{"id":7627,"date":"2024-02-07T14:10:59","date_gmt":"2024-02-07T14:10:59","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=7627"},"modified":"2024-03-05T11:59:17","modified_gmt":"2024-03-05T11:59:17","slug":"o-negocio-que-nao-serve-o-jornalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2024\/02\/07\/o-negocio-que-nao-serve-o-jornalismo\/","title":{"rendered":"O neg\u00f3cio que\u00a0n\u00e3o serve o jornalismo"},"content":{"rendered":"\n<p>O Congresso dos Jornalistas, realizado no in\u00edcio do ano no Cinema S. Jorge, concluiria que o jornalismo nacional vive em \u201cestado de emerg\u00eancia\u201d. Uma emerg\u00eancia em que o epis\u00f3dio mais recente ocorreu no grupo Global M\u00e9dia. Mal empossada, a nova administra\u00e7\u00e3o deixava de pagar sal\u00e1rios e anunciava mais uma onda de despedimentos coletivos nas reda\u00e7\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o do grupo (DN, JN, A\u00e7oriano Oriental, Jogo, TSF, Dinheiro Vivo). Nada que outros j\u00e1 n\u00e3o tenham experimentado. A crise sempre como antec\u00e2mara de despedimentos. No Grupo Trust in News, detida por Lu\u00eds Delgado, os trabalhadores da Vis\u00e3o e Jornal de Letras recebiam sal\u00e1rios com atraso desde novembro de 2023. A greve avan\u00e7aria a 10 de janeiro, com uma ades\u00e3o massiva e a manifesta\u00e7\u00e3o de apoio de outros camaradas. Mas est\u00e1 sempre presente a ideia de um neg\u00f3cio em decl\u00ednio, que arrasta para a cova uma agonizante profiss\u00e3o como legenda da crise. E s\u00e3o de facto os jornais um neg\u00f3cio falido? E a profiss\u00e3o de jornalista est\u00e1 condenada a morrer?<\/p>\n\n\n\n<p>Alfredo Maia, com uma carreira de jornalista no JN, professor, mas tamb\u00e9m presidente do Sindicato dos Jornalistas entre 2000 e 2015 n\u00e3o concorda: \u201cN\u00e3o, nem uma coisa nem outra. Assim sejam capazes de reencontrar-se, com imagina\u00e7\u00e3o e honestidade, com os seus leitores, e assim que recuperem o controlo da distribui\u00e7\u00e3o, independentemente das plataformas, os jornais voltar\u00e3o a ser uma atividade interessante\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 profiss\u00e3o, Maia acredita que o jornalismo vai sobreviver se se \u201crecentrar na sua miss\u00e3o de media\u00e7\u00e3o com objetivos claros de informar e de contribuir para uma cidadania esclarecida e n\u00e3o manipulada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Pedro Tadeu, antigo subdiretor do Di\u00e1rio de Not\u00edcias e diretor da ag\u00eancia Global Imagens, n\u00e3o acredita que o jornalismo desapare\u00e7a, ainda que \u201cas condi\u00e7\u00f5es de trabalho estejam a ser profundamente alteradas e degradadas, o que \u00e9 grave\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Pedro Tadeu h\u00e1 um problema no neg\u00f3cio dos jornais que resulta das \u201ctransforma\u00e7\u00f5es dos h\u00e1bitos sociais que afastam as pessoas da sua leitura\u201d e um problema do sistema de educa\u00e7\u00e3o, de falta de capacidade cr\u00edtica: \u201cAs pessoas sentem-se satisfeitas com a pouca informa\u00e7\u00e3o ou com a informa\u00e7\u00e3o pouco qualificada que recebem atrav\u00e9s do telem\u00f3vel ou atrav\u00e9s das redes sociais e n\u00e3o veem no jornalismo uma necessidade para o enriquecimento pessoal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Falando do neg\u00f3cio dos jornais, Pedro Tadeu considera que, \u201cem Portugal, deixou de interessar \u00e0s grandes empresas porque, do ponto de vista propagand\u00edstico e da sua influ\u00eancia pol\u00edtica, as empresas conseguem melhores resultados utilizando os novos meios digitais, nomeadamente as redes sociais\u201d mais eficazes \u201cquer para a sua propaganda, quer para sua influ\u00eancia econ\u00f3mica e pol\u00edtica\u201d. E, sendo assim, \u201ccada vez precisam menos do jornalismo comercial\u201d. Como solu\u00e7\u00e3o defende \u201cuma reconfigura\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio que tem de procurar receitas noutro lado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nuno Ramos de Almeida, editor-chefe do Di\u00e1rio de Not\u00edcias, n\u00e3o subscreve a ideia de que o jornalismo n\u00e3o d\u00ea lucros: \u201cN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel diz\u00ea-lo, apenas \u00e9 poss\u00edvel dizer que n\u00e3o deu lucro aos propriet\u00e1rios dos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social\u201d, diz. E n\u00e3o \u00e9 o mesmo? \u201cN\u00e3o! H\u00e1 aqui um problema na nova forma do capitalismo das grandes corpora\u00e7\u00f5es monopolistas, oligop\u00f3lios, nas redes, nas grandes empresas centradas sobretudo nos Estados Unidos, o jornalismo d\u00e1 imenso lucro. O problema \u00e9 que d\u00e1 lucro ao&nbsp;<em>Facebook<\/em>, ao&nbsp;<em>Instagram<\/em>, ao&nbsp;<em>Google<\/em>. Temos um problema: o mecanismo de produ\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o transformou os produtores de informa\u00e7\u00e3o especializados em produtores gratuitos, para o lucro de terceiros\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O editor-chefe do DN explica: \u201cH\u00e1 cada vez mais publicidade na internet, cada vez menos no papel e menos na televis\u00e3o, e o lucro dessa publicidade vai para a internet, n\u00e3o para os produtores de conte\u00fados de internet em cada pa\u00eds, mas para os grandes monop\u00f3lios centrados, sobretudo, nas empresas tecnol\u00f3gicas dos Estados Unidos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nuno Ramos de Almeida defende, portanto, \u201cuma nova ordem internacional do ponto de vista da distribui\u00e7\u00e3o dos lucros das publicidades na internet\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas h\u00e1, sustenta, um segundo problema: \u201cDesde sempre o modelo econ\u00f3mico, industrial do jornalismo foi feito embaratecendo, para o p\u00fablico, aquilo que \u00e9 do jornalismo. Antigamente, no modelo industrial dos jornais, a publicidade tendia a pagar tr\u00eas vezes mais que a venda. E, portanto, as pessoas identificam uma pe\u00e7a jornal\u00edstica com um grande valor de uso, mas com um pequeno valor de troca\u201d. S\u00f3 que, acrescenta, o problema agravou-se com a internet e a divulga\u00e7\u00e3o gratuita desses conte\u00fados. \u201cGanharam-se dois problemas. O primeiro \u00e9 que isso ainda se tornou mais gratuito, porque inicialmente a internet era aberta e, portanto, as pessoas dissociaram o pre\u00e7o do custo do trabalho, da m\u00e3o-de-obra, da criatividade do jornalista, do pagamento\u201d, sendo, portanto, necess\u00e1rio, \u201cum novo modelo de neg\u00f3cio que sustente o jornalismo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pedro Tadeu, lembra que, \u201cum estudo recente da Marketeste conclu\u00eda que s\u00f3 11% dos leitores est\u00e3o dispostos a pagar assinaturas digitais\u201d. Talvez porque, acrescenta, \u201ch\u00e1 um afunilamento de temas, ideol\u00f3gico e de receitas, ou seja, tudo \u00e9 mais pequeno relativamente ao que era h\u00e1 uns anos\u201d. Mas acredita que, \u201cmais tarde ou mais cedo, o capitalismo que \u00e9 um sistema com muitos defeitos e que se baseia na explora\u00e7\u00e3o desenfreado da humanidade, tem de qualquer maneira uma imagina\u00e7\u00e3o prodigiosa para encontrar receitas e a parte de neg\u00f3cio do jornalismo, um dia, encontrar\u00e1 forma de ter as receitas, a dimens\u00e3o e a influ\u00eancia que tamb\u00e9m precisa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A qualidade do jornalismo na internet \u00e9 outro dos problemas que contribuir\u00e1 para a fal\u00eancia do neg\u00f3cio, sustenta Nuno Ramos de Almeida: \u201cConfunde-se a media\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica, trabalhada, aprofundada, com aquilo que qualquer pessoa decide postar na internet\u201d. Isto \u00e9, h\u00e1 incapacidade de distinguir o trigo do joio com culpa para os detentores dos OCS: \u201cQuando entraram em crise, a rea\u00e7\u00e3o dos patr\u00f5es n\u00e3o foi manter a diferen\u00e7a de conte\u00fado e de qualidade e investir nas reda\u00e7\u00f5es, foi, pelo contr\u00e1rio, cortar nas reda\u00e7\u00f5es\u201d, contribuindo para que o produto jornal\u00edstico passasse a ser pouco trabalhado. Por outro lado, diz o editor chefe do DN, \u201cos jornalistas produzem em matilha not\u00edcias que surgem em v\u00e1rios s\u00edtios sem sequer as confirmarem, sem tentarem ver se \u00e9 verdade ou se \u00e9 mentira\u201d, porque existe um modelo que est\u00e1 comprometido com a velocidade da internet. \u201cNa internet tem de ser a grande velocidade para que o primeiro a publicar ganhe mais nas redes sociais e consegue que o seu&nbsp;<em>post<\/em>&nbsp;seja dominante nessa distribui\u00e7\u00e3o. O que \u00e9 que acontece, os jornalistas n\u00e3o confirmam a not\u00edcia, n\u00e3o falam com terceiros, n\u00e3o explicam\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Pedro