{"id":6012,"date":"2022-06-23T16:15:45","date_gmt":"2022-06-23T16:15:45","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=6012"},"modified":"2022-07-08T10:30:36","modified_gmt":"2022-07-08T10:30:36","slug":"solveig-nordlund-na-cinemateca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2022\/06\/23\/solveig-nordlund-na-cinemateca\/","title":{"rendered":"Solveig Nordlund na Cinemateca"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Dina e Django&nbsp; &#8211; amor tr\u00e1gico entre a re<\/strong>v<strong>olu\u00e7\u00e3o de Abril<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma obra multifacetada e coerente, sobretudo na sua rela\u00e7\u00e3o com o contexto portugu\u00eas, que pode ser muito interessante de descobrir. O ciclo arrancou com \u201cDina e Django\u201d realizado em 1981, em colabora\u00e7\u00e3o com o colectivo do qual fazia parte e foi fundadora &#8211; o \u201cGrupo Zero\u201d. Foi ali\u00e1s uma marca de Solveig Nordlund, o esp\u00edrito colaborativo, cooperativo e de interdisciplinaridade com outros colegas realizadores, actores, encenadores e t\u00e9cnicos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A descoberta do amor nas v\u00e9speras da revolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Estamos em 1974, dias antes da revolu\u00e7\u00e3o. Vemos imagens da capa e p\u00e1ginas de uma fotonovela, escutamos uma voz feminina que l\u00ea as legendas. Descobrimos que Dina est\u00e1 numa cozinha a ler para a av\u00f3 (conclu\u00edmos que \u00e9 analfabeta, como tanta gente da sua idade na altura), e que vivem na casa onde esta trabalha, um casal de classe m\u00e9dia com um filho. A fotonovela narra uma hist\u00f3ria de amor, que alimenta as fantasias da mi\u00fada que anda no antigo 7\u00ba ano (9\u00ba ano actual), portanto, tem quinze anos. Dina dorme com a av\u00f3, \u00e0 noite escuta a voz da sua imagina\u00e7\u00e3o que lhe fala do homem que h\u00e1-de aparecer. Dina est\u00e1 a descobrir o desejo, e sonha com algu\u00e9m por quem se possa apaixonar. Esconde-se na casa de banho, come\u00e7a a escrever um di\u00e1rio a 17 de mar\u00e7o de 1974. Para esta adolescente, os seus sentimentos aquilo com que fantasia, s\u00e3o mais importante que a revolu\u00e7\u00e3o que est\u00e1 prestes a acontecer em Portugal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dina rouba uma camisola azul \u00e0 patroa da av\u00f3, foge, veste-a no elevador \u00e0s escondidas. Sentimos a ousadia da mi\u00fada. Solveig Nordlund est\u00e1 a retratar igualmente as desigualdades e rela\u00e7\u00f5es de poder existentes antes do 25 de Abril, e que, de algum modo, se perpetuaram ainda no p\u00f3s-revolu\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>Dina sente-se livre com aquela camisola roubada \u00e0 patroa da av\u00f3; \u00e9 livre sem a bata branca igual \u00e0 das colegas, onde est\u00e1 cozido o seu nome. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Dina sente-se livre com aquela camisola roubada \u00e0 patroa da av\u00f3; \u00e9 livre sem a bata branca igual \u00e0 das colegas, onde est\u00e1 cozido o seu nome. Quando a vemos com a amiga no Largo do Carmo, onde dias depois acontecer\u00e1 Abril, sentimos naquele belo plano de grua que nos eleva quase ao c\u00e9u do Carmo, para depois voltar \u00e0s mi\u00fadas de bata, e se focar em Dina, que tudo o que conta \u00e9 a liberdade, e que esta est\u00e1 tamb\u00e9m ligada aos instintos do corpo e do esp\u00edrito. \u00c9 nesse sentido que as duas adolescentes pedem \u00e0 funcion\u00e1ria da escola (que fica tamb\u00e9m no Carmo) para lhes guardar pastas e batas. V\u00e3o para um bar, desse bar seguem para outro porque l\u00e1 dentro v\u00eaem algu\u00e9m a dan\u00e7ar. \u00c9 aqui que, mais tarde, Dina acaba por trabalhar, quando ainda est\u00e1 a estudar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dina sente vontade de ser mais, de ser outra pessoa, a sua ambi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a de luta de classe &#8211; as hist\u00f3rias que inventa sobre a fam\u00edlia de m\u00e9dicos, contra a qual quer ir e ser hospedeira s\u00e3o hist\u00f3ria de mi\u00fada. Dina quer sentir o que a patroa sente, quando se esconde a escrever no di\u00e1rio, e