{"id":6905,"date":"2023-05-05T11:55:51","date_gmt":"2023-05-05T11:55:51","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=6905"},"modified":"2023-06-05T11:04:30","modified_gmt":"2023-06-05T11:04:30","slug":"o-voo-picado-de-uma-tap-privatizada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2023\/05\/05\/o-voo-picado-de-uma-tap-privatizada\/","title":{"rendered":"O voo picado de uma TAP privatizada"},"content":{"rendered":"\n<p>Recentemente, num artigo de opini\u00e3o, Carlos Coelho, um dos respons\u00e1veis pelas altera\u00e7\u00f5es na imagem internacional da marca TAP, lembrava que na Europa s\u00f3 \u201cAndorra, Liechtenstein, M\u00f3naco, San Marino e Vaticano\u201d n\u00e3o tinham companhia a\u00e9rea de bandeira e que as companhias de bandeira \u201cs\u00e3o afirma\u00e7\u00f5es de independ\u00eancia de um pa\u00eds (\u2026) alicerces de base para a veicula\u00e7\u00e3o de politicas nacionais\u201d, como ali\u00e1s \u00e9 o caso da \u201cSingapura Airlines, da Emirates e da Cathay Pacific ou mesmo da Brithish Airways, Air France ou Luftansa\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 de Sousa, da dire\u00e7\u00e3o Sindicato dos Trabalhadores da Avia\u00e7\u00e3o e Aeroportos (SITAVA) refor\u00e7a esta ideia com n\u00fameros e vai mais longe: \u201cAbdicar da TAP, como empresa com capital do Estado \u00e9 admitir o fim do aeroporto de Lisboa como ponto de partida e de chegada para o Mundo, com as implica\u00e7\u00f5es que isso tem no turismo portugu\u00eas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O respons\u00e1vel sindical defende que entregar a TAP aos grupos Lufthansa, Air France\/KLM ou Iberia\/British Airways, sem o capital do Estado necess\u00e1rio para assumir a manuten\u00e7\u00e3o do Hub em Lisboa, \u00e9 \u201cassumir a perda de mais de 2 mil milh\u00f5es de euros anuais de exporta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, transformando aquilo que eram exporta\u00e7\u00f5es em importa\u00e7\u00f5es\u201d e, acrescenta, \u201c\u00e9 desbaratar mais de 1,5 mil milh\u00f5es de euros anuais, dinheiro que a TAP injeta na economia portuguesa, comprando servi\u00e7os a mais de mil empresas, algumas delas a trabalhar em exclusivo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A recente Comiss\u00e3o de Inqu\u00e9rito no Parlamento, na perspetiva deste dirigente sindical \u201ctem lavado roupa suja ignorando o que de essencial deve ser debatido\u201d, designadamente a \u201cimport\u00e2ncia da companhia a\u00e9rea na economia portuguesa\u201d desde logo como \u201cuma das maiores empresas exportadoras, crucial para a economia portuguesa e para o desenvolvimento do turismo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O sindicalista alerta para o facto de que \u201cquem defende a privatiza\u00e7\u00e3o da TAP tem de assumir perante os portugueses que a empresa, que s\u00f3 sobrevive com HUB em Lisboa, vai deixar de o ter\u201d o que tem v\u00e1rias consequ\u00eancias. Desde logo o de o aeroporto de Lisboa passar a ser perif\u00e9rico, isto \u00e9, explica: \u201cQuem quiser voar por exemplo para os EUA ou Brasil ou mesmo Angola, ter\u00e1 de apanhar um avi\u00e3o na melhor das hip\u00f3teses para Madrid, um cen\u00e1rio desastroso tamb\u00e9m para o turismo\u201d, diz. Isto, significa \u201cabdicar de mais de 2 mil milh\u00f5es de euros anuais que a TAP exporta em servi\u00e7os\u201d, com tudo o que isso implica na balan\u00e7a de transa\u00e7\u00f5es e, \u201c1,5 mil milh\u00f5es de euros que a empresa injeta na economia portuguesa todos os anos que corresponde ao volume de neg\u00f3cios com mais de 1000 empresas portugueses que trabalham para a TAP, muitas em exclusivo\u201d e, acrescenta, \u201cpassando esse volume de