{"id":6762,"date":"2023-03-15T12:49:41","date_gmt":"2023-03-15T12:49:41","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=6762"},"modified":"2023-03-15T12:49:42","modified_gmt":"2023-03-15T12:49:42","slug":"brasil-denuncia-mais-de-2-500-pessoas-escravizadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2023\/03\/15\/brasil-denuncia-mais-de-2-500-pessoas-escravizadas\/","title":{"rendered":"Brasil denuncia mais de 2.500 pessoas escravizadas"},"content":{"rendered":"\n<p>Apesar das dificuldades de funcionamento desta entidade fiscalizadora das condi\u00e7\u00f5es de trabalho no Brasil, apenas 24 auditores em todo o Brasil, no ano de 2022, detetaram, atuaram e resgataram 2.575 pessoas escravizadas. A not\u00edcia, avan\u00e7ada pelo jornal online Brasil de Fato, \u00e9 divulgada no site da entidade fiscalizadora das condi\u00e7\u00f5es de trabalho do Brasil, atrav\u00e9s do portal daquela entidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O Estado de Minas Gerais, com 302 casos, \u00e9 o que mais situa\u00e7\u00f5es de escraviza\u00e7\u00e3o de trabalhadores apresenta, um crime que se espalha por todo o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O perfil das v\u00edtimas deste crime aponta para 80 a 90% serem negros, mais de 90% homens e na faixa et\u00e1ria dos 30 aos 39 anos; t\u00eam baixa escolaridade, tendo, na sua grande maioria, estudado at\u00e9 ao quito ano. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m uma percentagem consider\u00e1vel de analfabetos.<\/p>\n\n\n\n<p>As den\u00fancias deste crime dispararam a partir de 2020, quando foi denunciado, com grande repercuss\u00e3o medi\u00e1tica, um caso de trabalho escravo dom\u00e9stico no Estado de Minas Gerais. Tratava-se de uma mulher, Madalena Gordiano, obrigada a trabalhar na casa de uma fam\u00edlia dos oito aos 46 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o primeiro caso denunciado e resgatado, refere o BdF, aconteceu \u201cem 2017, na cidade de Rubim, em Minas Gerais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relat\u00f3rio publicado no site da Inspe\u00e7\u00e3o de Trabalho do Brasil a esmagadora maioria dos casos de escravatura acontecem em ambiente rural, cerca de 1982 casos, enquanto que em ambiente urbano foram detetados 593 casos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a realidade pode ser bem mais cruel<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o BdF a Secretaria da Inspe\u00e7\u00e3o de Trabalho fez um pedido para que se lan\u00e7asse um novo concurso para auditores. Em 2017, \u201chavia 12 auditores fiscais do trabalho para um grupo dividido em 4 equipas que atuavam em todo o territ\u00f3rio nacional\u201d. Com o concurso lan\u00e7ado, duplicaram o n\u00famero de auditores mas, ainda assim, \u201cn\u00e3o \u00e9 suficiente\u201d, referem.<\/p>\n\n\n\n<p>Este disparar dos n\u00fameros de resgates parece dar for\u00e7a \u00e0 ideia de que a realidade pode estar al\u00e9m dos n\u00fameros conhecidos. Desde logo, porque ap\u00f3s a den\u00fancia de 2017, muito badalada na comunica\u00e7\u00e3o social, os n\u00fameros seguintes andaram na casa das dezenas de casos. \u201cEm 2021 resgat\u00e1mos 31 trabalhadoras submetidas a condi\u00e7\u00f5es muito parecidas com a da Madalena\u201d, refere o BdF. O aumento de capacidade inspetiva s\u00f3 aconteceu em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Os trabalhadores n\u00e3o s\u00f3 s\u00e3o obrigados a trabalhar sem pagamento do sal\u00e1rio, como s\u00e3o submetidos a condi\u00e7\u00f5es de restri\u00e7\u00e3o de liberdade, e sujeitos a situa\u00e7\u00f5es de fraude como \u201capropria\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios assistenciais\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A not\u00edcia \u00e9 avan\u00e7ada pelo jornal digital brasileiro BdF: a inspe\u00e7\u00e3o de trabalho atuou em mais de 2500 casos de trabalho escravo durante o ano de 2022.<\/p>\n","protected":false},"author":153,"featured_media":6763,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[47],"tags":[],"coauthors":[89],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6762"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/153"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6762"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6762\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6765,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6762\/revisions\/6765"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6763"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6762"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6762"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6762"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=6762"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}