{"id":7562,"date":"2024-01-09T12:04:34","date_gmt":"2024-01-09T12:04:34","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=7562"},"modified":"2024-02-09T10:01:16","modified_gmt":"2024-02-09T10:01:16","slug":"crise-no-sns-tambem-revela-casos-de-xenofobia-contra-imigrantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2024\/01\/09\/crise-no-sns-tambem-revela-casos-de-xenofobia-contra-imigrantes\/","title":{"rendered":"Crise no SNS tamb\u00e9m revela casos de xenofobia contra imigrantes"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201cEstive internada no Hospital S\u00e3o Jos\u00e9 por 24 dias devido \u00e0s complica\u00e7\u00f5es de uma pancreatite aguda que necrosou parte do meu p\u00e2ncreas\u201d, conta a chefe de cozinha Bianca Ribeiro, que desde 2021 aguardava por uma cirurgia de retirada da ves\u00edcula atrav\u00e9s do SNS (Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade).<\/p>\n\n\n\n<p>Vivendo em Portugal h\u00e1 quase uma d\u00e9cada a imigrante brasileira de 42 anos afirma ainda que mesmo possuindo trabalho fixo e realizando os descontos regulares para a Seguran\u00e7a Social e Finan\u00e7as at\u00e9 hoje s\u00f3 conseguiu obter um n\u00famero de utente provis\u00f3rio (que a impede de receber parte do seguro pelos dias em que esteve de licen\u00e7a m\u00e9dica), al\u00e9m de n\u00e3o ter acesso ao atendimento nos Centros de Sa\u00fade nem acompanhamento regular com um m\u00e9dico de fam\u00edlia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcabei desenvolvendo uma s\u00edndrome de pancreatite cr\u00f4nica, sendo obrigada a fazer uma dieta espec\u00edfica para o resto da minha vida. Isso poderia ter sido evitado se eu tivesse sido operada h\u00e1 dois anos, durante a primeira interna\u00e7\u00e3o no hospital Santa Maria\u201d, desabafou.<\/p>\n\n\n\n<p>O jovem Theo Azevedo lembra que mesmo possuindo passaporte europeu tamb\u00e9m enfrentou dificuldades para conseguir o seu n\u00famero de utente. O tatuador diz ainda conhecer muitos casos onde as pessoas documentadas n\u00e3o conseguem utilizar o SNS devido \u00e0 longa espera. \u201cUma amiga pr\u00f3xima precisou operar com urg\u00eancia e teve que ir para o particular porque os m\u00e9dicos n\u00e3o marcaram a cirurgia, apenas consulta atr\u00e1s de consulta com a justificativa de que faltavam profissionais\u201d, esclareceu.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Isabel Camarinha, secret\u00e1ria da CGTP-IN (Confedera\u00e7\u00e3o Geral dos Trabalhadores Portugueses \u2014 Intersindical), ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas o SNS tem sofrido com a falta de investimentos e a desvaloriza\u00e7\u00e3o dos seus pr\u00f3prios trabalhadores, provocando um verdadeiro \u00eaxodo de profissionais para hospitais e cl\u00ednicas privadas. Na \u00faltima d\u00e9cada, os<a href=\"https:\/\/setentaequatro.pt\/ensaio\/luta-dos-medicos-contra-propaganda-de-antonio-costa\">&nbsp;<\/a>m\u00e9dicos perderam um quarto do sal\u00e1rio em Portugal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstamos assistindo o Governo entregar aos grupos da sa\u00fade privada grande parte daquilo que deveria ser o SNS a realizar e a garantir. N\u00f3s denunciamos mas exigimos que haja uma ruptura com essa pol\u00edtica que vem sendo seguida e que este governo, formado por maioria absoluta do Partido Socialista (PS), insistiu em continuar\u201d, explicou a l\u00edder sindical antes da dissolu\u00e7\u00e3o do Parlamento portugu\u00eas no \u00faltimo dia 7 de novembro.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de pacientes sem m\u00e9dico de fam\u00edlia em Portugal aumentou 29% no \u00faltimo ano, representando quase 1,7 milh\u00f5es de utentes. Os dados s\u00e3o do pr\u00f3prio portal de transpar\u00eancia do SNS, que aponta como fatores a falta de m\u00e9dicos, sal\u00e1rios insuficientes oferecidos aos profissionais especializados e a alt\u00edssima carga hor\u00e1ria exigida. Em 2022, um especialista rec\u00e9m formado recebia 16,03 euros por hora, valor considerado baixo em compara\u00e7\u00e3o com outros pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 preciso lembrar que h\u00e1 20 anos era a carreira p\u00fablica dos profissionais de sa\u00fade que regulava os valores de mercado destes trabalhadores. Com