Tadeu as omiss\u00f5es do jornalismo nacional s\u00e3o imensas: \u201cN\u00e3o temos jornalismo de proximidade, notici\u00e1rio regional, cobertura do territ\u00f3rio, defesa da l\u00edngua portuguesa, diversidade ideol\u00f3gica proporcional representativa dos partidos portugueses, nem das correntes ideol\u00f3gicas que existem em Portugal, n\u00e3o temos notici\u00e1rios do que v\u00e3o fazendo as universidades, associa\u00e7\u00f5es culturais, os sindicatos, associa\u00e7\u00f5es patronais, n\u00e3o temos notici\u00e1rio corrente dos Pa\u00edses de L\u00edngua Oficial Portuguesa, a n\u00e3o ser quando h\u00e1 incidentes de grande gravidade ou de grande impacto pol\u00edtico, n\u00e3o h\u00e1 um jornalismo cr\u00edtico das institui\u00e7\u00f5es europeias\u201d, em suma, \u201ch\u00e1 um conjunto de mat\u00e9rias de interesse p\u00fablico que, por n\u00e3o ser neg\u00f3cio, a natureza do servi\u00e7o privado n\u00e3o vai preencher\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, considera Tadeu, os leitores portugueses est\u00e3o condenados a ficarem privados de \u201cum universo de informa\u00e7\u00e3o pertinente, pol\u00e9mica e que necessita de ser escrutinada\u201d porque o jornalismo privado \u201cnunca ir\u00e1 fazer porque n\u00e3o \u00e9 do seu interesse\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Parece pois uma evid\u00eancia que o modelo de neg\u00f3cio n\u00e3o est\u00e1 a funcionar, seja por perda de controlo da distribui\u00e7\u00e3o, pela altera\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos dos leitores, pela desvaloriza\u00e7\u00e3o do trabalho jornal\u00edstico ou pela canibaliza\u00e7\u00e3o dos lucros por parte das grandes corpora\u00e7\u00f5es monopolistas ou oligop\u00f3lios, pela pouca qualidade de um jornalismo que perdeu o sentido de servi\u00e7o p\u00fablico, a verdade a que os leitores deixaram de sentir a necessidade de beber informa\u00e7\u00e3o nos jornais e o valor facial da not\u00edcia est\u00e1 pelas ruas da amargura. Ent\u00e3o que fazer? Autonomiza-se a profiss\u00e3o e separa-se do neg\u00f3cio? \u201cA menos que sejam inventadas formas de garantir o sustento dos profissionais que n\u00e3o ponham em causa a sua independ\u00eancia, n\u00e3o vejo como seja poss\u00edvel uma \u2018separa\u00e7\u00e3o\u2019 ou uma autonomia econ\u00f3mica dos jornalistas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas de m\u00e9dia. Mas, em qualquer caso, para publicar os seus trabalhos necessitar\u00e3o de um espa\u00e7o, de uma plataforma (um jornal, uma r\u00e1dio, uma televis\u00e3o, um s\u00edtio na internet&#8230;) e de uma estrutura que os suporte e que lhe d\u00ea o respaldo (equipamento, log\u00edstica, sal\u00e1rio, dias de descanso e de f\u00e9rias, etc.) Imprescind\u00edvel\u201d, diz Alfredo Maia.<\/p>\n\n\n\n<p>E pode o jornalista ser uma profiss\u00e3o suportado pelo Estado, como por exemplo os ju\u00edzes? \u201c\u00c9 uma hip\u00f3tese te\u00f3rica que dificilmente vejo resistir a perguntas b\u00e1sicas\u201d, diz Alfredo Maia: \u201cPrimeira: onde, em que e atrav\u00e9s de que \u00f3rg\u00e3os seriam difundidos os seus trabalhos? Segunda: como ressarciriam os OCS o Estado pelos encargos com os jornalistas?\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Pedro Tadeu o problema da cria\u00e7\u00e3o pelo Estado de um jornal p\u00fablico que cumprisse estas fun\u00e7\u00f5es pode criar um outro problema: \u201cficar dependente de um interesse pol\u00edtico de um determinado governo e que, sempre que muda o governo ter de mudar de diretor e de orienta\u00e7\u00e3o editorial.\u201d Mas, desde que isso seja resolvido\u2026 e h\u00e1 v\u00e1rias solu\u00e7\u00f5es, defende: \u201dPode haver um jornal do Estado que n\u00e3o esteja dependente de um ministro ou de um governo, mas de institui\u00e7\u00f5es estatais que n\u00e3o dependam diretamente do governo. Isso pode ser constru\u00eddo. N\u00e3o digo que defenda isto, porque tem de ser bem discutido, pensado e trabalhado, mas porque n\u00e3o um jornal da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Munic\u00edpios? Porque n\u00e3o um jornal do Conselho Econ\u00f3mico e Social? Porque n\u00e3o um jornal dependente da Assembleia da Rep\u00fablica? Ou um jornal que misture Estado e Sociedade Civil? Acho que, de qualquer maneira, \u00e9 necess\u00e1rio criar rapidamente um jornal de servi\u00e7o p\u00fablico que funcione tamb\u00e9m como