a escuta a ter prazer com o patr\u00e3o. Ela quer apenas a camisola para se destacar. Quer a liberdade, o amor; n\u00e3o tem mais ningu\u00e9m que a ame, al\u00e9m da av\u00f3, e esse amor n\u00e3o lhe basta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Django fala j\u00e1 de Dina antes de os vermos juntos, tal como Dina sonhava j\u00e1 com ele na cama e na casa-de-banho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>As noites de Dina e a claridade da liberdade do povo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Numa noite, Dina, amiga e o dono do bar v\u00e3o a um outro bar e a umas corridas de carros. Django olha-a, Dina olha-o. N\u00e3o precisamos de mais. Fogem juntos no carro dele. E vemos depois o nascer do dia, o mar como horizonte. Alguma coisa mudou, e poder\u00e1 mudar de uma maneira que n\u00e3o temos alcance ainda. Entramos naquilo na segunda parte do filme, ciclo impar\u00e1vel da vida da protagonista.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E a vida de Dina passa a ser a de Django: uma vida nocturna e marginal. Quem \u00e9 ele: um homem com dinheiro e um carro. Mais velho, mas n\u00e3o muito mais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, acontece a revolu\u00e7\u00e3o de Abril. A cineasta mostra imagens de arquivo, filmadas pela pr\u00f3pria naqueles dias: militares sentados num varandim, os tiros no Carmo, a popula\u00e7\u00e3o euf\u00f3rica nas ruas. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>A cineasta mostra imagens de arquivo, filmadas pela pr\u00f3pria naqueles dias: militares sentados num varandim, os tiros no Carmo, a popula\u00e7\u00e3o euf\u00f3rica nas ruas. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Mas Dina est\u00e1 na sua vida vertiginosa com aquele homem, que nunca deixa de trajar de negro. Nessa noite de liberdade, est\u00e3o ambos escondidos no bar, o antigo e emblem\u00e1tico Est\u00e1dio, do Bairro Alto. J\u00e1 enclausurados na sua rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Dina tenta resistir; ele n\u00e3o quer que ela estude, mas ela n\u00e3o desiste para n\u00e3o desiludir a av\u00f3 e porque as pessoas que estudam t\u00eam mais oportunidades. Na extraordin\u00e1ria cena em que est\u00e3o dentro do carro de Django num ferro velho, com a constru\u00e7\u00e3o dos altos pr\u00e9dios do que viria a ser a Portela de Sacav\u00e9m em segundo plano, Django diz-lhe que estudar n\u00e3o serve para nada. Pouco depois, vemo-la a estudar no \u201cEst\u00e1dio\u201d, o bar convertido em caf\u00e9 durante o dia. Django vai ter com ela, e falam dele como se de uma terceira pessoa de tratasse. Dina diz-lhe que o noivo que n\u00e3o a deixa estudar, ele responde que deve ser porque n\u00e3o a quer perder e n\u00e3o quer que depois ela se sinta superior a ele. Esta \u00e9 a conversa mais l\u00facida e madura entre os dois, em que notamos sinceridade na confiss\u00e3o de Django.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Django \u00e9 um homem s\u00f3 que podia ter encontrado uma sa\u00edda na rapariga por quem se apaixonou. Ao inv\u00e9s, sem saber o que \u00e9 a felicidade, e s\u00f3 conhecendo a marginalidade, bate-lhe, tem ci\u00fames, humilha-a, despreza, leva-a a roubar e, em alguns momentos, quase pensamos que a quer levar para a prostitui\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dina deixa os estudos, as fantasias das fotonovelas, a escrita inocente do di\u00e1rio, a companhia na cozinha da av\u00f3. Django rouba a carteira a um homem que lhes d\u00e1 boleia, sem Dina perceber, e esta \u00e9 obrigada a fugir com ele (antes ele protegera-a do homem que a tinha tratado como prostituta). Noutra noite, Dina levada pelo namorado a atrair um homem a quem este d\u00e1 uma facada para tirar dinheiro. Mais tarde, Django consegue extorquir dinheiro a outro indiv\u00edduo que queria pagar para ficar com Dina; v\u00e3o mesmo a casa dele, Django furioso n\u00e3o encontra nada de valor, e sequestram mulher e criada. Numa destas noites de margem, Dina chega e escuta uma conversa entre a patroa e o marido. Aquela acusa-a de roubar a camisola e de ser um empecilho que s\u00f3 ali est\u00e1 porque o marido a quer seduzir. Dina chora compulsivamente na cama, a av\u00f3 serena-a falando do \u201cponto\u201d (teste), que se lhe correu mal, \u201co que l\u00e1 vai l\u00e1 vai\u201d. Mas nada fica para tr\u00e1s j\u00e1 a Dina, que se sente um ap\u00eandice do mundo, e sem ter e conta o amor da av\u00f3, e desce ao abismo da rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia com Django.