00e7\u00e3o no que diz respeito ao conhecimento dos problemas que existem nos locais de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>O que \u00e9 que saltou mais? Que existe uma completa desregula\u00e7\u00e3o, um completo afastamento, um completo ataque a todos os n\u00edveis no mundo do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>70% dos v\u00ednculos assinados, neste momento, s\u00e3o v\u00ednculos de trabalho prec\u00e1rio. Isto reflete a dimens\u00e3o de uma pol\u00edtica que tem como objetivo concreto fragilizar as rela\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nada em concreto que a gente possa sinalizar que n\u00e3o afete outras \u00e1reas das nossas vidas. A quest\u00e3o do m\u00eas ter dias a mais para o sal\u00e1rio que temos; a desvaloriza\u00e7\u00e3o do trabalho e dos trabalhadores; a desregula\u00e7\u00e3o dos hor\u00e1rios de trabalho, com esta tentativa de normalizar o trabalho aos fins de semana, aos dias de feriados; a implementa\u00e7\u00e3o de bancos de horas, de adaptabilidades, a completa desregula\u00e7\u00e3o entre vida pessoal e familiar com a vida do trabalho \u2013 s\u00e3o coisas que vieram profundamente ao nosso Congresso. A precariedade\u2026 70% dos v\u00ednculos assinados, neste momento, s\u00e3o v\u00ednculos de trabalho prec\u00e1rio. Isto reflete a dimens\u00e3o de uma pol\u00edtica que tem como objetivo concreto fragilizar as rela\u00e7\u00f5es de trabalho. Basta ir a qualquer local de trabalho para sentir que um trabalhador com um v\u00ednculo de trabalho prec\u00e1rio tem muitas mais dificuldades de organiza\u00e7\u00e3o, de se fazer ouvir, de sentir o esp\u00edrito de unidade que um trabalhador que tem estabilidade contratual, estabilidade na sua vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, quais s\u00e3o as principais linhas orientadoras para o futuro? Uma luta geral em torno de romper com uma pol\u00edtica de anos de desvaloriza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 fruto do nosso trabalho que nada nos falta, a quest\u00e3o da pandemia demonstrou isso. N\u00e3o foi preciso estar nenhum patr\u00e3o no posto de trabalho. Aquilo que n\u00e3o p\u00f4de faltar foram os caixas de supermercado, os repositores de supermercado, os trabalhadores da ind\u00fastria de conservas. Isto demonstrou que s\u00e3o os trabalhadores a parte fundamental na constru\u00e7\u00e3o de tudo o que de bom existe nas nossas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Quais s\u00e3o as principais barreiras, hoje em dia, que enfrenta o sindicalismo nos locais de trabalho?<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o v\u00e1rias. A come\u00e7ar pela quest\u00e3o da precariedade laboral, que est\u00e1vamos a falar, mas tamb\u00e9m por uma linha cont\u00ednua de tentativa da individualiza\u00e7\u00e3o daquilo que s\u00e3o os princ\u00edpios de quem, como seres humanos, somos.<\/p>\n\n\n\n<p>Num debate com uma associa\u00e7\u00e3o empresarial, h\u00e1 pouco tempo, o representante da associa\u00e7\u00e3o empresarial dizia que hoje as rela\u00e7\u00f5es de trabalho s\u00e3o muito melhores porque permitem ao trabalhador negociar o seu contrato de trabalho. Nada mais falso que isto. A gente percebe quem \u00e9 a parte mais fraca nesse tipo de negocia\u00e7\u00e3o, sabe quem que \u00e9 que precisa do posto de trabalho. \u00c9 necess\u00e1rio desconstruir esta ideia das rela\u00e7\u00f5es individuais de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">H\u00e1 quem veja o sindicato como uma esp\u00e9cie de prestador de servi\u00e7os. Tamb\u00e9m h\u00e1 quem diga que as ordens profissionais podem substituir o papel dos sindicatos.