neg\u00f3cio para os mercados do pa\u00eds de origem do grupo que passar a deter a companhia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto, conclui Jos\u00e9 Sousa, \u201cporque a TAP, al\u00e9m dos aspetos de soberania, porque \u00e9 companhia nacional, liga\u00e7\u00e3o \u00e0 di\u00e1spora, aos PALOP, \u00e0 CPLP, \u00e9 indispens\u00e1vel \u00e0 economia\u201d e \u00e9 isso que sustenta a \u201cpresen\u00e7a de capital p\u00fablico na TAP\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma privatiza\u00e7\u00e3o paga com pelo&nbsp;do pr\u00f3prio c\u00e3o&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Come\u00e7am agora a ser conhecidos os pormenores do neg\u00f3cio da privatiza\u00e7\u00e3o, ocorrida em 2015, tendo como protagonistas o governo de Passos Coelho, j\u00e1 depois de ter visto reprovado o se programa de governo no Parlamento e pouco antes de ser substitu\u00eddo pelo primeiro governo de Ant\u00f3nio Costa que j\u00e1 havia prometido reverter todo esse processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de uma primeira tentativa de privatiza\u00e7\u00e3o, em 2013, falhada, o concorrente Gereman Efromovic, o sul-americano dono da Avianca, teria de pagar 35 milh\u00f5es de euros, assumindo um passivo de cerca de 1,5 mil milh\u00f5es de euros e ainda uma recapitaliza\u00e7\u00e3o da TAP, primeiro em 166 milh\u00f5es de euros no imediato e depois mais 150 milh\u00f5es, no prazo de 18 meses. \u201cN\u00e3o conseguiu sequer garantias banc\u00e1rias para os 166 milh\u00f5es\u201d e, a venda da TAP s\u00f3 viria a acontecer&nbsp;dois anos depois, debaixo de um secretismo in\u00e9dito. Desta vez a TAP seria vendida a uma sociedade constitu\u00edda por David Nielman e Humberto Pedrosa, segundo se viria a revelar na altura, pelo facto de a EU n\u00e3o permitir que a companhia a\u00e9rea europeia pudesse ser detida maioritariamente por um acionista extracomunit\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nascida ent\u00e3o a Atlantic Gateway, em partes iguais por David Nielman e Humberto Pedrosa, lembra Jos\u00e9 Sousa que \u201co ministro de Passos Coelho, Pires de Lima e o seu secret\u00e1rio de Estado, S\u00e9rgio Monteiro, montaram uma opera\u00e7\u00e3o de venda que decorreu \u00e0 noite, fora de horas, j\u00e1 depois das elei\u00e7\u00f5es que deram ao primeiro governo de Ant\u00f3nio Costa. \u201cPassos Coelho f\u00ea-lo enquanto l\u00edder de um governo que n\u00e3o viu aprovado o seu programa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A sociedade Atlantic Gateway concorreu \u00e0 privatiza\u00e7\u00e3o de 61% do capital, sendo obrigat\u00f3rio, por lei, a abertura da subscri\u00e7\u00e3o at\u00e9 5% aos trabalhadores. E assim foi, ficou escrito no documento de compromisso, \u201cque a Atlantic Gateway compraria o restante capital no prazo de dois anos\u201d. Explica o sindicalista que \u201co cons\u00f3rcio avan\u00e7ou com 10 milh\u00f5es de euros ao Estado, pelas a\u00e7\u00f5es e havia o compromisso de capitaliza\u00e7\u00e3o de empresa em 264 milh\u00f5es de euros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Do contrato de promessa \u00e0 efetiva\u00e7\u00e3o da compra decorreu algum tempo e, sabe-se agora, refere Jos\u00e9 de Sousa, que a Atlantic Gateway haveria de fazer a capitaliza\u00e7\u00e3o prometida com dinheiro da pr\u00f3pria TAP: \u201cLogo nessa altura David Nielman tinha feito o neg\u00f3cio com a airbus e recebido dinheiro por ter desistido da posi\u00e7\u00e3o de compra que a TAP tinha firmado com a Airbus, de 12 aeronaves A350 por um pre\u00e7o muito baixo\u201d. Jos\u00e9 Sousa explica que a TAP \u201cfoi uma das companhias que entrou no projeto da nova fabrica\u00e7\u00e3o e teve engenheiros seus