{"id":5653,"date":"2022-03-07T15:42:56","date_gmt":"2022-03-07T15:42:56","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=5653"},"modified":"2022-04-01T09:18:12","modified_gmt":"2022-04-01T09:18:12","slug":"ucrania-uma-guerra-que-dura-ha-oito-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2022\/03\/07\/ucrania-uma-guerra-que-dura-ha-oito-anos\/","title":{"rendered":"Ucr\u00e2nia. Uma guerra que dura h\u00e1 oito anos"},"content":{"rendered":"\n<p><em>As primeiras bombas russas ca\u00edram em territ\u00f3rio da Ucr\u00e2nia no princ\u00edpio da manh\u00e3 de 24 de fevereiro. Surpreendido, o mundo assistiu \u00e0 entrada da R\u00fassia num conflito que dura h\u00e1 praticamente oito anos.&nbsp;Para Kiev, \u00e9 uma \u201cviola\u00e7\u00e3o da soberania\u201d e do \u201cdireito internacional\u201d. Para Moscovo, \u00e9 a \u201cdefesa\u201d das popula\u00e7\u00f5es de Donbass com o objetivo de \u201cdesnazificar\u201d e \u201cdesmilitarizar\u201d a Ucr\u00e2nia, afastando-a de uma entrada na NATO.&nbsp;Se numa guerra a primeira v\u00edtima \u00e9 a verdade, importa visitar o passado para entender o presente.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Golpe cozinhado no exterior<\/h2>\n\n\n\n<p>No dia 24 de mar\u00e7o de 1999, enquanto ca\u00edam as primeiras bombas da NATO na Jugosl\u00e1via, o ent\u00e3o chanceler alem\u00e3o Gerhard Schroder justificava a opera\u00e7\u00e3o militar: \u201cN\u00e3o vamos para a guerra, mas somos chamados a implementar uma solu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica no Kosovo, inclusive por meios militares\u201d. Para este territ\u00f3rio de quase 11 mil quil\u00f3metros quadrados encravado na S\u00e9rvia a maioria da popula\u00e7\u00e3o, albanesa, exigia a independ\u00eancia. Com o pretexto de proteger esta comunidade dos ataques s\u00e9rvios, a alian\u00e7a atl\u00e2ntica abriu um precedente que \u00e9 agora usado pela R\u00fassia para justificar a sua interven\u00e7\u00e3o na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender o que se passa na Ucr\u00e2nia \u00e9 preciso olhar para a geografia do pa\u00eds e entender a sua diversidade. A parte oriental tem muitas regi\u00f5es de maioria russa e \u00e9 mais industrializada, a parte ocidental \u00e9 maioritariamente ucraniana e uma elevada produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. \u00c9 tamb\u00e9m preciso recuar a 2004, quando a chamada revolu\u00e7\u00e3o laranja levou Viktor Yushchenko \u00e0 presid\u00eancia, para entender a estrat\u00e9gia dos Estados Unidos e de Bruxelas para trazer a Ucr\u00e2nia para a Uni\u00e3o Europeia (UE) e a NATO.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse ano, segundo o The Guardian, os partidos Democrata e Republicano, o National Democratic Institute, o Departamento de Estado, a USAid, a ONG Freedom House e o Open Society Institute gastaram cerca de 14 milh\u00f5es de d\u00f3lares na campanha para eleger Yushchenko. Contudo, o presidente da Ucr\u00e2nia acabou salpicado por esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o e perdeu as elei\u00e7\u00f5es para V\u00edktor Yanukovytch em 2010. Com o processo de ades\u00e3o \u00e0 UE em curso, o sucessor de Yushchenko decide, em novembro de 2013, n\u00e3o assinar o acordo de associa\u00e7\u00e3o com Bruxelas, que deveria ter sido assinado na Confer\u00eancia de Vilnius.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 neste contexto que come\u00e7am os protestos na Pra\u00e7a Maidan contra V\u00edktor Yanukovytch, considerado um aliado de Moscovo. Ao princ\u00edpio, as manifesta\u00e7\u00f5es eram pac\u00edficas e at\u00e9 receberam a visita dos senadores norte-americanos John McCain e Chris Murphy que n\u00e3o s\u00f3 reuniram com a oposi\u00e7\u00e3o como tiveram liberdade para discursar aos manifestantes num pa\u00eds estrangeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi em janeiro de 2014 que rebentaram os primeiros confrontos com a pol\u00edcia. Segundo a BBC, \u00e0 frente estavam elementos mais violentos, pertencentes ao movimento neonazi Sector Direito e \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es fascistas Svoboda e Congresso dos Nacionalistas Ucranianos, conhecidos por atacarem a popula\u00e7\u00e3o russ\u00f3fona.