{"id":5733,"date":"2022-04-01T09:31:22","date_gmt":"2022-04-01T09:31:22","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=5733"},"modified":"2022-05-05T11:04:11","modified_gmt":"2022-05-05T11:04:11","slug":"o-fascismo-portugues-torturou-e-matou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2022\/04\/01\/o-fascismo-portugues-torturou-e-matou\/","title":{"rendered":"O fascismo portugu\u00eas torturou e matou"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Assassinatos<\/h2>\n\n\n\n<p>Foi na madrugada de 25 de abril de 1974 que milhares de soldados, conduzidos pelo Movimento das For\u00e7as Armadas, protagonizaram um levantamento militar que p\u00f4s fim \u00e0 ditadura fascista, uma meta cujo alcance dependeu em grande medida de uma acumula\u00e7\u00e3o de lutas constru\u00eddas durante 48 anos na mais absoluta clandestinidade. Todos os que lutaram pela liberdade fazem parte dela mas muitos n\u00e3o a chegaram a conhecer.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Jos\u00e9 Pedro Soares, da Uni\u00e3o de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP), tamb\u00e9m ele ex-preso pol\u00edtico, foram cerca de 200 os assassinados pelo regime fascista em Portugal. Estes dados constam de um trabalho de investiga\u00e7\u00e3o que est\u00e1 a ser desenvolvido e que pretende detalhar os n\u00fameros reais do n\u00famero de mortos pela ditadura e de presos pol\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste grupo, encontra-se Alfredo Dinis (Alex), assassinado na manh\u00e3 de 4 de julho de 1945, aos 28 anos de idade. Oper\u00e1rio metal\u00fargico, de Lisboa, iniciou a sua atividade pol\u00edtica e partid\u00e1ria contra a ditadura ainda muito jovem e era dirigente do PCP. Foi assassinado no lugar da Bemposta, na estrada que liga Bucelas a Sobral de Monte Agra\u00e7o, quando se dirigia a um encontro clandestino de bicicleta. Foi atropelado por uma carrinha da pol\u00edcia pol\u00edtica de ent\u00e3o a PVDE e depois alvejado at\u00e9 \u00e0 morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Fizeram o mesmo a 19 de maio de 1954 com a trabalhadora agr\u00edcola comunista Catarina Euf\u00e9mia. Usaram as balas para calar a luta pela liberdade em Baleiz\u00e3o, no Alentejo. O mesmo m\u00e9todo foi utilizado pela PIDE para assassinar o artista pl\u00e1stico Jos\u00e9 Dias Coelho, dirigente do PCP e falsificador de documentos. No dia 19 de dezembro de 1961, os inspetores dispararam sobre Dias Coelho na antiga Rua da Creche, em Lisboa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1958, no dia 31 de julho, de acordo com a p\u00e1gina do Museu do Aljube &#8211; Resist\u00eancia e Liberdade, o comunista Raul Alves foi atirado pela janela do terceiro andar da sede da PIDE, na Rua Ant\u00f3nio Maria Cardoso. Segundo os agentes oficiais, teria sido suic\u00eddio. V\u00e1rias pessoas foram testemunhas desta morte. Uma dessas pessoas foi Helo\u00edsa Ramos Lins, mulher do embaixador do Brasil, \u00c1lvaro Lins, que denunciou o assassinato ao cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Gon\u00e7alves Cerejeira. \u201cN\u00e3o h\u00e1 motivo para ficar t\u00e3o impressionada. Trata-se apenas de um comunista sem import\u00e2ncia\u201d, respondeu-lhe dias depois o Minist\u00e9rio do Interior.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas os assassinatos nem sempre ocorreram sob a forma de tortura ou arma de fogo. Em 1940, um dos l\u00edderes hist\u00f3ricos do movimento anarcossindicalista, M\u00e1rio Castelhano, morreu v\u00edtima de febre intestinal, agravada pela constante falta de assist\u00eancia m\u00e9dica e medicamentosa, bem como pelas paup\u00e9rrimas condi\u00e7\u00f5es de higiene do Campo de Concentra\u00e7\u00e3o do Tarrafal, em Cabo Verde. Foi neste campo de concentra\u00e7\u00e3o que o ent\u00e3o secret\u00e1rio- -geral do PCP, Bento Gon\u00e7alves, morreu de \u201cfebre biliosa hemoglobin\u00farica\u201d, tamb\u00e9m por falta de cuidados m\u00e9dicos. Outro dirigente do PCP, Milit\u00e3o Ribeiro, morreu aos 54 anos, debilitado pelas sucessivas pris\u00f5es tortura e falta de assist\u00eancia m\u00e9dica. Uma doen\u00e7a pulmonar infeciosa foi fatal. Apesar da gravidade da doen\u00e7a, foi colocado em regime de isolamento durante nove meses sem acesso a cuidados de sa\u00fade. Escreveu uma carta com o pr\u00f3prio sangue a denunciar as autoridades e acabou por morrer em 1950. Quando morreu pesava 32 quilos.