deslocados em Toulouse, s\u00f3 que o projeto, entretanto, sofreu altera\u00e7\u00f5es, foi sobredimensionado, resultando dali um avi\u00e3o muito mais evolu\u00eddo e com mais capacidade de transporte\u201d. O Airbus 350&nbsp;900 XWD, a nova vers\u00e3o do avi\u00e3o, acabaria por ficar para a TAP, \u201ccomo para todas as empresas que tinham entrado no projeto, ao mesmo pre\u00e7o do avi\u00e3o projetado inicialmente\u201d. Ora, explica Jos\u00e9 Sousa, \u201ca TAP tinha uma grande vantagem na compra destes avi\u00f5es, tamb\u00e9m por aquilo que j\u00e1 tinha investido no tempo em que o avi\u00e3o ainda estava em fase de projeto\u201d. Mas como \u201cNielman decidiu que a TAP n\u00e3o precisava do A 350, fez o neg\u00f3cio com a Airbus, desistindo e encomendando 53 novas aeronaves, da classe A330 neo\u201d. Soube-se agora, diz Jos\u00e9 Sousa, que \u201cos 264 milh\u00f5es de euros da capitaliza\u00e7\u00e3o da TAP n\u00e3o foram nem mais nem menos o dinheiro que a Airbus pagou pela desist\u00eancia da encomenda dos 350 mais o b\u00f3nus pela encomenda dos 53 novos avi\u00f5es. Portanto a TAP foi capitalizada com dinheiro da pr\u00f3pria companhia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O sindicalista n\u00e3o tem d\u00favidas: \u201cFoi um neg\u00f3cio altamente ruinoso para a TAP. Os 350&nbsp;900 XWD s\u00e3o avi\u00f5es de ultralongo curso. Podem fazer 18 horas de voo e estavam talhados para voos para o Oriente para o Brasil, Argentina, S\u00e3o Francisco, mercados que a TAP n\u00e3o tinha, mas que, segundo o sindicalista, pretendia explorar. \u201cH\u00e1 muitos anos que se falava que o desenvolvimento da China iria colocar milh\u00f5es de chineses a viajar e a TAP preparou-se para isso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o da Atlantic Gateway foi no sentido de adquirir os Airbus 330neo que estavam ainda em fabrica\u00e7\u00e3o e a \u201ctroca da frota e compra de nova frota rendeu \u00e0 Gateway o dinheiro para capitalizara TAP com dinheiro da pr\u00f3pria empresa\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma revers\u00e3o sem direitos econ\u00f3micos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Entretanto, refere Jos\u00e9 de Sousa, \u201co governo toma posse e na revers\u00e3o o PS n\u00e3o vai al\u00e9m de 50% abdicando o Estado de quase todos os direitos econ\u00f3micos sobre a companhia, ficando a Gateway com 45% do capital inicial, mas com 90% dos direitos econ\u00f3micos\u201d. Refira-se que na dispers\u00e3o de 5% do capital social pelos trabalhadores, \u201ca procura superou 19 vezes a oferta\u201d, garante.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre esta mat\u00e9ria o relat\u00f3rio do Tribunal de Contas \u00e9 claro: \u201cO aumento da participa\u00e7\u00e3o do Estado no capital social (de 34% para 50%) foi acompanhado pela diminui\u00e7\u00e3o dos correspondentes direitos econ\u00f3micos (de 34% para 5%), ao mesmo tempo que a redu\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o da Atlantic Gateway no capital social (de 61% para 45%) foi acompanhada pelo acr\u00e9scimo dos correspondentes direitos econ\u00f3micos (de 61% para 90%)\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom a reprivatiza\u00e7\u00e3o, o Estado satisfez compromissos internacionais, viabilizou uma empresa considerada de import\u00e2ncia estrat\u00e9gica, melhorou as contas da Parp\u00fablica (\u20ac692M) e assegurou a recapitaliza\u00e7\u00e3o pelo parceiro privado (\u20ac337,5 M), mas perdeu controlo estrat\u00e9gico e garantiu d\u00edvida financeira da empresa em caso de incumprimento (\u20ac615M)\u201d. E acrescenta o documento: \u201c O Estado recuperou controlo estrat\u00e9gico, mas perdeu direitos econ\u00f3micos, al\u00e9m