{"id":5924,"date":"2022-06-07T10:18:14","date_gmt":"2022-06-07T10:18:14","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=5924"},"modified":"2022-06-23T16:32:38","modified_gmt":"2022-06-23T16:32:38","slug":"as-festas-estao-de-volta-a-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2022\/06\/07\/as-festas-estao-de-volta-a-lisboa\/","title":{"rendered":"As festas est\u00e3o de volta a Lisboa"},"content":{"rendered":"\n<p>E Nada seria poss\u00edvel sem o esfor\u00e7o daqueles que durante boa parte do ano se dedicam, atrav\u00e9s do associativismo, \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o das festas. Centenas de coletividades que juntam as mais diversas express\u00f5es desportivas, culturais e recreativas em diversos bairros da cidades s\u00e3o os pulm\u00f5es da alegria que transborda neste m\u00eas. A pandemia do novo coronav\u00edrus n\u00e3o s\u00f3 suspendeu a agita\u00e7\u00e3o que percorria as ruas de Lisboa e de outros concelhos da \u00c1rea Metropolitana como afetou a atividade de muitas associa\u00e7\u00f5es. Este \u00e9 novamente um momento para congregar \u00e0 sua volta in\u00fameras express\u00f5es dentro do contexto das festas. Para muitas coletividades, este \u00e9 tamb\u00e9m um importante momento de receitas para&nbsp;investir nos muitos projetos que desenvolvem anualmente junto das popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As festas de Lisboa ao longo da hist\u00f3ria<\/h2>\n\n\n\n<p>As festas em Lisboa realizavam-se tradicionalmente duas vezes por ano: a 15 de fevereiro, dia da traslada\u00e7\u00e3o do corpo de Santo Ant\u00f3nio para a catedral de P\u00e1dua, e a 13 de junho, data da sua morte. \u00c0s cerim\u00f3nias religiosas, como as missas e a prociss\u00e3o, juntavam-se as festas oficiais da autarquia no Terreiro do Pa\u00e7o e mais tarde no Rossio, que terminavam com fogo-de-artif\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Simultaneamente, um pouco por toda a cidade, decorriam as festas populares nos bairros, relacionadas com os ancestrais festejos do solst\u00edcio de ver\u00e3o, os arraiais e descantes e ainda os tronos em homenagem a Santo Ant\u00f3nio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por toda a parte, em todas as casas, via-se a imagem do Santo, no seu altar, ornada de flores e de longos pavios. Estes tronos constituem uma das manifesta\u00e7\u00f5es mais singulares do culto antoniano que, mais tarde, foram tamb\u00e9m apropriados pelas crian\u00e7as que passam a competir entre si na sua feitura.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as comemora\u00e7\u00f5es religiosas e pag\u00e3s, durante o dia, \u00e0 noite e pela madrugada de 12 para 13 de Junho, a multid\u00e3o deslocava-se pelas ruas da cidade erguendo archotes e lampi\u00f5es para iluminar o caminho. Estes desfiles espont\u00e2neos de pessoas transportando bal\u00f5es iluminados em canas est\u00e3o na origem das Marchas Populares que a partir de 1932, durante o fascismo, se tranformariam num concurso organizado, encenado e tem\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Em homenagem ao dom de casamenteiro do Santo, cria-se, na d\u00e9cada de 50, o concurso das Noivas de Santo Ant\u00f3nio, que permitiu, ao longo dos anos, celebrar in\u00fameros casamentos a casais de poucos recursos econ\u00f3micos.<\/p>\n\n\n\n<p>O regime fascista tentou atrav\u00e9s das Marchas Populares controlar desde o princ\u00edpio a componente popular das festas de Lisboa mas as coletividades acabaram por fazer sempre parte desta hist\u00f3ria. As marchas foram adquirindo um enorme prest\u00edgio ao longo dos anos com grande entusiasmo popular. Em 1952, a novidade \u00e9 a desloca\u00e7\u00e3o do desfile para o percurso que conhecemos, do Marqu\u00eas de Pombal aos Restauradores.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de mais um per\u00edodo inst\u00e1vel, a partir de 1963, e at\u00e9 1970, o desfile ocorreu sem interrup\u00e7\u00f5es, sendo nesse ano que a televis\u00e3o se torna um espectador ass\u00edduo, primeiro a preto-e-branco e mais tarde, com cor, revelando toda a ess\u00eancia e esplendor das Marchas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 60 come\u00e7am as exibi\u00e7\u00f5es em recinto fechado, no Pavilh\u00e3o dos Desportos, no Parque Eduardo VII. Nessa altura registou-se um dos percursos mais longos \u2013 do Parque ao Terreiro do Pa\u00e7o, com passagem pelas Avenidas Sid\u00f3nio Pais e Fontes Pereira de Melo. Em 65, aparecem os carros aleg\u00f3ricos e, em 69, as mascotes \u2013 crian\u00e7as que acompanham a marcha vestidas a rigor. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, as marchas como espelho do movimento associativo e popular ganharam express\u00e3o noutros concelhos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em junho, o formigueiro festivo de Lisboa est\u00e1 de regresso depois de dois anos de restri\u00e7\u00f5es. As Marchas Populares e os arraiais s\u00e3o parte integrante de um corrupio de sorrisos que enche as ruas da cidade.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":5927,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[55],"tags":[],"coauthors":[71],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5924"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5924"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5924\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6026,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5924\/revisions\/6026"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5927"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5924"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5924"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5924"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=5924"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}