a n\u00e3o atualiza\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios, os rendimentos ficaram defasados. Hoje, o setor privado consegue atrair os m\u00e9dicos do SNS pagando um pouco mais e oferecendo condi\u00e7\u00f5es de trabalho melhores, pois fica bem barato recrutar esses profissionais\u201d, explica Nuno Miguel Soveral, 49 anos, especialista em Pediatria Geral no Brasil e m\u00e9dico sem especialidade em Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Nuno, a falta de investimento em manuten\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o dos hospitais e centros de sa\u00fade tamb\u00e9m s\u00e3o agravantes que motivam a sa\u00edda de m\u00e9dicos do servi\u00e7o p\u00fablico, j\u00e1 que as estruturas que s\u00e3o reformadas ou constru\u00eddas do zero v\u00e3o quase sempre para a administra\u00e7\u00e3o da iniciativa privada. Ele tamb\u00e9m acredita que a \u00fanica forma de travar esse \u00eaxodo \u00e9 aumentando os ordenados e melhorando as condi\u00e7\u00f5es de trabalho para que esses profissionais permane\u00e7am no SNS e n\u00e3o sejam assediados pelo capital privado.<\/p>\n\n\n\n<p>Sindicatos e entidades ligadas ao setor da sa\u00fade ressaltam ainda que os valores pagos tamb\u00e9m s\u00e3o incompat\u00edveis com aqueles que ocupam uma posi\u00e7\u00e3o que requer responsabilidades cl\u00ednicas e que exige comprometimento em diversos n\u00edveis. \u201cSe as condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o p\u00e9ssimas, se os hor\u00e1rios s\u00e3o longos e se n\u00e3o h\u00e1 pagamento pelas in\u00fameras horas extras, n\u00e3o conseguiremos fixar esses trabalhadores no servi\u00e7o p\u00fablico\u201d, refor\u00e7a Isabel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A enfermeira Rita Piteira, 35 anos, revela que, para os jovens que decidem seguir nessa \u00e1rea, o cen\u00e1rio est\u00e1 \u201cum bocadinho complicado\u201d, pois os acordos, as progress\u00f5es de carreira e os aumentos dos sal\u00e1rios n\u00e3o fazem face \u00e0 infla\u00e7\u00e3o. Ela conta que h\u00e1 11 anos, quando iniciou na profiss\u00e3o, j\u00e1 tinha uma perda de poder de compra de 20 a 30% e baixa perspectiva em ocupar um outro patamar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos um limite de quanto podemos progredir a menos que fa\u00e7as uma especialidade onde o custo tem que sair do teu bolso, como, por exemplo, uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o e Sa\u00fade para seres uma enfermeira-chefe. Mas claro, sempre sem garantias de que vais conseguir chegar ao pr\u00f3ximo n\u00edvel, pois os servi\u00e7os est\u00e3o desgastados, h\u00e1 falta de investimento, h\u00e1 falta de profissionais, h\u00e1 falta de material. \u00c9 um descaso completo!\u201d, detalhou.<\/p>\n\n\n\n<p>Profissionais mais novos, que terminam a especialidade e v\u00e3o ingressar na carreira, n\u00e3o t\u00eam muitos atrativos para fechar contratos com os hospitais p\u00fablicos que os formaram exatamente pela discrep\u00e2ncia da tabela de vencimentos que o Estado oferece, provocando sa\u00eddas em massa para a assinatura de contratos com os servi\u00e7os privados. O grande problema \u00e9 que s\u00e3o estes m\u00e9dicos e especialistas, com menos de 50 anos, que deveriam assegurar as emerg\u00eancias e os hor\u00e1rios noturnos nos hospitais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo consequ\u00eancia temos um grande buraco em escalas nesses setores em praticamente todos os hospitais do pa\u00eds. Al\u00e9m disso, o poder p\u00fablico tamb\u00e9m teria que aumentar os gastos com a pasta da sa\u00fade de forma consider\u00e1vel, mas n\u00e3o o faz pelas imposi\u00e7\u00f5es da Europa e do sistema financeiro do qual Portugal faz parte\u201d, complementa Nuno Soveral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quando a precariedade tamb\u00e9m \u00e9 racializada<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Mesmo sabendo do impacto que a precariza\u00e7\u00e3o do SNS causa em todos os trabalhadores, a realidade dos imigrantes se torna ainda mais dif\u00edcil. Seja pela falta de m\u00e9dicos, pela burocracia governamental, por uma depend\u00eancia econ\u00f4mica imposta pela Uni\u00e3o Europeia ou, simplesmente, pela xenofobia e pelo racismo estrutural.