<\/p>\n\n\n\n<p>Compete-nos a n\u00f3s, sempre que chegar um trabalhador \u00e0 nossa beira, n\u00e3o assumir o sindicato exatamente como um prestador de servi\u00e7os. Por exemplo, quando um trabalhador se dirige ao sindicato com um problema, o dirigente sindical tem a obriga\u00e7\u00e3o de o escutar, e n\u00e3o encaminhar esse problema para qualquer tipo de solu\u00e7\u00e3o jur\u00eddica sem antes perceber se n\u00e3o existe uma solu\u00e7\u00e3o sindical. Porque o problema daquele trabalhador, que para ele \u00e9 um problema pessoal, pode ser um problema coletivo para muitos trabalhadores daquele local de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Relativamente \u00e0s ordens, a realidade vai desconstruir essa ideia, at\u00e9 por aquilo que tem sido o papel de algumas no que diz respeito a posicionarem-se do lado dos trabalhadores. As ordens t\u00eam uma fun\u00e7\u00e3o, os sindicatos t\u00eam outra. Por exemplo, os arquitetos fundaram h\u00e1 ano e meio, dois anos, o seu pr\u00f3prio sindicato, o Sintarq, que est\u00e1 a ter uma evolu\u00e7\u00e3o muito positiva, j\u00e1 com uma forte organiza\u00e7\u00e3o. Estiveram presentes no Congresso, com uma interven\u00e7\u00e3o fant\u00e1stica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Apesar da maioria absoluta do PS, entr\u00e1mos num quadro de grande instabilidade pol\u00edtica e que se pode agravar ainda mais. H\u00e1 agora elei\u00e7\u00f5es. Como \u00e9 que olha para a atual situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica?<\/p>\n\n\n\n<p>Na interven\u00e7\u00e3o de encerramento do Congresso, a leitura que se tentou passar foi a necessidade de n\u00e3o contextualizar s\u00f3 no momento atual, mas no que tem sido o seguimento de mais de 40 anos de pol\u00edtica que nos tem penalizado, e muito, enquanto trabalhadores, reformados, pensionistas e jovens. H\u00e1 uma coisa que os trabalhadores t\u00eam que perceber: qualquer problema que encontram diariamente no seu local de trabalho, quando v\u00e3o ao Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade e v\u00eaem que n\u00e3o h\u00e1 capacidade de resposta, ou que a Escola n\u00e3o tem capacidade de resposta, ou quando se escuta sobre a insustentabilidade da Seguran\u00e7a Social, t\u00eam de perceber que tudo isto vem de decis\u00f5es pol\u00edticas. Decis\u00f5es pol\u00edticas que n\u00e3o come\u00e7aram agora, t\u00eam dezenas de anos e nos conduzem hoje a uma degrada\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de vida e de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>[O PS] Optou por uma pol\u00edtica de contas certas \u00e0 custa dos trabalhadores e dos pensionistas <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Demonstrativo disto \u00e9 o processo de 2015. V\u00ednhamos de um governo do PSD\/CDS com orienta\u00e7\u00f5es espec\u00edficas no processo da Troika, de degrada\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de vida e de trabalho. A invers\u00e3o de pol\u00edticas, s\u00f3 poss\u00edvel no quadro pol\u00edtico que se encontrou em 2015, fruto da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as na Assembleia da Rep\u00fablica, com o Partido Comunista Portugu\u00eas, o Bloco de Esquerda e os Verdes, permitiu perceber que \u00e9 poss\u00edvel ir mais longe. \u00c9 poss\u00edvel recuperar direitos e o pa\u00eds continuar a crescer. \u00c9 poss\u00edvel aumentar sal\u00e1rios e o pa\u00eds continuar a crescer. \u00c9 poss\u00edvel criar melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e trabalho, para os reformados, para os pensionistas e o pa\u00eds continuar a crescer.<\/p>\n\n\n\n<p>O Partido Socialista com a maioria absoluta foi um partido que se isolou completamente daquilo que s\u00e3o os problemas. N\u00e3o teve resposta. Optou por uma pol\u00edtica de contas certas \u00e0 custa dos trabalhadores e dos pensionistas e, portanto, criou as condi\u00e7\u00f5es para que agora estejamos \u00e0 porta das elei\u00e7\u00f5es no dia 10 de mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os trabalhadores t\u00eam que olhar para o dia 10 como um dia de luta, como se fosse qualquer outro dia, \u00e0 porta da sua empresa, a lutar por melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, \u00e0 porta do Centro de Sa\u00fade, a lutar por uma resposta melhor do Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade, \u00e0 porta de uma escola, a lutar pelos direitos dos professores, pelo direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o para todos. Temos que olhar para todos estes processos e questionar: queremos uma invers\u00e3o de pol\u00edticas, queremos garantir melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e de trabalho para a grande maioria que s\u00e3o os trabalhadores e o povo ou queremos uma continua\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">A n\u00edvel internacional estamos a viver um per\u00edodo de grandes turbul\u00eancias. E tamb\u00e9m de r\u00e1pidas mudan\u00e7as, incluindo o perigo de uma guerra a uma larga escala. De que forma \u00e9 que o movimento sindical pode intervir neste contexto?