{"id":5599,"date":"2022-02-07T15:49:04","date_gmt":"2022-02-07T15:49:04","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=5599"},"modified":"2022-03-20T21:59:08","modified_gmt":"2022-03-20T21:59:08","slug":"5599","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2022\/02\/07\/5599\/","title":{"rendered":"As sondagens conduziram \u00e0 maioria absoluta?"},"content":{"rendered":"\n<p>Durante as \u00faltimas semanas de campanha, sucederam-se as sondagens que apontavam para um empate t\u00e9cnico entre o PS e o PSD, algumas antecipando mesmo a lideran\u00e7a do partido liderado por Rui Rio. H\u00e1 quem diga que isso ajudou o PS a conquistar a maioria absoluta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A disparidade entre os resultados sa\u00eddos das urnas e as diferentes sondagens lan\u00e7adas nas \u00faltimas semanas por v\u00e1rias empresas de estudos de opini\u00e3o foi uma das grandes surpresas da noite eleitoral. Com sondagens que apontavam para um suposto empate t\u00e9cnico entre o PS e o PSD, boa parte dos analistas assume que foram uma ferramenta para a mobiliza\u00e7\u00e3o de eleitores para o voto \u00fatil no PS e, como consequ\u00eancia, para a maioria absoluta. Ao P\u00fablico, Jorge Cerol, que fez parte do Centro de Sondagens da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa, afirmou que \u201cas sondagens anunciavam quase um empate e isso levou ao voto \u00fatil no PS por parte de quem n\u00e3o queria correr o risco de voltar a ter um governo liderado pelo PSD. N\u00e3o fosse isso, se calhar o BE e o PCP n\u00e3o teriam sido t\u00e3o penalizados\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo jornal, Ant\u00f3nio Salvador, da Intercampus, corroborou que \u201cse as elei\u00e7\u00f5es fossem hoje, Costa ganharia facilmente, mas sem a maioria absoluta. E a esquerda n\u00e3o seria esvaziada da mesma forma\u201d. O presidente do conselho de administra\u00e7\u00e3o desta empresa de estudos de mercado recordou que em janeiro saiu um bar\u00f3metro que mostrava que os portugueses \u201cn\u00e3o queriam dar a maioria absoluta a ningu\u00e9m\u201d. Desta forma, quando os eleitores perceberam que havia \u201cuma fort\u00edssima probabilidade de o PSD ganhar, a esquerda esvaziou-se\u201d. \u00c0 Renascen\u00e7a, Ant\u00f3nio Salvador reconheceu que \u201cuma diferen\u00e7a t\u00e3o significativa n\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel\u201d mais do que a qualidade dos estudos preferiu apontar o dedo \u00e0 \u201cforma de os apresentar\u201d e responsabiliza todos: \u201cquem faz, produz, de quem utiliza e quem comunica\u201d. Para o fundador da Intercampus, as empresas de sondagens n\u00e3o podem continuar a \u201capresentar sondagens sem referir quem s\u00e3o os indecisos\u201d. \u00c9 ainda muito cr\u00edtico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atitude da Entidade Reguladora da Comunica\u00e7\u00e3o, a quem acusa de n\u00e3o fazer o seu trabalho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, Jorge Cerol assumiu que as sondagens \u201cinfluenciam, para um lado ou para o outro\u201d mas diz que \u201csem elas n\u00e3o se pode consegue viver\u201d, relativizando o seu impacto nas elei\u00e7\u00f5es. Este professor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa considerou, para al\u00e9m disso, nas declara\u00e7\u00f5es ao P\u00fablico, que ter\u00e3o sido as sondagens a ajudar Costa a mudar de dire\u00e7\u00e3o: \u201cSe n\u00e3o fossem as sondagens, Costa teria andado at\u00e9 ao \u00faltimo minuto a pedir a maioria absoluta. E, se calhar, n\u00e3o a teria conseguido\u201d. Agora, o centro de sondagens do ICS\/ISCTE quer fazer um estudo para entender o impacto da exposi\u00e7\u00e3o dos eleitores a este tipo de estudos de opini\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Partidos de esquerda contestam sondagens<\/h2>\n\n\n\n<p>Ainda antes das elei\u00e7\u00f5es legislativas, o dirigente comunista e mandat\u00e1rio da CDU Bernardino Soares comentava na CNN as sondagens que davam um empate entre o PS e o PSD e alertava para a import\u00e2ncia de se relativizar estes estudos. \u201cDevemos relativizar as sondagens como sempre fazemos, elas n\u00e3o votam, quem vota s\u00e3o os portugueses\u201d, adiantou ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 durante a noite eleitoral, a coordenadora do BE, Catarina Martins, justificava o resultado, entre outras coisas, com uma \u201cbipolariza\u00e7\u00e3o falsa e uma enorme press\u00e3o de voto \u00fatil que penalizou os partidos \u00e0 esquerda\u201d. Jer\u00f3nimo de Sousa, secret\u00e1rio-geral do PCP, afirmou, por sua vez, que \u201co quadro pol\u00edtico e a rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as s\u00e3o marcados por um resultado eleitoral, que a partir de uma extrema promo\u00e7\u00e3o da bipolariza\u00e7\u00e3o, beneficiou o PS, apesar da sua postura de fuga \u00e0s respostas necess\u00e1rias ao pa\u00eds\u201d. Tamb\u00e9m nesse sentido Jos\u00e9 Lu\u00eds Ferreira, do Partido Ecologista \u201cOs Verdes\u201d, destacou que os resultados eleitorais expressavam tamb\u00e9m \u201ca bipolariza\u00e7\u00e3o que foi constru\u00edda com o prop\u00f3sito muito claro de favorecer o PS e o PSD e que acabou tamb\u00e9m por retirar a representa\u00e7\u00e3o parlamentar\u201d a esta for\u00e7a pol\u00edtica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante as \u00faltimas semanas de campanha, sucederam-se as sondagens que apontavam para um empate t\u00e9cnico entre o PS e o PSD, algumas antecipando mesmo a lideran\u00e7a do partido liderado por Rui Rio. 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