{"id":5670,"date":"2022-03-20T19:42:19","date_gmt":"2022-03-20T19:42:19","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=5670"},"modified":"2022-03-20T19:42:21","modified_gmt":"2022-03-20T19:42:21","slug":"facamos-frente-a-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2022\/03\/20\/facamos-frente-a-guerra\/","title":{"rendered":"Fa\u00e7amos frente \u00e0 guerra"},"content":{"rendered":"\n<p>A interven\u00e7\u00e3o da R\u00fassia na Ucr\u00e2nia \u00e9 um acto que p\u00f5e em perigo a paz na Europa num contexto em que a Uni\u00e3o Europeia prefere apagar a fogueira com mais gasolina. Sejamos claros, a invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia pela R\u00fassia foi uma surpresa para o mundo e deve terminar o mais rapidamente poss\u00edvel. N\u00e3o se pode, contudo, fingir que a guerra come\u00e7ou h\u00e1 uma semana quando h\u00e1 oito anos que os civis de Donbass fogem das bombas. Em momento algum a Ucr\u00e2nia se predisp\u00f4s a cumprir os acordos de paz assinados em Minsk, deixando prolongar um conflito durante quase uma d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p>Nenhuma destas raz\u00f5es justifica a interven\u00e7\u00e3o russa na Ucr\u00e2nia que, \u00e0 luz do direito internacional, \u00e9 t\u00e3o ilegal como as agress\u00f5es da NATO, dos Estados Unidos e de pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia na Jugosl\u00e1via, Afeganist\u00e3o, Iraque, S\u00edria e L\u00edbia, entre tantos outros exemplos. Mas se a decis\u00e3o de Moscovo \u00e9 conden\u00e1vel n\u00e3o pode deixar de nos preocupar a insistente estrat\u00e9gia de alargamento da NATO a leste pondo em perigo a paz no nosso continente. S\u00e3o v\u00e1rios os militares portugueses que o t\u00eam dito, recordando que estamos a falar da primeira pot\u00eancia mundial em armas nucleares.<\/p>\n\n\n\n<p>Precisamos urgentemente de iniciativas que imponham rapidamente a paz e n\u00e3o de alimentar uma narrativa de \u00f3dio entre as duas partes que se estende a toda a Europa com decis\u00f5es de censura a canais de informa\u00e7\u00e3o e uma onda de xenofobia contra a popula\u00e7\u00e3o russa que n\u00e3o tem qualquer responsabilidade com o que est\u00e1 a acontecer.<\/p>\n\n\n\n<p>Simultaneamente, a histeria medi\u00e1tica parece apostada em inflamar os \u00e2nimos com vis\u00f5es parcializadas e ca\u00e7a \u00e0s bruxas. Aquilo que n\u00e3o fizeram noutros conflitos fazem agora t\u00e3o simplesmente porque essa \u00e9 a narrativa a quem quer a guerra. N\u00e3o nos esque\u00e7amos, os ricos declaram as guerras mas quem nelas morre s\u00e3o os trabalhadores e os seus filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os povos da Ucr\u00e2nia, de Donbass e da R\u00fassia merecem viver em paz e essa deve ser a prioridade dos l\u00edderes mundiais. S\u00f3 um clamor popular que reivindique a deposi\u00e7\u00e3o das armas pode evitar o pior. Lutemos por isso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A interven\u00e7\u00e3o da R\u00fassia na Ucr\u00e2nia \u00e9 um acto que p\u00f5e em perigo a paz na Europa num contexto em que a Uni\u00e3o Europeia prefere apagar a fogueira com mais gasolina. Sejamos claros, a invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia pela R\u00fassia foi uma surpresa para o mundo e deve terminar o mais rapidamente poss\u00edvel. 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