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas seguinte, tamb\u00e9m a BBC divulgou uma conversa telef\u00f3nica privada entre a secret\u00e1ria de estado norte-americana Victoria Nuland e o embaixador dos EUA em Kiev, sobre qual deveria ser o governo depois da queda de Yanukovych. Zangada com a rea\u00e7\u00e3o demorada de Bruxelas, Nuland chega a dizer \u201cque se foda a UE\u201d. Nesse mesmo m\u00eas, a viol\u00eancia escalou de tal forma que V\u00edktor Yanukovych fugiu da Ucr\u00e2nia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fasciza\u00e7\u00e3o do regime ucraniano<\/h2>\n\n\n\n<p>Com a fuga do presidente eleito, a Ucr\u00e2nia celebrou novas elei\u00e7\u00f5es num ambiente de extremismo e persegui\u00e7\u00e3o da comunidade russ\u00f3fona e destrui\u00e7\u00e3o de s\u00edmbolos comunistas. O Partido Comunista da Ucr\u00e2nia (PCU), que tinha obtido 13% nas legislativas anteriores e era uma for\u00e7a de peso nas regi\u00f5es do leste, foi impedido de participar e, mais tarde, ilegalizado. Em muitos lugares do pa\u00eds, a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o votou em protesto contra o golpe.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse plebiscito, ganhou Petro Poroshenko, um dos homens mais ricos do pa\u00eds, que deu a nacionalidade ucraniana a tr\u00eas estrangeiros que tinham estudado nos Estados Unidos no dia em que estes tomaram posse como ministros do novo governo. Foi o caso de Natalie Jaresko (pasta das Finan\u00e7as), norte-americana, de Aivaras Abromavi\u010dius (pasta da Economia), lituano, e de Alexander Kvitashvili (pasta da Sa\u00fade), georgiano como o ex-presidente Mikheil Saakashvili que acabou como governador de Odessa.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m nomeado pelo presidente Petro Poroshenko como secret\u00e1rio da Seguran\u00e7a Nacional e Defesa, Andriy Parubiy viu reconhecido o seu papel no golpe onde&nbsp;coordenou os volunt\u00e1rios na Pra\u00e7a Maidan, segundo o Washington Post. Mais tarde, tornou-se presidente do parlamento ucraniano e ainda hoje \u00e9 deputado. Foi fundador do partido neonazi Partido da Ucr\u00e2nia Nacional-Social e, em 2010, tinha pedido ao parlamento europeu para retirar a posi\u00e7\u00e3o negativa em rela\u00e7\u00e3o ao l\u00edder colaboracionista nazi, durante a Segunda Guerra Mundial, Stepan Bandera.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 neste ambiente que o neonazi Batalh\u00e3o Azov cresce exponencialmente em v\u00e1rios pontos do pa\u00eds, enquanto combate os protestos de quem n\u00e3o reconhece o novo poder. Em maio de 2014, um enorme grupo de extrema-direita encurralou mais de meia centena de antifascistas na Casa dos Sindicatos em Odessa e pegou-lhe fogo. Morreram 42 pessoas. Algumas delas foram alvejadas enquanto tentavam saltar pelas janelas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m de aproximar a Ucr\u00e2nia da NATO e da UE, o novo regime instituiu o ucraniano como l\u00edngua \u00fanica, fechou canais russos, proibiu partidos, deu o estatuto de her\u00f3i a Stepan Bandera, colaboracionista nazi durante a Segunda Guerra Mundial, respons\u00e1vel pelo massacre de 100 mil polacos, reconheceu como veteranos de guerra todos os ucranianos colaboradores com o nazismo, integrou o Batalh\u00e3o Azov no ex\u00e9rcito, permitiu paradas neonazis e&nbsp;nomeou subdirector do Minist\u00e9rio ucraniano do Interior o fundador de uma p\u00e1gina na internet que ficou conhecida