{"id":7309,"date":"2023-11-02T10:45:32","date_gmt":"2023-11-02T10:45:32","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=7309"},"modified":"2023-11-02T10:45:33","modified_gmt":"2023-11-02T10:45:33","slug":"entrevista-com-paulo-miklos-ator-e-vocalista-da-banda-titas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2023\/11\/02\/entrevista-com-paulo-miklos-ator-e-vocalista-da-banda-titas\/","title":{"rendered":"Entrevista com Paulo Miklos, ator e vocalista da banda Tit\u00e3s"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"pergunta\">N\u00e3o posso deixar de iniciar essa entrevista sem lhe perguntar como foi o seu recente encontro com o presidente Lula e o m\u00fasico Roger Waters. O que voc\u00eas conversaram?<\/p>\n\n\n\n<p>Foi um encontro muito interessante. N\u00f3s falamos um pouco de tudo, mas, principalmente, que o Roger \u00e9 um cara muito preocupado com os direitos humanos. Inclusive, as m\u00fasicas dele s\u00e3o muito carregadas de sentido. Ele sempre foi muito antifascista, sempre muito preocupado com isso. N\u00f3s passamos agora no Brasil um per\u00edodo muito dif\u00edcil de ataques \u00e0 democracia. \u00c9 interessante como parte do p\u00fablico n\u00e3o entende que o trabalho dele sempre envolveu essa hist\u00f3ria. Durante o encontro, ele contou que o pai dele morreu na guerra, na luta contra o nazismo. Isso foi realmente uma coisa decisiva e importante para ele. Desde ent\u00e3o, Roger Waters fala sobre esse tema nas m\u00fasicas, nas entrevistas, em tudo. Eu estava conversando com o presidente Lula a respeito disso. E o Lula, l\u00f3gico, \u00e9 um bom papo, n\u00e9? Ele contou casos incr\u00edveis e maravilhosos sobre a pol\u00edtica internacional, a respeito dos encontros e conversas que ele teve\u2026 Foi uma tarde muito interessante. N\u00f3s falamos inclusive sobre a vida \u201cnormal\u201d e a idade. O Lula ficou dizendo a ele (Roger Waters) \u201ccomo voc\u00ea est\u00e1 bem!\u201d, \u201ceu quero chegar aos 80 anos \u2018que nem voc\u00ea\u2019!\u201d (risos). Ele sabia da biografia do Roger Waters, estava preparado para encontr\u00e1-lo. Foi bem divertido.<br>E voc\u00eas falaram algo sobre a situa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 acontecendo na Palestina?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o, eles n\u00e3o tocaram nesse tema especificamente. Foi uma conversa mais gen\u00e9rica e meio pessoal. A gente n\u00e3o tratou de nenhum tema urgente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Voc\u00ea tamb\u00e9m tem uma bonita carreira solo. Depois desse per\u00edodo terr\u00edvel de tentativa de criminaliza\u00e7\u00e3o da classe art\u00edstica no Brasil, qual balan\u00e7o voc\u00ea tira desse momento e como acredita que os trabalhadores da cultura podem se fortalecer?<\/p>\n\n\n\n<p>A sensa\u00e7\u00e3o que a gente est\u00e1 de volta foi quando montamos a banda. N\u00f3s aparecemos no final da ditadura militar. Quando surgiram os Tit\u00e3s, a gente veio com o p\u00e9 na porta, de volta com a democracia, \u00e0s liberdades e o fim da censura. A sensa\u00e7\u00e3o que a gente tem agora \u00e9 justamente de um per\u00edodo de celebra\u00e7\u00e3o porque a gente est\u00e1 de volta segurando a democracia depois dos ataques terr\u00edveis, das tentativas de golpe e tudo mais. A gente vem reafirmando e reassegurando a democracia no pa\u00eds. Eu acho que essa celebra\u00e7\u00e3o \u00e9 um pouco desse sabor tamb\u00e9m, pois remonta esse ressurgimento da banda. E as can\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o