<\/p>\n\n\n\n<p>Temos que continuar a trilhar este caminho de solidariedade internacionalista, discutindo a nossa posi\u00e7\u00e3o e a nossa vis\u00e3o com todas as organiza\u00e7\u00f5es a n\u00edvel internacional, procurando incutir a mensagem da paz, de que \u00e9 preciso encontrar mecanismos que conduzam \u00e0 paz e n\u00e3o mecanismos que procurem intensificar os conflitos, intensificar e prolongar as guerras, porque as mesmas apenas t\u00eam como objetivo satisfazer os interesses imperialistas. Acho que \u00e9 esta comunh\u00e3o de vis\u00f5es que uma organiza\u00e7\u00e3o como a CGTP tem. E a sua import\u00e2ncia e a sua dimens\u00e3o de transmitir a outras organiza\u00e7\u00f5es. E obviamente a discuss\u00e3o nos locais de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o de Abril traduziu-se nas mais importantes conquistas laborais da nossa hist\u00f3ria e a CGTP-IN \u00e9 filha desse processo revolucion\u00e1rio. Qual \u00e9 o reflexo, hoje, dessa heran\u00e7a no movimento sindical?<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 uma Central Sindical constru\u00edda da base, conquistando o seu percurso nos sindicatos. Foi uma decis\u00e3o pol\u00edtica dos trabalhadores, na altura, a de que n\u00e3o ir\u00edamos fundar sindicatos paralelos aos que j\u00e1 existiam, mas sim tomar pela for\u00e7a dos trabalhadores, pela for\u00e7a da organiza\u00e7\u00e3o, os sindicatos corporativistas, que estavam sob a al\u00e7ada do Estado. E isto ainda hoje tem um impacto enorme na hist\u00f3ria da CGTP, nas ra\u00edzes que constitu\u00edram esta central. Somos herdeiros dessa luta. E se hoje somos quem somos foi porque nunca abdic\u00e1mos dos princ\u00edpios que nos constitu\u00edram.<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos a discutir um conjunto de atividades em torno dos 50 anos. Mas o momento fundamental que temos pela frente \u00e9 a mobiliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores para que haja nas ruas uma grande dimens\u00e3o de massas na afirma\u00e7\u00e3o dos valores de Abril, principalmente no momento em que o ataque ao que foram as conquistas de Abril \u00e9 enorme, \u00e0quilo que foi a luta de um povo contra o fascismo, pela conquista da democracia e de uma vida melhor. E estes 50 anos, para n\u00f3s, t\u00eam que ter muito significado e temos que ter muita gente na rua no 25 de abril.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tiago Oliveira, acaba de ser eleito, em congresso, secret\u00e1rio-geral da maior central sindical do pa\u00eds. Com origens oper\u00e1rias e uma vasta experi\u00eancia na organiza\u00e7\u00e3o sindical, aceita o desafio com o peso da responsabilidade que lhe est\u00e1 inerente. Nesta entrevista, faz o diagn\u00f3stico da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e aponta as principais linhas de ac\u00e7\u00e3o. Afirma que a comemora\u00e7\u00e3o dos 50 anos do 25 de Abril passa essencialmente pela \u201cmobiliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores para que haja nas ruas uma grande dimens\u00e3o de massas na afirma\u00e7\u00e3o dos valores de Abril.\u201d<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":7682,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[44],"tags":[],"coauthors":[71],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7681"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7681"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7681\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7862,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7681\/revisions\/7862"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7682"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7681"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7681"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7681"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=7681"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}