<\/p>\n\n\n\n<p>A chefe de cozinha Bianca Ribeiro observa a situa\u00e7\u00e3o com o olhar de quem, al\u00e9m de sofrer neglig\u00eancias por parte do SNS, tamb\u00e9m testemunha o mesmo com colegas de outras nacionalidades que dependem da utiliza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico. Por dividir o local de trabalho com outros estrangeiros, ela afirma ter que lidar diariamente com hist\u00f3rias envolvendo xenofobia contra os imigrantes mais pobres.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela relata j\u00e1 ter presenciado cenas em hospitais da \u00e1rea metropolitana de Lisboa onde o profissional se negava a atender imigrantes de origem asi\u00e1tica alegando n\u00e3o falar ingl\u00eas, mas no momento de prestar o mesmo servi\u00e7o a um turista branco ou a um n\u00f4made digital qualquer, logo aparece um esfor\u00e7o na comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs brasileiros e africanos ainda conseguem se comunicar em portugu\u00eas, facilitando e diminuindo um pouco a dificuldade na hora de serem compreendidos no atendimento hospitalar ou de entenderem sobre as leis para procurarem pelos seus direitos b\u00e1sicos. Para indianos, paquistaneses ou bengalis, pensar em preencher documentos ou escrever um simples e-mail ao SNS, solicitando o n\u00famero de utente, por exemplo, se torna algo praticamente imposs\u00edvel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para Theo, uma das formas de ajudar o SNS a preencher a falta de m\u00e9dicos em muitos quadros cl\u00ednicos poderia ser atrav\u00e9s da inser\u00e7\u00e3o de profissionais imigrantes que j\u00e1 vivem no pa\u00eds. Segundo o artista, existem trabalhadores da \u00e1rea de sa\u00fade das mais diversas nacionalidades que teriam como atuar e assumir muitas vagas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu mesmo nunca fui atendido por um m\u00e9dico imigrante em Portugal, e olha que eu j\u00e1 tive que ir em v\u00e1rios hospitais neste pa\u00eds. Acho que a gente precisa de ajuda, tanto os m\u00e9dicos como os pacientes que necessitam de um servi\u00e7o p\u00fablico com qualidade e dignidade, pois, no fim, somos todos trabalhadores\u201d, pontua.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00e9dico Nuno Soveral reconhece que a xenofobia \u00e9 um problema transversal na sociedade e ocorre em todos os lados, inclusive entre trabalhadores do pr\u00f3prio sistema de sa\u00fade. Segundo ele, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que os profissionais que v\u00eam de locais abaixo da linha do Equador t\u00eam, no geral, mais dificuldades do que os que chegam de um pa\u00eds europeu. Isso pode causar impasses na obten\u00e7\u00e3o das equival\u00eancias e no dia a dia da pr\u00e1tica cl\u00ednica.<br>\u201cA prova de aptid\u00e3o de l\u00edngua, que, por exemplo, n\u00e3o se aplica aos brasileiros, me parece ser um gargalo para essa discrimina\u00e7\u00e3o do acesso. Enquanto os colegas venezuelanos est\u00e3o sempre a reprovar nessas provas, os ucranianos t\u00eam \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o int\u00e9rpretes e ajuda neste sentido\u201d, revela o m\u00e9dico pediatra, que diz ainda haver muitos \u201cconstrangimentos\u201d para esses profissionais. \u201cTenho um colega brasileiro que costuma falar que aqui temos que fazer o dobro do que os portugueses fazem para sermos reconhecidos como \u2018quase iguais\u2019\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Freelancers da medicina<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Conforme os n\u00fameros disponibilizados pela Ordem dos M\u00e9dicos em Portugal, at\u00e9 mar\u00e7o de 2023 cerca de 4.503 cl\u00ednicos estrangeiros estavam inscritos no pa\u00eds, sendo 1.025 de nacionalidade brasileira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro semestre, o Governo portugu\u00eas chegou a publicar um<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/08\/04\/sociedade\/noticia\/portugal-oferece-medicos-brasileiros-salario-bruto-2800-euros-casa-funcao-2059144\">&nbsp;<\/a><a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/08\/04\/sociedade\/noticia\/portugal-oferece-medicos-brasileiros-salario-bruto-2800-euros-casa-funcao-2059144\"><\/a>no Brasil oferecendo condi\u00e7\u00f5es acima das apresentadas em Portugal na tentativa de atrair m\u00e9dicos ao pa\u00eds. No entanto, o sal\u00e1rio ofertado (\u20ac 2.863, cerca de R$ 15.067) n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o distante dos ordenados pagos aos profissionais que vivem em uma metr\u00f3pole como S\u00e3o Paulo. O grande \u201cchamativo\u201d da proposta era a oferta por uma casa em solo lusitano.