de assumir maiores responsabilidades na capitaliza\u00e7\u00e3o e no financiamento da empresa\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O plano de neg\u00f3cios da privatiza\u00e7\u00e3o inclu\u00eda uma s\u00e9rie de m\u00e9tricas anuais, sendo que, refere o dirigente do SITAVA, \u201cHavia um plano da redu\u00e7\u00e3o dos capitais pr\u00f3prios negativos at\u00e9 atingir o positivo, e em 2019 a TAP j\u00e1 tinha de ter resultados l\u00edquidos positivos. Mas, na verdade se em 2017 a TAP deu mais de 40 milh\u00f5es de resultados positivos, em 2018 foram 120 milh\u00f5es negativos e em 2019 mais 108 milh\u00f5es negativos. Portanto, a 31 de dezembro de 2019, com a gest\u00e3o privada a funcionar, a situa\u00e7\u00e3o l\u00edquida da empresa apresentava mais de 800 milh\u00f5es de capitais pr\u00f3prios negativos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, era este o balan\u00e7o em 2019, diz o sindicalista, com uma agravante: \u201co investimento na frota, era alavancado com d\u00edvida e a d\u00edvida da frota a 31 de dezembro ultrapassava 1,5 mil milh\u00f5es de euros e, durante o ano de 2018\/2019, a administra\u00e7\u00e3o privada foi ao mercado fazer dois empr\u00e9stimos obrigacionistas que totalizam cerca de 700 milh\u00f5es de euros, um para os investidores institucionais e outro para o retalho\u201d. Soube-se agora, conclui Jos\u00e9 Sousa \u201cque com a entrega dos tais 264 milh\u00f5es de euros que Airbus avan\u00e7ou a Nielman, para capitalizar a TAP, estava contratualizada uma renda a pagar na compra dos avi\u00f5es. Isto \u00e9, a TAP, neste momento, paga os leasings mais caros que os concorrentes, porque est\u00e1 a pagar parte desses 264 milh\u00f5es que a Airbus avan\u00e7ou e parte desse dinheiro est\u00e1 agora a ser pago no leasing dos avi\u00f5es\u201d. Para se ter uma ideia, refere Jos\u00e9 de Sousa, o leasing de um A330&nbsp;900 neo custa 900 mil euros por m\u00eas e a TAP tem 19 destes avi\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto surge a pandemia e era esta a heran\u00e7a do neg\u00f3cio ruinoso montado pelo governo de Passos Coelho, \u201cuma empresa completamente exaurida, sem tesouraria e a necessitar de voar todos os minutos poss\u00edveis para pagar d\u00edvidas. Quando parou a frota por for\u00e7a da pandemia foi o descalabro\u201d. \u00c9 neste cen\u00e1rio, afirma o sindicalista \u201cque Pedro Nuno Santos, entra e em junho, n\u00e3o fora a entrada dos 1,2 mil milh\u00f5es de euros, a TAP n\u00e3o resistiria\u201d, porque os acionistas privados se recusaram a faz\u00ea-lo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA TAP sem capital do Estado n\u00e3o existir\u00e1\u201d e, quem defende o fim da TAP, deve, na opini\u00e3o do dirigente do SITAVA, Jos\u00e9 Sousa, \u201cassumir essas consequ\u00eancias pol\u00edticas, sociais e econ\u00f3micas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":90,"featured_media":6906,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[39],"tags":[],"coauthors":[186],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6905"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/90"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6905"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6905\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6979,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6905\/revisions\/6979"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6906"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6905"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6905"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6905"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=6905"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}