atual\u00edssimas. Elas envelheceram de um jeito muito interessante porque continuam conversando com a realidade que a gente vive, para o bem e para o mal. Todas as cr\u00edticas que a gente fez continuam valendo. \u00c9 uma alegria por um lado, mas \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o muito forte por outro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">A banda Tit\u00e3s foi formada em 1982, na cidade de S\u00e3o Paulo. Essa ser\u00e1 a primeira vez em 30 anos que os sete integrantes originais se re\u00fanem. De l\u00e1 para c\u00e1, muitas coisas aconteceram, incluindo a perda do guitarrista Marcelo Fromer, em 2021. De quem partiu a ideia para essa reuni\u00e3o de celebra\u00e7\u00e3o dos 40 anos de hist\u00f3ria?<\/p>\n\n\n\n<p>Foi acontecendo naturalmente em conversas entre a gente, pois esse momento dos quarenta anos estava se aproximando. Isso foi durante a pandemia, mas n\u00f3s ficamos impossibilitados de fazer. Por\u00e9m, foi bom porque deu tempo da gente pensar no formato que n\u00f3s gostar\u00edamos. E ficou muito claro para todos que s\u00f3 tinha uma maneira de realizar isso: remontar a banda como ela era e sempre foi. Isso demanda um esfor\u00e7o gigantesco. O Nando Reis, por exemplo, n\u00e3o tocou mais o baixo. Ele teve que voltar a ser baixista (risos). Eu n\u00e3o tocava saxofone h\u00e1 pelo menos quinze anos! Fui atr\u00e1s de fazer uma manuten\u00e7\u00e3o no \u201csax\u201d e em mim mesmo para poder tocar (risos). E assim foi com cada um. \u00c9 um prazer imenso estar com esse repert\u00f3rio, cantando juntos. A gente se diverte tanto no palco e isso fica muito patente. \u00c9 algo percept\u00edvel para o p\u00fablico como n\u00f3s ficamos felizes em estarmos juntos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Recentemente eu estive com o Arnaldo Antunes no Porto. Ele disse que Portugal foi o primeiro pa\u00eds em que voc\u00eas tocaram fora do Brasil, ainda nos anos 80, e que os primeiros espet\u00e1culos foram com os Xutos &amp; Pontap\u00e9s. Conte-nos um pouco sobre a sua rela\u00e7\u00e3o com o pa\u00eds e se voc\u00ea acompanha artistas portugueses da atualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A minha liga\u00e7\u00e3o com Portugal \u00e9 muito estreita. Primeiro por amar o pa\u00eds. Eu j\u00e1 fui diversas vezes passear porque os meus av\u00f3s, por parte de m\u00e3e, s\u00e3o portugueses. Fui at\u00e9 Viana do Castelo conhecer a terra natal dos meus av\u00f3s. E l\u00e1 \u00e9 lindo demais. Fiquei me perguntando \u201cpor que eles sa\u00edram daqui?\u201d. \u00c9 uma alegria muito grande poder ir at\u00e9 Portugal, mas eu tenho muito para conhecer. N\u00e3o conhe\u00e7o ainda o Algarve, Cascais\u2026 Tenho amigos portugueses muito queridos. O Antonio Capelo, por exemplo, \u00e9 um grande ator. N\u00f3s trabalhamos juntos aqui no Brasil e depois firmamos uma amizade muito bacana. O Antonio sempre nos recebe quando vamos a Portugal. Ele tem o Teatro do Bolh\u00e3o e faz um trabalho muito lindo. Tenho uma admira\u00e7\u00e3o muito grande por ele. Quanto aos Xutos &amp; Pontap\u00e9s, eu vou reservar uma surpresa durante o show. \u00c9 uma banda irm\u00e3, n\u00e9? N\u00f3s temos uma hist\u00f3ria paralela muito interessante, somos muito f\u00e3s. Eles tamb\u00e9m perderam um componente muito importante do grupo, e sempre falam sobre isso em homenagens e tal\u2026&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Outro nome importante da m\u00fasica lusitana \u00e9 Zeca Afonso, que ficou muito conhecido pela can\u00e7\u00e3o \u2018Gr\u00e2ndola Vila Morena\u2019, hino da Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, que completar\u00e1 50 anos em 2024. Quais s\u00e3o suas recorda\u00e7\u00f5es a respeito deste triste per\u00edodo da hist\u00f3ria portuguesa?