{"id":5858,"date":"2022-04-06T15:29:16","date_gmt":"2022-04-06T15:29:16","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=5858"},"modified":"2022-04-06T15:29:17","modified_gmt":"2022-04-06T15:29:17","slug":"abril-outra-vez-e-sempre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2022\/04\/06\/abril-outra-vez-e-sempre\/","title":{"rendered":"Abril outra vez e sempre"},"content":{"rendered":"\n<p>Passam agora 48 anos da gloriosa revolu\u00e7\u00e3o que derrubou a ditadura fascista, tantos quantos os que durou este regime que aterrorizou os portugueses e os povos das ex-col\u00f3nias. O fascismo n\u00e3o foi apenas um regime de opress\u00e3o e obscurantismo, foi tamb\u00e9m a express\u00e3o organizada de um poder num Estado ao servi\u00e7o dos monop\u00f3lios e dos grandes agr\u00e1rios que sujeitaram os trabalhadores e o povo a uma brutal explora\u00e7\u00e3o e o pa\u00eds ao atraso. Durante quase meio s\u00e9culo, as elites pol\u00edticas e econ\u00f3micas do fascismo protegeram o seu poder atrav\u00e9s do aparelho repressivo do Estado, institucionalizando a viol\u00eancia, o medo e a coer\u00e7\u00e3o como modos de perpetuar o seu jugo. A tortura era ferramenta corrente. Importa relembrar que de branda nada teve esta ditadura. Importa n\u00e3o esquecer os que pereceram \u00e0s suas m\u00e3os. Lembr\u00e1-los \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para honrar a democracia que com a revolu\u00e7\u00e3o vingou e \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para dela n\u00e3o nos perdermos. <\/p>\n\n\n\n<p>Libertar Portugal do fascismo e promover a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida das massas e o desenvolvimento do Pa\u00eds exigiu a liquida\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea do poder pol\u00edtico e do poder econ\u00f3mico das for\u00e7as que sustentavam o fascismo \u2013 os monopolistas e latifundi\u00e1rios \u2013, seus verdadeiros benefici\u00e1rios. N\u00e3o bastava, como pretendiam sectores da burguesia liberal, promover apenas mudan\u00e7as pol\u00edticas no regime. <\/p>\n\n\n\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o de Abril foi feita tamb\u00e9m pela paz, contra a opress\u00e3o nas ex-col\u00f3nias, no respeito pela soberania e autodetermina\u00e7\u00e3o, liberta\u00e7\u00e3o e emancipa\u00e7\u00e3o dos seus povos. <\/p>\n\n\n\n<p>No momento em que vivemos, lembramos os povos que enfrentam lutas di\u00e1rias na constru\u00e7\u00e3o da paz. <\/p>\n\n\n\n<p>E com o despontar da primavera, ao recreio d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio regressam, ap\u00f3s tr\u00eas anos de paragem, as crian\u00e7as da Marcha Infantil. Prontas para recuperar o tempo perdido, encontram-se todos os fins de tarde para preparar o desfile das Festas Populares que este ano regressam tamb\u00e9m por toda a cidade e ao Arraial d\u2019A Voz. At\u00e9 l\u00e1, encontramo-nos na Avenida da Liberdade, dia 25 de Abril, para celebrar e defender a revolu\u00e7\u00e3o que foi e \u00e9 futuro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passam agora 48 anos da gloriosa revolu\u00e7\u00e3o que derrubou a ditadura fascista, tantos quantos os que durou este regime que aterrorizou os portugueses e os povos das ex-col\u00f3nias. 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