<\/p>\n\n\n\n<p>A contrata\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos pelo SNS, sejam portugueses ou estrangeiros, \u00e9 uma medida positiva, mas, para uma parcela significativa da categoria, n\u00e3o pode ser encarada como a solu\u00e7\u00e3o do problema se n\u00e3o houver a valoriza\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o no setor p\u00fablico. Nuno insiste que a ideia de buscar m\u00e9dicos por contratos individuais sem oferecer um plano robusto de carreira para fixar esses trabalhadores n\u00e3o resulta e que contrata\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias com car\u00e1ter emergencial s\u00f3 servem para tapar buracos espec\u00edficos e n\u00e3o resolvem os problemas a longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuanto \u00e0s maternidades, por exemplo, o problema \u00e9 um pouco mais complexo, as equipes que asseguram esses setores s\u00e3o multidisciplinares e n\u00e3o dependem somente dos obstetras, dependem tamb\u00e9m de centros cir\u00fargicos e unidades neonatais para funcionar. A resolu\u00e7\u00e3o do problema, a meu ver, \u00e9 bem profunda, n\u00e3o se resume s\u00f3 \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos\u201d, corrobora.<\/p>\n\n\n\n<p>Rita Piteira tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para a verdadeira quest\u00e3o que re\u00fane o povo nas ruas de v\u00e1rias cidades portuguesas desde o in\u00edcio do ano. O fato \u00e9 que a resist\u00eancia do governo em fazer acordos com os sindicatos nacionais, acusando-os de quererem uma coisa que parece n\u00e3o ser realista, se torna cada vez mais p\u00edfia quando esse se mostra dispon\u00edvel para gastar o or\u00e7amento na contrata\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos estrangeiros ou daqueles que ela denomina como \u201ctarefeiros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 muitos m\u00e9dicos \u2018tarefeiros\u2019 dentro do SNS. S\u00e3o profissionais portugueses que trabalham a Recibos Verdes (referente ao MEI no Brasil) e que acabam por fazer o seu melhor, mas n\u00e3o s\u00e3o m\u00e9dicos de continua\u00e7\u00e3o. Atendem somente alguns dias por semana e n\u00e3o possuem a no\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o como um todo. S\u00e3o verdadeiros \u2018freelancers\u2019 da medicina. Acredito que a sindicaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre a sa\u00edda. N\u00e3o digo nem a radicaliza\u00e7\u00e3o, mas a uni\u00e3o e a organiza\u00e7\u00e3o de uma classe e de v\u00e1rias classes, pois se estivermos todos juntos, fica mais f\u00e1cil encontrarmos uma solu\u00e7\u00e3o efetiva e coletiva\u201d, finaliza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo com um valor consider\u00e1vel destinado ao setor em 2023, o SNS em Portugal enfrenta uma crise profunda que vai desde a falta de m\u00e9dicos, passando pela privatiza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, desvaloriza\u00e7\u00e3o de trabalhadores nacionais e estrangeiros e casos envolvendo xenofobia contra imigrantes.<\/p>\n","protected":false},"author":103,"featured_media":7565,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"coauthors":[200],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7562"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/103"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7562"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7562\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7674,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7562\/revisions\/7674"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7565"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7562"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7562"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7562"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=7562"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}