<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 mais ou menos aquilo que a gente viveu no Brasil, n\u00e9? Imagina, eu cresci\u2026 A minha adolesc\u00eancia foi durante a ditadura. \u00c9 muito triste voc\u00ea ter esse tempo de vida roubado. A minha sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 essa. Eu n\u00e3o posso medir o que seria a minha juventude, a minha adolesc\u00eancia se eu tivesse liberdade. Os artistas que lutaram, que eu conhe\u00e7o e s\u00e3o meus \u00eddolos, como Chico Buarque, Caetano, Gilberto Gil e outros tantos que batalharam durante esse per\u00edodo para poderem se expressar minimamente e levar e fazer, de maneira revolucion\u00e1ria, a cabe\u00e7a da gente. Eu acho que a gente deve isso a eles. Essa minha gera\u00e7\u00e3o deve \u00e0 gera\u00e7\u00e3o deles essa consci\u00eancia pol\u00edtica. Ent\u00e3o, esse momento (em Portugal) \u00e9 muito semelhante e foi um longo per\u00edodo. A sensa\u00e7\u00e3o que d\u00e1 \u00e9 de um tempo roubado. \u00c9 dif\u00edcil. \u00c9 um tempo que n\u00e3o volta. Para a gente resta construir daqui para frente e assegurar a democracia, manter bem firmes os la\u00e7os. Mostrar sempre para as novas gera\u00e7\u00f5es a import\u00e2ncia que \u00e9 estar atento ao fascismo, pois a qualquer momento ele pode ressurgir com toda a viol\u00eancia que \u00e9 caracter\u00edstica dele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Aqui a gente tamb\u00e9m sofre com a viol\u00eancia policial, principalmente as pessoas que vivem nos bairros perif\u00e9ricos da grande Lisboa. Voc\u00eas cantaram sobre isso l\u00e1 nos anos 80, no fim da ditadura militar no Brasil. Voc\u00ea acredita ser poss\u00edvel uma pol\u00edcia que realmente proteja a popula\u00e7\u00e3o em um sistema capitalista?<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 bastante dif\u00edcil. Tanto que a gente n\u00e3o v\u00ea progresso, n\u00e9? \u00c9 incr\u00edvel isso! No entanto, a pol\u00edcia devia ser civil. Imagina que no Brasil a pol\u00edcia \u00e9 militar. Isso j\u00e1 diz tudo! N\u00e3o vai dar certo. A pol\u00edcia tem que servir a popula\u00e7\u00e3o e n\u00e3o oprimi-la. O sujeito quando est\u00e1 com uma arma na cintura\u2026 Quem colocou essa arma, quem vestiu aquele capacete, o escudo\u2026 Aquilo tudo \u00e9 do povo e n\u00e3o deve ser usado para oprimir. Os governos s\u00e3o, seguramente, culpados por essa situa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se altera nunca. Deve haver uma educa\u00e7\u00e3o geral, uma mudan\u00e7a de comportamento, de consci\u00eancia, para que haja uma transforma\u00e7\u00e3o. \u00c9 muito complicado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Al\u00e9m de m\u00fasico voc\u00ea \u00e9 um grande ator. J\u00e1 participou de cl\u00e1ssicos do cinema brasileiro como \u2018Est\u00f4mago\u2019, \u2018O Invasor\u2019, \u2018O Homem Cordial\u2019, etc. Como surgiu o convite para interpretar o sambista Adoniran Barbosa no longa \u2018Saudosa Maloca\u2019, dirigido por Pedro Serrano?