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A vertigem tr\u00e1gica de uma mi\u00fada na Lisboa livre e revolucion\u00e1ria<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Com a revolu\u00e7\u00e3o, at\u00e9 a patroa se sente mais livre, e quer ir para as ruas festejar. Com a liberdade, um amigo do casal vai \u00e0 cozinha e diz a neta e av\u00f3 que elas n\u00e3o t\u00eam de estar a preparar a salada de frutas. A velha mulher responde que n\u00e3o sabe fazer outra coisa. confunde o que faz com quem \u00e9. Esta \u00e9 a pen\u00faltima vez que vemos Dina com a av\u00f3.&nbsp; Aqui tudo podia ainda voltar ao que era. Depois sucede o irrevers\u00edvel \u00e0 mi\u00fada que repentinamente se tornou mulher num mundo assustador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, acontece o 1\u00ba de Maio, a popula\u00e7\u00e3o vai para as ruas; vemos imagens desse emblem\u00e1tico Dia do Trabalhador de 1974. Dina arrasta Django para a manifesta\u00e7\u00e3o do povo, onde mulheres vendem cravos e as pessoas passeiam bandeiras vermelhas e alegria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nada daquilo interessa a um homem que parece ter j\u00e1 nascido perdido, sem oportunidades e com instinto de maldade. Django aparece com uma metralhadora, \u00e9 com ela que amea\u00e7a e amarra (com a ajuda de Dina) as duas mulheres na casa do homem que quis dar dinheiro por Dina. Apanham um t\u00e1xi; taxista fala da revolu\u00e7\u00e3o, eles est\u00e3o desatentos e em fuga, na corda cada vez mais bamba da vertigem do destino. O taxista come\u00e7a a desconfiar daquele casal; por causa disso, Django atinge o homem com a arma. No plano seguinte, vemo-lo com todo o sangue frio, no lugar do condutor. Quando despacham o corpo, \u00e9 Dina quem d\u00e1 os \u00faltimos tiros de metralhadora para matar o homem: Dina tornou-se numa criminosa. A <em>voice over<\/em> de Django diz que ela \u00e9 que o matou, e conseguimos perceber o qu\u00e3o manipulador este sujeito consegue ser, mesmo consigo mesmo. Na noite de perdi\u00e7\u00e3o, encontram uma segunda patrulha de militares (a primeira tinha sido com o taxista), p\u00f5em-se em fuga pela cidade. Sem outro lugar para onde ir, escondem-se momentaneamente na casa dos patr\u00f5es, para limpar o sangue das m\u00e3os, e Dina tirar uma camisa para o noivo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pris\u00e3o em tempo de liberdade, uma not\u00edcia de jornal e Nicholas Ray<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Logo depois, quando os vemos deitados, est\u00e3o na cama de Django; Dina acorda em sobressalto, fala em sangue, e por instante sentimos al\u00edvio: tudo aquilo pode ser sido um sonho. Django abre a janela, para a avenida (Almirante Reis) e manda Dina telefonar ao homem a quem ainda querem extorquir dinheiro; percebemos que a realidade \u00e9 aquela a que estivemos a assistir. Dina telefona \u00e0 av\u00f3; Django desconfia; a av\u00f3 aparece de t\u00e1xi, e leva a rapariga. N\u00e3o temos pena de Django, quem nos preocupa \u00e9 Dina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O desfecho acontece nas piscinas, entre o entusiamo das crian\u00e7as a brincar e nadar, com a av\u00f3 a tomar conta do filho do casal (a quem sempre deu afecto, e por quem sempre sentiu rever\u00eancia): a av\u00f3 pede \u00e0 neta para esquecer aquele homem; Dina chora, ao mesmo tempo acredita que tudo pode voltar ao que era: recuperar o ano, fazer os exames em Dezembro. Depois, num magn\u00edfico plano de grua, escutamos a voz em <em>off<\/em> do altifalante a anunciar para as crian\u00e7as sa\u00edrem da \u00e1gua. Av\u00f3 e neta permanecem no mesmo lugar, Dina com a cabe\u00e7a tombada na mesa, a av\u00f3 a ampar\u00e1-la; escutamos a <em>voice over<\/em> da protagonista: ficou para sempre com aquela imagem, as rugas de preocupa\u00e7\u00e3o da av\u00f3, a mulher que sempre fez tudo por ela; depois a pol\u00edcia apareceu, diz a voz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo o que resta, no desfecho, \u00e9 uma fotografia num jornal, em que vemos Dina e Django lado-a-lado no tribunal; lemos que apanharam a pena m\u00e1xima.