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, para al\u00e9m dos 200 homens e mulheres assassinados em Portugal, o regime fascista foi respons\u00e1vel por incont\u00e1veis mortes nas col\u00f3nias contra os povos aut\u00f3ctones, nomeadamente em contexto de lutas laborais.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 no Massacre de Batep\u00e1 (S. Tom\u00e9, 1953) ter\u00e3o sido mortas 200 pessoas. Mas houve tamb\u00e9m repress\u00f5es homicidas contra os trabalhadores portu\u00e1rios de Bissau (Massacre de Pinjiguiti, 1959), contra os trabalhadores rurais da Companhia Geral dos Algod\u00f5es de Angola (Revolta da Baixa do Cassanje, 1961), entre outros.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tortura<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo a historiadora Irene Pimentel, \u201c\u00c1lvaro Cunhal contou que, da primeira vez em que foi preso, nos anos trinta do s\u00e9culo XX, o colocaram, algemado, no meio de uma roda de agentes, onde foi espancado a murro, pontap\u00e9, cavalo-marinho e com umas grossas t\u00e1buas. Depois, deixaram-no cair, imobilizaram-no no solo, descal\u00e7aram-lhe os sapatos e meias e deram-lhe violentas pancadas nas plantas dos p\u00e9s. Quando o levantaram, obrigaram-no a marchar sobre os p\u00e9s feridos e inchados, ao mesmo tempo que voltaram a espanc\u00e1-lo. Isto repetiu-se por numerosas vezes, durante largo tempo, at\u00e9 que perdeu os sentidos, ficando cinco dias sem praticamente dar acordo de si\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Nesse per\u00edodo, entre os anos 30 e 40, a forma mais habitual de tortura eram os espancamentos, acompanhados da tortura da est\u00e1tua, em que o detido tinha de estar de p\u00e9 durante longas horas virado para uma parede. Sempre que ca\u00eda, os agentes pontapeavam-no. <\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo das d\u00e9cadas, as formas de tortura foram sendo apuradas e mais diversificadas. Em 1961, Oct\u00e1vio Pato foi impedido de dormir durante onze dias e onze noites, de uma vez, e sete dias e sete noites, noutra, com um pequeno intervalo de dois ou tr\u00eas dias. Esta t\u00e9cnica era ainda mais dura para o detido devido ao desgaste f\u00edsico e psicol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Irene Pimentel, a pol\u00edcia pol\u00edtica portuguesa come\u00e7ou efetivamente a aperfei\u00e7oar \u201ccientificamente\u201d os seus m\u00e9todos de tortura, a partir do final dos anos cinquenta, em contacto com servi\u00e7os secretos e pol\u00edcias de outros pa\u00edses, nomeadamente os norte-americanos da CIA. <\/p>\n\n\n\n<p>Nobre de Melo, autora de um livro sobre mulheres portuguesas na resist\u00eancia ao fascismo, escreveu sobre o caso de Ol\u00edmpia Br\u00e1s, do Cou\u00e7o, espancada por duas agentes da PIDE at\u00e9 ficar com o bra\u00e7o completamente negro. Como n\u00e3o gritou ou chorou, uma das agentes bateu- -lhe com a cabe\u00e7a contra a parede. Depois, ficou sentada num banco, no meio da sala, sem se encostar, revezando-se os agentes, que chegaram a ser vinte, para n\u00e3o a deixarem dormir, durante horas e horas, com amea\u00e7as, insultos e humilha\u00e7\u00f5es. Ao fim de tr\u00eas noites, entrou o inspetor Silva Carvalho, avisando-a que seria despida, se n\u00e3o falasse. As agentes Madalena e Assun\u00e7\u00e3o deixaram-na nua, batendo-lhe a primeira agente com um cassetete no peito esquerdo, que ficou negro de repente.<\/p>\n\n\n\n<p>A resist\u00eancia das mulheres nas pris\u00f5es fascistas e os m\u00e9todos espec\u00edficos de tortura de que foram alvo &#8211; atrav\u00e9s de menoriza\u00e7\u00e3o moral (que jogava metodicamente com a condi\u00e7\u00e3o feminina da \u00e9poca) e a viol\u00eancia sexual &#8211; \u00e9 uma hist\u00f3ria que precisa de continuar a ser desenterrada. Muitas foram as mulheres que morreram sem nunca terem tornado p\u00fablicos os epis\u00f3dios a que sobreviveram, mas por aquelas que falaram, conseguimos antever a ponta deste iceberg. Concei\u00e7\u00e3o Matos, militante comunista, presa quando estava na clandestinidade, testemunha: \u201cTantas vezes tentei fazer as minhas necessidades quantas fui interrompida pela entrada dos \u00abpides\u00bb e acabei mesmo por me aliviar na sua presen\u00e7a. O meu estado de tens\u00e3o era tal que \u00e0 mistura com aquilo tudo, fartei-me de vomitar. Foram-me despindo aos poucos e tentaram obrigar-me a limpar a porcaria com a minha roupa. Opus-me terminantemente e tiveram eles que ensopar os excrementos e a urina na minha roupa e arrastar tudo pela sala em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 casa de banho. O Tinoco provocava-me de forma mais coesa, ofendendo-me na minha dignidade de mulher. Eu j\u00e1 estava em combina\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>Muitos camaradas nossos foram selvaticamente torturados: com espancamentos brutais durante horas e horas a cavalo-marinho e com grossas t\u00e1buas, apertos de test\u00edculos, queimaduras com fa\u00edscas el\u00e9ctricas e com cigarros, pancadas brutais na planta dos p\u00e9s descal\u00e7os, etc. Nos \u00faltimos anos, a pol\u00edcia tem vindo a redobrar de brutalidade nos espancamentos; muitos camaradas saem dos interrogat\u00f3rios com o corpo negro e a sangrar, alguns mesmo com fracturas depois das horas seguidas de cru\u00e9is espancamentos a cassetete e cavalo-marinho; as mulheres j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o poupadas \u00e0s brutalidades e algumas t\u00eam sido despidas e chicoteadas pelos bandidos da PIDE. Durante dias seguidos, os presos s\u00e3o submetidos a uma tremenda press\u00e3o nervosa pela pol\u00edcia, que os impede de dormir, os maltrata continuamente e os amea\u00e7a de morte (\u2026)<\/p><cite>\u00c1lvaro Cunhal<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-2\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Presos pol\u00edticos<\/h2>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de presos pol\u00edticos em Portugal estima-se em cerca de 30 mil. Segundo Jos\u00e9 Pedro Soares, a contagem \u00e9 um trabalho que exige rigor e investiga\u00e7\u00e3o. Recorda que antes de 1933 n\u00e3o havia pol\u00edtica pol\u00edtica e que as pris\u00f5es eram feitas pela PSP ou GNR. H\u00e1 dois anos, ao Pol\u00edgrafo, o historiador Fernando Rosas, refere isso mesmo ao indicar que \u201ca contabiliza\u00e7\u00e3o precisa do n\u00famero dos presos pol\u00edticos desde a instaura\u00e7\u00e3o da ditadura militar em 28 de maio de 1926 at\u00e9 ao 25 de abril \u00e9 dif\u00edcil devido ao facto de at\u00e9 1934 haver v\u00e1rias entidades (Ex\u00e9rcito, PSP, GNR, pol\u00edcia pol\u00edtica, etc.) a realizar pris\u00f5es pol\u00edticas e n\u00e3o haver informa\u00e7\u00e3o estat\u00edstica espec\u00edfica e centralizada. Ela inicia-se com a cria\u00e7\u00e3o (em 1933) e efectivo funcionamento da PVDE (a antecessora da PIDE) a partir de 1934\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A esse prop\u00f3sito, o historiador recorda que foram feitos v\u00e1rios c\u00e1lculos a partir de fontes militares e da contagem dos registos de entrada na PVDE, na PIDE e na DGS que apontaram para pelo menos 30 mil presos pol\u00edticos. <\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Pedro Soares recordou \u00e0 A Voz do Oper\u00e1rio que, ainda assim, h\u00e1 muita gente que pode n\u00e3o ter sido contabilizada e lembrou as deten\u00e7\u00f5es em massa pelo regime. \u201cLembremos os milhares de estudantes detidos na luta estudantil mas tamb\u00e9m os muitos presos que foram metidos em pra\u00e7as de touros como aconteceu em Vila Franca de Xira, em Montemor o Novo e no Campo Pequeno, em Lisboa\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pris\u00f5es, este ex-preso pol\u00edtico sublinhou as mais emblem\u00e1ticas do regime fascista: Angra do Hero\u00edsmo, Aljube, Porto, Caxias, Forte de Peniche e Campo de Concentra\u00e7\u00e3o do Tarrafal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Censura<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar das promessas de que a jovem ditadura n\u00e3o iria tornar permanente a censura \u00e0 imprensa, a verdade \u00e9 que veio para ficar. O objetivo era silenciar qualquer cr\u00edtica ao novo regime. Menos de um m\u00eas depois do golpe militar de 28 de Maio, a 22 de junho de 1926, foi institu\u00edda