<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2015 n\u00f3s fizemos um curta metragem muito bonitinho que \u00e9 uma pr\u00e9via do que \u00e9 o filme. Foi quase como um ensaio do que foi o longa. Foi uma alegria muito grande perceber as possibilidades de viver uma personagem t\u00e3o rica como a de Adoniram Barbosa, que \u00e9 uma personagem que est\u00e1 na cabe\u00e7a de todo mundo. Todos conhecem ou t\u00eam uma mem\u00f3ria afetiva com esse artista. O Adoniran \u00e9 uma personagem que ele pr\u00f3prio criou. Na verdade, o nome dele \u00e9 Jo\u00e3o Rubinato. Ele criou a personagem Adoniran Barbosa que fala daquele jeito divertido, como fala o povo. Ele conta as hist\u00f3rias e as trag\u00e9dias do povo de uma maneira muito divertida, com um humor muito caracter\u00edstico. \u00c9 com esse humor que ele traz uma consci\u00eancia pol\u00edtica, inclusive. O Adoniran fala sobre as mazelas, as dificuldades e as trag\u00e9dias do povo na voz do povo. \u00c9 uma maneira divertida de voc\u00ea rir das coisas, mas elas t\u00eam uma profundidade muito grande dada a situa\u00e7\u00e3o.<br><br>O Pedro Serrano foi muito sagaz porque ele trouxe esses personagens das m\u00fasicas para o enredo do filme. As personagens das can\u00e7\u00f5es tomam vida. Tem o Joca e o Mato Grosso, que est\u00e3o na m\u00fasica \u2018Saudosa maloca\u2019, que s\u00e3o os caras, os maloqueiros que habitavam a maloca junto com ele. Tem a Iracema, a mo\u00e7a atropelada, que \u00e9 uma trag\u00e9dia. Tem o Arnesto, que convida a turma para o samba e quando todo mundo chega ele n\u00e3o est\u00e1. Essas personagens todas est\u00e3o no filme, que \u00e9 muito querido, muito bem cuidado, pois \u00e9 um longa de \u00e9poca tamb\u00e9m. Eu t\u00f4 mais velho, no que seria os anos 80, contando a hist\u00f3ria em <em>flashback<\/em>. A\u00ed quando aparece a hist\u00f3ria, eu estou mais novo, nos anos 50, vivendo os relatos que o Adoniran conta nas m\u00fasicas. Muito interessante e bem feito. N\u00e3o \u00e9 uma biografia do Adoniran Barbosa, \u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o musical com muito samba.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Quero muito ver, pois como Corinthiana e maloqueira que sou, tem tudo a ver. Adoniran \u00e9 um pouquinho da gente. Como voc\u00ea falou, \u00e9 a voz do povo. \u00c9 uma experi\u00eancia bem pr\u00f3xima do que \u00e9 o nosso cotidiano, principalmente para quem nasceu em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu sou paulistano tamb\u00e9m, ent\u00e3o fazer esse filme na minha cidade, com os cen\u00e1rios das m\u00fasicas do Adoniran\u2026 S\u00e3o os cen\u00e1rios de S\u00e3o Paulo e da evolu\u00e7\u00e3o da cidade, da grande destrui\u00e7\u00e3o, de perder a mem\u00f3ria dos lugares afetivos, de onde voc\u00ea nasceu, cresceu\u2026 Nada disso existe mais, pois s\u00e3o edif\u00edcios no lugar de tudo isso. E \u00e9 sobre isso que Adoniran tamb\u00e9m fala. Ele lamenta esse progresso desenfreado e desumano. No entanto, ele traz esses assuntos de maneira muito leve, coisa que s\u00f3 a arte pode fazer. Trazer consci\u00eancia, fazer questionamentos, mas de maneira sutil e alegre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Do per\u00edodo em que voc\u00ea conviveu e trabalhou com o rapper Sabotage, o que mais te marcou nessa rela\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>O encontro com o Sabotage foi providencial, incr\u00edvel. Foi uma sacada do Beto Brant, o diretor de \u2018O Invasor\u2019. Ele me botou em contato com o Sabotage para a gente reescrever as minhas falas a fim de que elas tivessem mais veracidade. Era muito liter\u00e1rio o meu texto e isso n\u00e3o podia ser. Momentos antes de entrar em cena e filmar, eu estava l\u00e1 mudando o meu texto e decorando o que