{"id":5603,"date":"2022-02-07T16:58:01","date_gmt":"2022-02-07T16:58:01","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=5603"},"modified":"2022-02-07T16:58:02","modified_gmt":"2022-02-07T16:58:02","slug":"chocolatede-edgardo-xavier","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2022\/02\/07\/chocolatede-edgardo-xavier\/","title":{"rendered":"Chocolate,de Edgardo Xavier"},"content":{"rendered":"\n<p>Edgardo Xavier nasceu no Luso, hoje Huambo, no ano de 1946. Escritor, poeta, cr\u00edtico de arte, foi comiss\u00e1rio das Bienais de \u00d3bidos e da Organiza\u00e7\u00e3o de tr\u00eas das Bienais de Cerveira. Tem publicados quatro livros de cr\u00edtica de artes pl\u00e1sticas e, entre 2007 e 2020, publicou diversos livros de poesia, dos quais destacamos <em>Amor Despenteado, Canto da Pedra, \u00cdntima Idade, Palavra de Cardo, Vermelho <\/em>e <em>N\u00e3o Pise as Formigas. <\/em>A fic\u00e7\u00e3o e os textos para cat\u00e1logos de exposi\u00e7\u00f5es s\u00e3o outras das suas vertentes criativas, para al\u00e9m da pintura, territ\u00f3rio em que \u00e9 um nome reconhecido e admirado. O seu anterior livro de contos <em>Loendo<\/em>, constituiu assinal\u00e1vel \u00eaxito.<\/p>\n\n\n\n<p>Participou, como cr\u00edtico e poeta, em diversos programas da r\u00e1dio e da televis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Chocolate, <\/em>livro que re\u00fane 175 contos breves, \u00e9 a sua mais recente incurs\u00e3o pelos dif\u00edceis caminhos da prosa ficcional curta. Neste g\u00e9nero mal-amado, o do conto, que j\u00e1 foi em \u00e9pocas mais calmas uma vertente estimada e lida da nossa prosa, Edgardo Xavier investe neste livro pela sua abordagem mais dif\u00edcil: a do conto minimal, ou seja, que t\u00eam, a maioria deles, menos do que uma p\u00e1gina. Este prod\u00edgio de conten\u00e7\u00e3o, que \u00e9 raro, permite ao leitor perdido na voragem do nosso tempo, neste viver em contraciclo com a nossa natureza, conseguir no breve intervalo de uma bica, ou entre paragens nos transportes p\u00fablicos, percorrer alguns destes textos, sorver-lhe o prazer da linguagem que serve estas est\u00f3rias breves, e respirar por minutos esquecendo as fadigas do quotidiano.<\/p>\n\n\n\n<p>A escrita, sabemo-lo, o melhor da nossa prosa ficcional, incide no que resguardamos na mem\u00f3ria, no olhar que d\u00factil e sagaz se debru\u00e7ada nesse agitar cont\u00ednuo do \u201creal quotidiano\u201d como dizia o nosso querido Jos\u00e9 Gomes Ferreira. Edgardo Xavier n\u00e3o se ausenta destas premissas, ele afirma sem tibieza: \u00abEstou sempre no que conto na pele de outra pessoa\u00bb. Quem percorrer o calor, a verdade e a sensibilidade deste intimo discurso, certamente o saber\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o as mem\u00f3rias de \u00c1frica, de quem l\u00e1 viveu e jamais esquece, a solid\u00e3o, as paix\u00f5es, o amor e a morte, que perpassam por estes contos. Os temas que vamos glosando desde que o homem se deu falante e criou um alfabeto para que as ideias e as est\u00f3rias se n\u00e3o perdessem, que este livro regista. Est\u00e1 tudo neste <em>Chocolate<\/em>, que apetece ler devagar, conto a conto, p\u00e1gina a p\u00e1gina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00abCom a noite a deslizar lenta pela ins\u00f3nia, retomou a leitura de <em>Barranco de Cegos, <\/em>de Alves Redol\u00bb. Regressemos aos discursos ficcionais dos autores que teimam em questionar o nosso tempo, entre os quais se inclui Edgardo Xavier e este seu bel\u00edssimo <em>Chocolate.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Edgardo Xavier nasceu no Luso, hoje Huambo, no ano de 1946. Escritor, poeta, cr\u00edtico de arte, foi comiss\u00e1rio das Bienais de \u00d3bidos e da Organiza\u00e7\u00e3o de tr\u00eas das Bienais de Cerveira. 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