{"id":5607,"date":"2022-02-07T17:00:42","date_gmt":"2022-02-07T17:00:42","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=5607"},"modified":"2022-02-07T17:00:43","modified_gmt":"2022-02-07T17:00:43","slug":"ps-conquista-maioria-absoluta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2022\/02\/07\/ps-conquista-maioria-absoluta\/","title":{"rendered":"PS conquista maioria absoluta"},"content":{"rendered":"\n<p>Ainda com os votos do exterior por contar, o PS superou os 115 deputados, a marca necess\u00e1ria para aceder \u00e0 maioria absoluta na Assembleia da Rep\u00fablica.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Pode dizer-se que o mapa eleitoral sofreu uma hecatombe. A descida da absten\u00e7\u00e3o fazia j\u00e1 adivinhar algum desfecho mais extraordin\u00e1rio e as sondagens ajudaram a mobilizar para o que veio a acontecer: a maioria absoluta do PS. A forte bipolariza\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica e o receio do regresso dos partidos de direita provocaram severas perdas nos partidos \u00e0 esquerda do PS. Por outro lado, a tend\u00eancia em queda do PSD e o desaparecimento, na Assembleia da Rep\u00fablica, do CDS-PP potenciaram o crescimento do Chega e da IL.<\/p>\n\n\n\n<p>Com quatro anos de estabilidade parlamentar pela frente, Ant\u00f3nio Costa vai enfrentar o repto de mostrar que estabilidade governamental significa estabilidade social. Mais. Sem depender dos partidos \u00e0 sua esquerda, veremos para que lado se inclina a balan\u00e7a de um futuro executivo de um partido que nunca teve pudor em governar \u00e0 direita.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, nenhum balan\u00e7o eleitoral ficaria completo sem as posi\u00e7\u00f5es dos sindicatos e dos patr\u00f5es. Estes \u00faltimos parecem ter ficado satisfeitos com o resultado eleitoral. Questionado sobre se a vit\u00f3ria do PS o teria deixado apreensivo, Ant\u00f3nio Saraiva, representante dos patr\u00f5es enquanto presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Empresarial de Portugal, respondeu que n\u00e3o. \u00c0 Antena 1, recordou que aquilo que o PS ia dizendo, atrav\u00e9s de Ant\u00f3nio Costa, \u00e9 que o governo \u201cestava ref\u00e9m dos partidos da esquerda parlamentar, dos acordos que tinha de fazer para a aprova\u00e7\u00e3o dos or\u00e7amentos\u201d. Assim, o homem que recebeu um pedido de desculpas do primeiro-ministro por ter aprovado medidas na \u00e1rea do trabalho sem consultar os patr\u00f5es considerou que o PS se libertou desse \u201cconstrangimento\u201d e que h\u00e1 que \u201caproveitar\u201d agora esta maioria absoluta para \u201cum novo ciclo econ\u00f3mico\u201d. J\u00e1 antes das elei\u00e7\u00f5es, Ant\u00f3nio Saraiva tinha apelado, na TSF, a um entendimento entre o PS e o PSD no caso de n\u00e3o haver maioria absoluta e apontava prioridades como \u201cuma reforma fiscal, passando pela reforma da justi\u00e7a e da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica\u201d, criticando a contrata\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios p\u00fablicos e o aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, no seio dos sindicatos, a maioria absoluta e a descida dos partidos de esquerda n\u00e3o foi bem recebida. Em comunicado, a CGTP-IN recordou o contexto marcado pela bipolariza\u00e7\u00e3o e apontou o dedo \u00e0 \u201cdifus\u00e3o da falsa ideia de que se estava a eleger o primeiro-ministro\u201d atrav\u00e9s da publica\u00e7\u00e3o \u201cde sondagens que colocavam d\u00favidas quanto ao partido mais votado que n\u00e3o se vieram, nem de perto nem de longe, a confirmar\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A principal central sindical portuguesa destacou ainda o aumento da vota\u00e7\u00e3o \u201cnas for\u00e7as mais reacion\u00e1rias e de extrema-direita\u201d e apontou pol\u00edticas progressistas que respondam \u201c\u00e0s necessidades e anseios\u201d dos trabalhadores como solu\u00e7\u00e3o para combater o \u201cpopulismo e o individualismo\u201d. Nesse sentido, recordou a import\u00e2ncia da revoga\u00e7\u00e3o de \u201cnormas gravosas\u201d presentes na legisla\u00e7\u00e3o laboral e a \u201cnecessidade de refor\u00e7o dos servi\u00e7os p\u00fablicos e fun\u00e7\u00f5es sociais do Estado\u201d. A precariedade, baixos sal\u00e1rios e a contrata\u00e7\u00e3o coletiva v\u00e3o continuar a ser prioridades da CGTP-IN, que entende que a maioria absoluta vai \u201celevar a resist\u00eancia do PS \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o dos problemas\u201d. Em consequ\u00eancia, a central sindical apela \u00e0 \u201corganiza\u00e7\u00e3o, unidade e luta dos trabalhadores\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para 17 e 18 de fevereiro est\u00e3o j\u00e1 marcadas reuni\u00f5es do Conselho Nacional e plen\u00e1rio de sindicatos para analisar o atual quadro pol\u00edtico sa\u00eddo das elei\u00e7\u00f5es legislativas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda com os votos do exterior por contar, o PS superou os 115 deputados, a marca necess\u00e1ria para aceder \u00e0 maioria absoluta na Assembleia da Rep\u00fablica.\u00a0 Pode dizer-se que o mapa eleitoral sofreu uma hecatombe. 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