{"id":6984,"date":"2023-06-05T11:09:48","date_gmt":"2023-06-05T11:09:48","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=6984"},"modified":"2023-06-05T11:09:49","modified_gmt":"2023-06-05T11:09:49","slug":"novo-aeroporto-de-lisboa-ou-a-arte-de-nao-fazer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2023\/06\/05\/novo-aeroporto-de-lisboa-ou-a-arte-de-nao-fazer\/","title":{"rendered":"Novo aeroporto de Lisboa ou a arte de n\u00e3o fazer"},"content":{"rendered":"\n<p>Os mais velhos estar\u00e3o recordados que est\u00e1vamos no in\u00edcio dos anos 70 quando foi escolhido o local para o novo aeroporto de Lisboa: Rio Frio. Os anos foram passando e depois de muitas comiss\u00f5es t\u00e9cnicas e consequentes estudos veio a p\u00fablico a op\u00e7\u00e3o pela Ota. Foi ent\u00e3o que um general da For\u00e7a A\u00e9rea, autor de projetos de v\u00e1rios aeroportos, pessoa altamente especializada nesta \u00e1rea, levantou o problema de a localiza\u00e7\u00e3o escolhida n\u00e3o permitir a constru\u00e7\u00e3o de uma pista para ventos laterais, sugerindo como alternativa a zona do Campo de Tiro da Alcochete.<\/p>\n\n\n\n<p>Perante os argumentos t\u00e9cnicos apresentados, a que se juntaram os econ\u00f3micos, considerando que os terrenos eram maioritariamente p\u00fablicos, a ades\u00e3o \u00e0 proposta foi maioritariamente esmagadora. At\u00e9 um ministro que ficou conhecido pela alcunha do \u201cjamais\u201d acabou por aceitar. Parecia que tudo se encaminhava para o empreendimento avan\u00e7ar, tendo-se iniciado os estudos para as acessibilidades, nomeadamente a terceira travessia do Tejo, conhecida como TTT.<\/p>\n\n\n\n<p>Acontece, por\u00e9m, que algu\u00e9m olhou para a ANA, empresa p\u00fablica de aeroportos, sempre e significativamente lucrativa, em 2017 tinha apresentado um resultado positivo de cerca de 248 milh\u00f5es de euros e considerou que tal neg\u00f3cio n\u00e3o podia ser p\u00fablico, logo tinha de ser privatizado. O processo de privatiza\u00e7\u00e3o, esse foi r\u00e1pido e levou a que quando se tratou de avan\u00e7ar com o processo do novo aeroporto surgiram escolhos e apareceu em cima da mesa o Montijo como alternativa.<\/p>\n\n\n\n<p>A contesta\u00e7\u00e3o tem sido e continua a ser enorme, nomeadamente das popula\u00e7\u00f5es atingidas. A hist\u00f3ria \u00e9 recente e bem presente na mem\u00f3ria coletiva. Assinalar apenas que \u00e9 mais uma demonstra\u00e7\u00e3o do que representa a entrega do interesse p\u00fablico ao privado, que neste caso foi uma entrega que atinge a pr\u00f3pria soberania nacional. Para responder ao problema foi usada a t\u00e9cnica de n\u00e3o resolver: criou-se uma comiss\u00e3o, cujo resultado foi apresentar cinco hip\u00f3teses que ir\u00e3o levar a mais discuss\u00f5es mais conflitualidades e, entretanto, nada avan\u00e7a al\u00e9m do gasto in\u00fatil de milh\u00f5es de euros em estudos.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez um dia algu\u00e9m se lembre de que estamos perante o que poder\u00e1 ser um record. Mais de 50 anos passados sobre a primeira escolha ainda n\u00e3o sabemos onde ser\u00e1 constru\u00eddo o novo aeroporto de Lisboa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os mais velhos estar\u00e3o recordados que est\u00e1vamos no in\u00edcio dos anos 70 quando foi escolhido o local para o novo aeroporto de Lisboa: Rio Frio. 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