{"id":7350,"date":"2023-11-08T22:00:33","date_gmt":"2023-11-08T22:00:33","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=7350"},"modified":"2023-11-08T22:00:35","modified_gmt":"2023-11-08T22:00:35","slug":"cuidados-paliativos-a-sua-importancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2023\/11\/08\/cuidados-paliativos-a-sua-importancia\/","title":{"rendered":"Cuidados Paliativos, a sua import\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"\n<p>Os Cuidados Paliativos visam dar resposta ao sofrimento de doentes e suas fam\u00edlias, que t\u00eam uma doen\u00e7a de evolu\u00e7\u00e3o prolongada, seja ela oncol\u00f3gica ou n\u00e3o. Incluem-se a insufici\u00eancia card\u00edaca, renal, doen\u00e7as neurodegenerativas, como as dem\u00eancias. As equipas s\u00e3o multidisciplinares e podem incluir assistentes sociais, assistentes religiosos, enfermeiros, fisioterapeutas, m\u00e9dicos, psic\u00f3logos, entre outros. Cada um ir\u00e1 dar resposta na sua \u00e1rea, mas todos em articula\u00e7\u00e3o e com o mesmo prop\u00f3sito, melhorar a qualidade de vida do doente e da sua fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>O desconhecimento leva \u00e0 sua pouca procura e na grande maioria das vezes j\u00e1 tardia.<\/p>\n\n\n\n<p>Se me falarem de Cuidados Paliativos, \u00e9 porque j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 tratamento para mim? \u00c9 importante clarificar esta ideia. Estes cuidados devem ser introduzidos precocemente e articulados, com os restantes. O objetivo \u00e9 a melhoria da qualidade de vida, visando o controlo de sintomas. A introdu\u00e7\u00e3o precoce permite dar a compreender ao doente e sua fam\u00edlia a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, o que capacita o primeiro a tomar decis\u00f5es fundamentadas sobre o seu estado de sa\u00fade. Essas decis\u00f5es passam, por exemplo, nos tratamentos a realizar, o que deve ser feito \u00e0 priori e discutido com toda a equipa de sa\u00fade. Numa altura em que \u00e9 tanto discutido o direito de escolher \u00e9 fundamental potenciar a pessoa doente a tomada decis\u00f5es informadas, desde uma fase precoce de diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p>As equipas de Cuidados Paliativos est\u00e3o integradas nos cuidados de sa\u00fade do Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade, a n\u00edvel dos centros de sa\u00fade, alguns com equipas de cuidados domicili\u00e1rios altamente diferenciadas, que se deslocam a casa; nos hospitais onde h\u00e1 servi\u00e7os com consultas e tratamentos, em ambulat\u00f3rio, e que acompanham tamb\u00e9m durante o internamento. Alguns hospitais t\u00eam unidades de cuidados paliativos, com internamento, para situa\u00e7\u00f5es em que h\u00e1 um grande descontrolo de sintomas, nomeadamente dor, falta de ar, n\u00e1useas e v\u00f3mitos. Na comunidade existem, ainda, unidades de cuidados paliativos, a referencia\u00e7\u00e3o pode ser feita durante o internamento hospitalar ou por equipas da comunidade. Estas unidades destinam-se a internamentos para controlo dos sintomas do doente ou para descanso do cuidador informal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O acompanhamento precoce por parte de equipas de cuidados paliativos tem benef\u00edcios n\u00e3o s\u00f3 a n\u00edvel individual, mas tamb\u00e9m a n\u00edvel sist\u00e9mico, uma vez que conduzem a uma melhor gest\u00e3o dos cuidados de sa\u00fade o que leva a uma redu\u00e7\u00e3o de gastos em sa\u00fade. Estes ganhos devem-se a uma avalia\u00e7\u00e3o individualizada e focada no pormenor do que esta pessoa efetivamente beneficia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 ent\u00e3o fundamental que os conhe\u00e7a, ter acesso a Cuidados Paliativos \u00e9 um direito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na sua origem e ainda muito vinculados \u00e0 pessoa com cancro e \u00e0queles que est\u00e3o na agonia da morte. \u00c9 de grande urg\u00eancia a desmistifica\u00e7\u00e3o desta ideia.<\/p>\n","protected":false},"author":100,"featured_media":7351,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[52],"tags":[],"coauthors":[197],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7350"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/100"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7350"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7350\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7353,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7350\/revisions\/7353"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7351"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7350"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7350"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7350"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=7350"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}