{"id":5387,"date":"2022-01-07T21:29:14","date_gmt":"2022-01-07T21:29:14","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=5387"},"modified":"2022-01-07T21:29:16","modified_gmt":"2022-01-07T21:29:16","slug":"virar-o-nosso-futuro-a-esquerda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2022\/01\/07\/virar-o-nosso-futuro-a-esquerda\/","title":{"rendered":"Virar o nosso futuro \u00e0 esquerda"},"content":{"rendered":"\n<p>Come\u00e7a um novo ano e, inevitavelmente, sonhamos com uma vida melhor, fazemos planos e projetamos futuros. Depois de dois anos de pandemia em que tudo \u00e9 mais cinzento, parecem certeiras as palavras de Antonio Gramsci de que s\u00f3 ser\u00e1 um ano diferente se fizermos dele um ano diferente. Naturalmente, o comunista italiano referia-se \u00e0 aspira\u00e7\u00e3o coletiva de um mundo melhor. Cabe-nos lutar por isso. Como afirmou o irland\u00eas James Connolly, \u201cas nossas reivindica\u00e7\u00f5es mais moderadas s\u00e3o que s\u00f3 queremos o mundo\u201d. Querer viver num planeta sem desigualdades, guerras e com justi\u00e7a social \u00e9 mais do que uma mera aspira\u00e7\u00e3o. S\u00e3o princ\u00edpios que guiam este jornal desde 1879.<\/p>\n\n\n\n<p>A menos de um m\u00eas das elei\u00e7\u00f5es legislativas, temos a oportunidade para refletir de que forma \u00e9 que as nossas escolhas pol\u00edticas nos podem aproximar mais desses objetivos. Ant\u00f3nio Costa parece apostado numa estrat\u00e9gia de vitimiza\u00e7\u00e3o para fazer crer que o governo PS caiu devido ao chumbo do or\u00e7amento. Foi a intransig\u00eancia e a inflexibilidade nas negocia\u00e7\u00f5es, sabendo que governava em minoria, que conduziu a esse desfecho. O facto \u00e9 que, ao contr\u00e1rio do que o PS e Marcelo Rebelo Sousa quiseram, quando um or\u00e7amento \u00e9 chumbado, o executivo pode apresentar uma nova proposta. Por diferentes motivos, tanto Marcelo como Costa quiseram elei\u00e7\u00f5es. Este \u00faltimo j\u00e1 pede maioria absoluta apesar de ter dito na \u00faltima ida \u00e0s urnas que as maiorias absolutas s\u00e3o perigosas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos aos factos. Foi a luta dos trabalhadores e da popula\u00e7\u00e3o que derrotou o governo de Passos Coelho. A in\u00e9rcia do PS durante o per\u00edodo da troika foi tal que n\u00e3o conseguiu sequer ficar \u00e0 frente da coliga\u00e7\u00e3o governamental de ent\u00e3o. Foi, ap\u00f3s o mote do PCP na noite eleitoral, que Passos Coelho e Paulo Portas acabaram por n\u00e3o conseguir formar governo, abrindo-se caminho a um executivo do PS condicionado pelos partidos \u00e0 sua esquerda.<\/p>\n\n\n\n<p>Sejamos claros, sem estar condicionado pelos partidos \u00e0 sua esquerda, pelo hist\u00f3rico dos governos PS, sabemos o que teria acontecido se Costa tivesse governado com maioria nos \u00faltimos seis anos. Na maioria das vezes, os deputados do PS votaram ao lado dos partidos \u00e0 sua direita como o PSD, o CDS ou a IL. Os avan\u00e7os que aconteceram nas duas legislaturas s\u00f3 aconteceram porque o PS teve de ceder aos partidos \u00e0 sua esquerda.<\/p>\n\n\n\n<p>A pergunta que devemos fazer \u00e9: queremos que os bolsos vazios de muitos continuem a encher os cofres de uns poucos? Queremos que o futuro dos nossos filhos seja a precariedade laboral? Queremos que os bancos sejam mais importantes do que os nossos servi\u00e7os p\u00fablicos? Porque as nossas vidas contam, a resposta de cada um de n\u00f3s deve ser dada nas urnas e nas ruas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Come\u00e7a um novo ano e, inevitavelmente, sonhamos com uma vida melhor, fazemos planos e projetamos futuros. Depois de dois anos de pandemia em que tudo \u00e9 mais cinzento, parecem certeiras as palavras de Antonio Gramsci de que s\u00f3 ser\u00e1 um ano diferente se fizermos dele um ano diferente. 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