por publicar listagens de \u201cinimigos\u201d com os seus dados pessoais. Duas destas pessoas apareceram assassinadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em todos estes anos, n\u00e3o faltaram artigos em jornais ocidentais preocupados com o facto de a Ucr\u00e2nia se estar a transformar num campo aberto para o treino de neonazis vindos de todo o mundo, incluindo Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPorque n\u00f3s vamos continuar a ter os nossos empregos, eles [popula\u00e7\u00e3o de Donbass] n\u00e3o. N\u00f3s teremos as nossas reformas, eles n\u00e3o. N\u00f3s teremos acesso a cuidados para as nossas crian\u00e7as e pensionistas, eles n\u00e3o. As nossas crian\u00e7as ir\u00e3o \u00e0 escola e \u00e0 creche, as deles v\u00e3o estar fechadas em caves [por causa dos bombardeamentos]. Isto \u00e9 exatamente como vamos ganhar a guerra\u201d, afirmou de forma pol\u00e9mica o presidente Poroshenko em rela\u00e7\u00e3o aos habitantes de Donbass.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Guerra em Donbass<\/h2>\n\n\n\n<p>Em abril de 2014, as popula\u00e7\u00f5es de Donbass e da Crimeia anunciaram n\u00e3o reconhecer o novo regime e no auge da viol\u00eancia nas ruas em toda a Ucr\u00e2nia alegam leg\u00edtima defesa e decidem tamb\u00e9m tomar o poder nestas regi\u00f5es usando o golpe em Kiev como precedente. \u00c9 ent\u00e3o que as tropas ucranianas tentam recuperar o poder e rebenta a guerra em Donbass com estes territ\u00f3rios a auto-proclamam-se Rep\u00fablicas Populares de Donetsk e Lugansk (RPD e RPL).<\/p>\n\n\n\n<p>Palco de batalhas sangrentas, o conflito praticamente desconhecido provocou 1,3 milh\u00f5es de refugiados, segundo o&nbsp;Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos, cerca de um ter\u00e7o fugiu para a R\u00fassia. Esta guerra, em oito anos, segundo as Na\u00e7\u00f5es Unidas, causou 3.095 mortes de civis. Destes, 152 eram crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos acordos assinados em 2014 e em 2015 entre a Ucr\u00e2nia, a RPD, a RPL, a R\u00fassia e a OSCE, em Minsk, para p\u00f4r fim ao conflito e restabelecer a normalidade, Kiev nunca cumpriu os principais pontos que firmou, sobretudo o da descentraliza\u00e7\u00e3o administrativa com a cria\u00e7\u00e3o de governos regionais que dessem autonomia a estes territ\u00f3rios. Em 2018, o presidente da auto-proclamada RPD, Alexander Zakharchenko, membro da mesa de negocia\u00e7\u00f5es, foi assassinado em Donetsk, alegadamente pelos servi\u00e7os secretos ucranianos.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos ataques do ex\u00e9rcito ucraniano e dos sucessivos pedidos de reconhecimento da independ\u00eancia destas rep\u00fablicas ao presidente russo Vladimir Putin, Moscovo insistiu sempre no cumprimento dos Acordos de Minsk como solu\u00e7\u00e3o para o conflito. At\u00e9 fevereiro de 2022. Ap\u00f3s a declara\u00e7\u00e3o de reconhecimento da soberania destes territ\u00f3rios, a R\u00fassia surpreendeu o mundo ao avan\u00e7ar para l\u00e1 das fronteiras de Donetsk e Lugansk.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Alargamento da NATO<\/h2>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos meses, antes da interven\u00e7\u00e3o da R\u00fassia na Ucr\u00e2nia, Kiev enunciou por diversas vezes atrav\u00e9s do seu presidente Volodymyr Zelensky o desejo de entrar na NATO, organiza\u00e7\u00e3o militar fundada para fazer frente \u00e0 Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Com a possibilidade de ver a Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica nas suas fronteiras, os dirigentes russos acusaram o Ocidente de estar a cercar o pa\u00eds e de violar os acordos estabelecidos durante a dissolu\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica de que n\u00e3o haveria alargamento da NATO a leste. A verdade \u00e9 que desde o fim