{"id":7579,"date":"2024-01-09T12:29:43","date_gmt":"2024-01-09T12:29:43","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=7579"},"modified":"2024-01-09T12:29:45","modified_gmt":"2024-01-09T12:29:45","slug":"ha-50-anos-alargar-a-luta-em-todas-as-frentes-janeiro-de-1974","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2024\/01\/09\/ha-50-anos-alargar-a-luta-em-todas-as-frentes-janeiro-de-1974\/","title":{"rendered":"H\u00e1 50 anos: Alargar a luta em todas as frentes \/\/ janeiro de 1974"},"content":{"rendered":"\n<p>Em janeiro de 1974, o jornal Avante! custava um escudo e apontava na capa o objetivo para o ano que acabava de come\u00e7ar: \u201cAlargar a luta em todas as frentes\u201d. Segundo o \u00f3rg\u00e3o central dos comunistas, clandestino h\u00e1 mais de quatro d\u00e9cadas, 1973 havia sido um ano caraterizado por \u201cum grande refor\u00e7o da luta da classe oper\u00e1ria e de outras camadas da popula\u00e7\u00e3o contra o fascismo\u201d. Nesse contexto, o secretariado do Comit\u00e9 Central do PCP alertava para as medidas demag\u00f3gicas que o governo fascista preparava para branquear a pol\u00edtica de \u201cexplora\u00e7\u00e3o, de opress\u00e3o e de guerra\u201d em \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n<p>No distrito de Lisboa, as greves oper\u00e1rias alastram pelas f\u00e1bricas da cidade. A intensifica\u00e7\u00e3o da luta verificou-se logo nos primeiros dias de 1974. A 2 de janeiro foi a greve e concentra\u00e7\u00e3o de praticamente todos os oper\u00e1rios da Cometna, de 7 a 9 de janeiro fizeram greve os trabalhadores da Robialac, a 9 os da Dyrup, de 15 a 18 os da Sorefame, a 16 os da Electro-Arco, a 17 os da BIS, da Comportel, do Rossel e novamente os da Cometna, a 17 os da GIL, a 21 os da Melka, a 22 os da CIM, de 26 a 27 os da Tudor, a 28 os da Dialap.<\/p>\n\n\n\n<p>Em pleno fascismo, na Cometna, quase 90% dos trabalhadores assinam um documento a exigir um aumento geral m\u00ednimo de 1500 escudos. Sem resposta da administra\u00e7\u00e3o, decidem parar a f\u00e1brica. Os administradores acabam por aceitar um aumento de 1000 escudos para todos, a maior subida de sempre. A luta salarial ganha for\u00e7a no pa\u00eds. No distrito do Porto, 50 oper\u00e1rios da UTIC fazem uma paralisa\u00e7\u00e3o total por aumento de sal\u00e1rios. Os oper\u00e1rios da F\u00e1brica de Fog\u00f5es Le\u00e3o fazem um abaixo-assinado com 200 assinaturas, exigindo o 3\u00ba feriado a que t\u00eam direito pelo Contrato Coletivo de Trabalho. Cerca de 150 metal\u00fargicos da Empresa Sepsa fazem uma concentra\u00e7\u00e3o, exigindo que o 3\u00ba feriado, a que t\u00eam direito pelo Contrato Coletivo de Trabalho, seja num dia normal de trabalho. A 5 de janeiro, 3 mil metal\u00fargicos participam numa assembleia sindical no pavilh\u00e3o Infante de Sagres. No dia 31, 2 mil pessoas participam numa sess\u00e3o comemorativa do 31 de Janeiro no Coliseu do Porto.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m da metalurgia, nos campos agr\u00edcolas, na marinha mercante, no setor banc\u00e1rio, o descontentamento crescia nos quart\u00e9is onde a guerra colonial recebia cada vez mais contesta\u00e7\u00e3o. No Forte da Ameixoeira, houve levantamento de rancho e na Escola Pr\u00e1tica de Infantaria, em Mafra, uma companhia de cadetes recusou-se a participar no banquete a seguir ao juramento da bandeira gritando \u201cabaixo o fascismo\u201d em frente ao refeit\u00f3rio. Na Academia Militar, a pol\u00edcia militar interveio depois de cerca de 120 alunos terem gritado \u201cabaixo a guerra colonial\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>D\u00e1-se a tomada de posse do General Ant\u00f3nio de Sp\u00ednola como vice-chefe do Estado-Maior General das For\u00e7as Armadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em janeiro de 1974, o jornal Avante! custava um escudo e apontava na capa o objetivo para o ano que acabava de come\u00e7ar: \u201cAlargar a luta em todas as frentes\u201d. 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