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quatro notas finais sobre este vertiginoso, belo e tr\u00e1gico filme de Solveig Nordlund.<\/p>\n\n\n\n<ol><li>Quando escutamos a av\u00f3 a pedir que ela deixe aquele homem, n\u00e3o queremos acreditar que Dina possa ser condenada, mas pressentimos que ela n\u00e3o deixar\u00e1 Django. Este f\u00ea-la sentir vida, amor, um amor violento (ele chega a bater-lhe). Dina \u00e9 uma personagem que n\u00e3o vivia na noite, n\u00e3o era da noite, e que, como as personagens de Nicholas Ray, em \u201cFilhos da Noite\u201d (\u201cThey Live By Night\u201d), n\u00e3o foi <em>\u201cproper introduced to the world she lives in\u201d<\/em>; ao contr\u00e1rio de Django, que estava j\u00e1 perdido para quando a conheceu.&nbsp;<br><\/li><li>Por isso nos lembramos de Ray, como certamente a realizadora se lembrou. Recordo a cena em que nos \u00e9 introduzida a fam\u00edlia para quem a av\u00f3 trabalha. \u00c9 um momento contrastante com o anterior, em que t\u00ednhamos estado com neta e av\u00f3 a escutar a fotonovela: na sala, escutamos a mais emblem\u00e1tica sequ\u00eancia de \u201cJohnny Guitar\u201d, quem est\u00e1 a ver o filme \u00e9 a patroa e o filho. A av\u00f3 entra para ir buscar a gelatina que o mi\u00fado n\u00e3o quer comer, e que Dina come logo depois, ainda agarrada \u00e0 fotonovela.&nbsp;<br><\/li><li>\u00c9 nestes detalhes que, enquanto nos narra a hist\u00f3ria &#8211; que pode ter aparecido num jornal &#8211; de um casal de assassinos, Solveig Nordlund revela o contexto e estratifica\u00e7\u00e3o social, econ\u00f3mica e mesmo intelectual de um Portugal antes e p\u00f3s revolu\u00e7\u00e3o de Abril. E imaginamos que entre todas as not\u00edcias sobre Abril, apareceu aquela de Dina e de Django, e que num gesto criativo de imagina\u00e7\u00e3o a realizadora quis falar sobre uma dilacerante entrada na vida de uma mi\u00fada.&nbsp;<br><\/li><li>Sobre essa fotografia de jornal escutamos a voz de Dina dizer que est\u00e1 agora separada de Django, sentimos o que prevemos na cena da piscina \u2013 essa depend\u00eancia emocional do homem que a fez viver coisas \u201cna ponta da espada\u201d, perigosas e com consequ\u00eancias irrepar\u00e1veis. A voz de Django diz que viver aqueles momentos com ela lhe bastaram. E mesmo daqui, neste di\u00e1logo, duplo mon\u00f3logo interior, conclu\u00edmos sobre o abismo do amor entre aquelas duas pessoas.&nbsp;<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Em suma, as convuls\u00f5es de Abril deram-nos a liberdade, o contentamento e a esperan\u00e7a. Em contraste, Solveig Nordlund mostra um outro lado, com a pris\u00e3o de uma mi\u00fada que s\u00f3 queria ser e sentir-se livre, feliz no e com o amor, e que, n\u00e3o sabendo que a vida podia ser cruel, se v\u00ea num t\u00fanel escuro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Cinemateca Portuguesa apresenta em Junho e Julho um ciclo dedicado a toda a filmografia da realizadora Solveig Nordlund, que reunir\u00e1 filmes raramente vistos em sala, em Portugal, alguns deles filmados no seu pa\u00eds de origem, a Su\u00e9cia. <\/p>\n","protected":false},"author":81,"featured_media":6016,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[48],"tags":[],"coauthors":[177],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6012"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/81"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6012"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6012\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6056,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6012\/revisions\/6056"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6016"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6012"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6012"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6012"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=6012"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}