da URSS, mais de uma dezena de pa\u00edses, v\u00e1rios deles pertencentes ao Pacto de Vars\u00f3via e at\u00e9 \u00e0 ex-URSS, aderiram \u00e0 alian\u00e7a atl\u00e2ntica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Racismo nas fronteiras<\/h2>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o russa de invadir a Ucr\u00e2nia alastrando a guerra j\u00e1 existente a todo o pa\u00eds provocou uma nova onda de refugiados. Cerca de um milh\u00e3o de pessoas em fuga provocou a solidariedade internacional e a mobiliza\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios governos para resgatar cidad\u00e3os estrangeiros que estavam na Ucr\u00e2nia. Contudo, as autoridades polacas e ucranianas foram acusadas de atos de racismo e xenofobia por tentarem impedir a sa\u00edda da Ucr\u00e2nia e a entrada na Pol\u00f3nia de cidad\u00e3os afrodescendentes, africanos, \u00e1rabes e asi\u00e1ticos. Foi o caso de v\u00e1rios cidad\u00e3os portugueses.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">UE censura meios de comunica\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A UE anunciou a decis\u00e3o de proibir todas as atividades dos canais russos Russian Today (RT) e Sputnik News. Esta entrou em vigor em todo o territ\u00f3rio da Uni\u00e3o Europeia, sob a acusa\u00e7\u00e3o de que s\u00e3o ve\u00edculos de desinforma\u00e7\u00e3o. A RT \u00e9 um canal internacional de televis\u00e3o e a Sputnik \u00e9 uma ag\u00eancia de not\u00edcias. Os dois s\u00e3o meios estatais russos e j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o comunicado da UE, a proibi\u00e7\u00e3o vai permanecer em vigor \u201cat\u00e9 que a agress\u00e3o \u00e0 Ucr\u00e2nia termine e at\u00e9 que a Federa\u00e7\u00e3o Russa e seus ve\u00edculos associados deixem de realizar a\u00e7\u00f5es de desinforma\u00e7\u00e3o e manipula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es contra a UE e seus estados membros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta decis\u00e3o foi contestada pelo presidente da Federa\u00e7\u00e3o Europeia de Jornalistas que considerou esta medida como um ato de censura que s\u00f3 pode ser tomada por cada Estado de forma individual. \u00c0 margem desta decis\u00e3o, a Pol\u00f3nia prendeu o jornalista basco Pablo Gonz\u00e1lez sob a acusa\u00e7\u00e3o de espionagem pr\u00f3-russa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">San\u00e7\u00f5es contra artistas e desportistas<\/h2>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m das san\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas e das medidas pol\u00edticas, v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es mundiais aderiram a onda de russofobia e decidiram penalizar artistas e desportistas que n\u00e3o t\u00eam qualquer rela\u00e7\u00e3o com a interven\u00e7\u00e3o militar. A FIFA excluiu a R\u00fassia de v\u00e1rias competi\u00e7\u00f5es internacionais, o Comit\u00e9 Ol\u00edmpico Internacional impediu os atletas paral\u00edmpicos de participar nas olimp\u00edadas e houve medidas contra artistas em diversos cen\u00e1rios do mundo das artes. A \u00d3pera Estatal da Baviera, de Munique, cancelou os compromissos que tinha com destacados artistas russos como Valeri Guerguiev e uma das cantoras l\u00edricas mais destacadas da atualidade, Anna Netrebko, sob o pretexto de uma \u201cfalta de dist\u00e2ncia\u201d com as decis\u00f5es pol\u00edticas da R\u00fassia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As primeiras bombas russas ca\u00edram em territ\u00f3rio da Ucr\u00e2nia no princ\u00edpio da manh\u00e3 de 24 de fevereiro. Surpreendido, o mundo assistiu \u00e0 entrada da R\u00fassia num conflito que dura h\u00e1 praticamente oito anos.&nbsp;Para Kiev, \u00e9 uma \u201cviola\u00e7\u00e3o da soberania\u201d e do \u201cdireito internacional\u201d. 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