a Censura Pr\u00e9via, tido como medida transit\u00f3ria. Dois dias depois, os jornais apareciam com a seguinte mensagem: \u201ceste n\u00famero foi visado pela Comiss\u00e3o de Censura\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para terem autoriza\u00e7\u00e3o para a sua impress\u00e3o, os jornais eram obrigados a enviar quatro provas de cada p\u00e1gina para a comiss\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 em 1933, com a instaura\u00e7\u00e3o da constitui\u00e7\u00e3o fascista, que a Censura Pr\u00e9via \u00e9 legalmente institu\u00edda e as Comiss\u00f5es de Censura passam do Minist\u00e9rio da Guerra para o Minist\u00e9rio do Interior.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o muitos os exemplos de censura ao longo das d\u00e9cadas mas tamb\u00e9m de encerramento de jornais e pris\u00e3o de jornalistas. Entre eles, A Voz do Oper\u00e1rio, que foi objecto do corte de artigos atrav\u00e9s do l\u00e1pis azul. Segundo o Museu da Imprensa, a 17 de Agosto de 1936, a Censura corta integralmente a \u00faltima cr\u00f3nica de M\u00e1rio Neves para o \u201cDi\u00e1rio de Lisboa\u201d, sobre a Guerra Civil de Espanha. Enviada telefonicamente de Badajoz, ela s\u00f3 viria a ser divulgada em Portugal depois do 25 de Abril.<\/p>\n\n\n\n<p>Em janeiro de 1947, dez anos depois, \u00e9 o pr\u00f3prio Salazar que repreende por escrito os servi\u00e7os centrais da Censura por terem sido brandos com o seman\u00e1rio \u201cAgora\u201d que, al\u00e9m de uma suspens\u00e3o, ficou sujeito a provas de p\u00e1gina. Salazar queria maior dureza: \u201cmais valia ter alargado a suspens\u00e3o\u201d, escreveu ele, como se pode ler na \u201cHist\u00f3ria da Censura em Portugal &#8211; contributos para uma cronologia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a censura n\u00e3o visava apenas a imprensa. A Sociedade Portuguesa de Escritores foi assaltada pela PIDE, na noite de 21 de Maio, na sequ\u00eancia da atribui\u00e7\u00e3o do Grande Pr\u00e9mio de Novela ao autor de \u201cLuanda\u201d, o escritor angolano Luandino Vieira, que se encontrava preso no Tarrafal por motivos pol\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na noite de 24 para 25 de Abril, a censura continuou a trabalhar e fez v\u00e1rios cortes. V\u00e1rias not\u00edcias sobre o movimento dos Capit\u00e3es de Abril foram censuradas, mesmo de madrugada. At\u00e9 ao fim, o regime fascista n\u00e3o deixou de perseguir quem trabalhava na imprensa. A dois dias da revolu\u00e7\u00e3o, a PIDE levou a cabo uma das \u00faltimas vagas de pris\u00f5es contra jornalistas. \u00c0 A Voz do Oper\u00e1rio, um desses detidos, Fernando Correia, do Di\u00e1rio de Lisboa, recorda que foi \u00e0 volta de uma dezena e de v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social, entre os quais o seu, o Rep\u00fablica e a ag\u00eancia France Press. Para o Di\u00e1rio de Lisboa, acabou por escrever uma cr\u00f3nica sobre a revolu\u00e7\u00e3o vivida na pris\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A revolu\u00e7\u00e3o que derrubou a ditadura fascista celebra agora 48 anos, tantos como os que durou o regime que aterrorizou os<br \/>\nportugueses e os povos das ex-col\u00f3nias. Durante meio s\u00e9culo, as elites pol\u00edticas e econ\u00f3micas do fascismo protegeram o seu poder<br \/>\natrav\u00e9s do aparelho repressivo do Estado, institucionalizando a viol\u00eancia, o medo e a coer\u00e7\u00e3o como meios de perpetuar o seu jugo.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":5737,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[55],"tags":[],"coauthors":[71],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5733"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5733"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5733\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5871,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5733\/revisions\/5871"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5737"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5733"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5733"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5733"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=5733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}