elemento retificador de v\u00e1rias coisas: das grelhas salariais, que n\u00e3o seja muito baixo de um lado e muito alto do outro, que tenha um comportamento na internet e nas redes sociais que seja pedag\u00f3gico e interativo com os leitores\u201d. Pedro Tadeu defende que \u201cr\u00e1dio, televis\u00e3o p\u00fablicas, a ag\u00eancia noticiosa e um eventual jornal p\u00fablico deviam ter um caderno de encargos mais afinado para os interesses da sociedade, do que tem hoje em dia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Nuno Ramos de Almeida defende apoios cegos do Estado a projeto jornal\u00edsticos, ali\u00e1s como, lembra acontece, por exemplo, no Luxemburgo. \u201cPrimeiro \u00e9 importante desmentir a ideia falsa de que o jornalismo antigamente n\u00e3o estava ligado a interesses. O jornalismo sempre esteve ligado a interesses\u201d, afirma Ramos de Almeida, para quem a diferen\u00e7a substancial entre o que se passava e o que se passa \u00e9 que \u201cantigamente um grupo de jornalistas conseguia fazer um jornal, e, portanto, havia interesses plurais que se podiam expressar, neste momento s\u00f3 o grande capital consegue ter empresas jornal\u00edsticas\u201d, o que se traduz no \u201cafunilamento \u00e0 direita, a favor dos neoliberais que, embora gostassem que fosse sustent\u00e1vel, o seu grande neg\u00f3cio \u00e9 a influ\u00eancia\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, pois, segundo o editor-chefe do DN, \u201cuma incapacidade dos grupos de jornalistas que n\u00e3o t\u00eam uma agenda liberal, de extrema-direita, fascizante, de construir \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social alternativos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nuno Ramos de Almeida defende que para haver uma autonomia dos jornalistas \u201c\u00e9 preciso conseguir modelos de neg\u00f3cio apoiados pelos leitores, o que \u00e9 complicado porque os leitores, mesmo os de esquerda, est\u00e3o habituados a que a informa\u00e7\u00e3o seja parecida com o pre\u00e7o zero\u201d. Ramos de Almeida admite \u201cum modelo de neg\u00f3cio alternativo que tinha de ter uma componente de angaria\u00e7\u00e3o de assinaturas, de publicidade, de patroc\u00ednios, de economia social, mas tamb\u00e9m uma componente p\u00fablica\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Financiada tamb\u00e9m pelo Estado, perguntamos. \u201cSim, o Estado deve considerar que uma informa\u00e7\u00e3o plural \u00e9 um bem democr\u00e1tico essencial e deve haver um conjunto de apoios cegos, aos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social, de modo a conseguir reda\u00e7\u00f5es que tenham, diferentes opini\u00f5es que tenham diferentes trabalhos. N\u00e3o \u00e9 nada de particularmente revolucion\u00e1rio: no Luxemburgo o Estado paga \u00e0s cegas uma parte substancial das reda\u00e7\u00f5es o que faz com que exista um seman\u00e1rio pr\u00f3ximo de um partido parecido com o BE, um di\u00e1rio pr\u00f3ximo do Partido Comunista, e dois ou tr\u00eas ou quatro jornais de v\u00e1rias tend\u00eancias sociais e pol\u00edticas e feitos de forma jornal\u00edstica\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Congresso dos Jornalistas concluiu que o jornalismo nacional vive em \u201cestado de emerg\u00eancia\u201d. A nova administra\u00e7\u00e3o do Global Media deixou de pagar sal\u00e1rios e anunciou mais uma onda de despedimentos coletivos nas reda\u00e7\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o do grupo. Nada que outras reda\u00e7\u00f5es j\u00e1 n\u00e3o tenham experimentado. Para onde caminha, afinal, o jornalismo?<\/p>\n","protected":false},"author":153,"featured_media":7628,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[55],"tags":[],"coauthors":[89],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7627"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/153"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7627"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7627\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7695,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7627\/revisions\/7695"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7628"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7627"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7627"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7627"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=7627"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}