eu tinha alterado junto com o Sabotage. O que mais me chamou a aten\u00e7\u00e3o foi a capacidade incr\u00edvel dele de repert\u00f3rio, sabe? Esse repert\u00f3rio que s\u00f3 os poetas t\u00eam, de audi\u00e7\u00e3o. De ouvir o povo falando nas ruas e guardar aquilo, ter na mem\u00f3ria um repert\u00f3rio de sa\u00eddas, express\u00f5es populares\u2026 Saber a maneira de falar as coisas\u2026 \u00c9 algo que s\u00f3 os poetas fazem. Eles colecionam coisas que depois v\u00e3o usar nas suas can\u00e7\u00f5es e poesias. Eu percebi isso nele e depois fiquei muito f\u00e3. Fui conhecendo o trabalho do Sabotage, que \u00e9 uma coisa espetacular. E hoje, ele \u00e9 cultuado pelas novas gera\u00e7\u00f5es dos rappers, n\u00e9? Uma refer\u00eancia! Aqui perto de casa tem uma comunidade que tem o Sabotage pintado de bra\u00e7os abertos nos muros. Inclusive, eu fiz uma can\u00e7\u00e3o no meu \u00faltimo disco, \u2018Sabotage est\u00e1 aqui\u2019. Uma homenagem para o Sabotage. Eu sinto que essas pinturas que t\u00eam em v\u00e1rios pontos da cidade s\u00e3o feitas como se ele fosse uma esp\u00e9cie de santo protetor. \u00c9 a impress\u00e3o que d\u00e1. Ele est\u00e1 ali protegendo a comunidade, tamanha a import\u00e2ncia dos versos desse poeta. Foi um privil\u00e9gio poder ter convivido um pouco com ele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Paulo, por favor, deixe um recado para os nossos leitores e todos os f\u00e3s que est\u00e3o aguardando os Tit\u00e3s em Portugal. E obrigada por essa conversa.<\/p>\n\n\n\n<p>Compare\u00e7am l\u00e1 porque vai ser uma grande celebra\u00e7\u00e3o. S\u00e3o 40 anos juntos e \u00e9 um momento \u00fanico que n\u00e3o vai se repetir. Ser\u00e1 muito especial. Eu espero todos voc\u00eas por l\u00e1 com muita emo\u00e7\u00e3o para a gente cantar as m\u00fasicas que a gente ama. Adorei a conversa, obrigado por me receber.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Celebrando quarenta anos de hist\u00f3ria, a banda brasileira Tit\u00e3s se apresenta em Lisboa no pr\u00f3ximo dia 3 de novembro, na Altice Arena. Antes de subir ao palco com os seus companheiros para comemorar as quatro d\u00e9cadas de rock e resist\u00eancia, o m\u00fasico Paulo Miklos conversou com A Voz do Oper\u00e1rio, dividindo conosco um pouco da sua trajet\u00f3ria art\u00edstica iniciada no fim da ditadura militar no Brasil. Ele tamb\u00e9m relatou a sua liga\u00e7\u00e3o com Portugal e contou alguns momentos importantes vividos como ator. Miklos afirmou ainda que \u00e9 preciso estar sempre atento ao fascismo, \u201cpois a qualquer momento ele pode ressurgir com toda a viol\u00eancia que \u00e9 caracter\u00edstica dele\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":103,"featured_media":7320,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[48],"tags":[],"coauthors":[200],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7309"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/103"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7309"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7309\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7319,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7309\/revisions\/7319"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7320"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7309"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7309"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7309"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=7309"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}