{"id":5192,"date":"2021-11-01T18:08:15","date_gmt":"2021-11-01T18:08:15","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=5192"},"modified":"2021-11-01T18:08:17","modified_gmt":"2021-11-01T18:08:17","slug":"esperanca-em-construcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2021\/11\/01\/esperanca-em-construcao\/","title":{"rendered":"Esperan\u00e7a em constru\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Parece cada vez mais claro que h\u00e1 uma narrativa para culpabilizar os partidos \u00e0 esquerda do PS pelo chumbo do Or\u00e7amento do Estado para 2022. O facto \u00e9 que o governo n\u00e3o s\u00f3 mostrou pouca vontade de negociar como lan\u00e7ou informa\u00e7\u00f5es falsas sobre as conversa\u00e7\u00f5es na comunica\u00e7\u00e3o social. Disso \u00e9 exemplo a negocia\u00e7\u00e3o com o PCP sobre o sal\u00e1rio m\u00ednimo. O presidente do PS, Carlos C\u00e9sar, e o secret\u00e1rio de Estado Adjunto do primeiro-ministro, Tiago Antunes, vieram dizer que o PCP tinha exigido, sem ced\u00eancias, a subida do sal\u00e1rio m\u00ednimo para 850 euros j\u00e1 em janeiro, quando na verdade, como revelaram os comunistas, aceitaram 705 euros no in\u00edcio do ano e apenas 800 euros no final de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Comportando-se como se tivesse maioria absoluta e esticando a corda ao m\u00e1ximo, o PS sabia que tornava imposs\u00edvel a aprova\u00e7\u00e3o da proposta com este desfecho. Se agora aponta o dedo ao BE, PCP e Verdes, acusando-os de favorecer a direita, a verdade \u00e9 que, na esmagadora maioria das vezes, \u00e9 com a direita que o PS se entende na Assembleia da Rep\u00fablica. Ali\u00e1s, em quase cinco d\u00e9cadas, o \u00fanico per\u00edodo em que n\u00e3o agravou de forma significativa a vida dos trabalhadores foi nos \u00faltimos seis anos e precisamente por estar condicionado pelos partidos \u00e0 sua esquerda. A gula do PS de Ant\u00f3nio Costa \u00e9 a de aceder \u00e0 maioria absoluta para se libertar da esquerda e governar \u00e0 margem dos interesses dos trabalhadores. Foi sempre assim. Com o carimbo do PS, o pa\u00eds aprendeu o que s\u00e3o recibos verdes, chamou duas vezes o FMI, conduziu privatiza\u00e7\u00f5es de grandes empresas p\u00fablicas como a EDP, viabilizou as propinas, reformas laborais que pioraram as condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>BE, PCP e Verdes n\u00e3o exigiram enormidades. Propuseram importantes avan\u00e7os que se traduziriam em importantes melhorias na vida dos trabalhadores e da popula\u00e7\u00e3o. N\u00e3o pediram elei\u00e7\u00f5es, nem a queda do governo, apenas que no Or\u00e7amento e fora dele se usasse o atual equil\u00edbrio de for\u00e7as deste quadro pol\u00edtico para inverter as pol\u00edticas de direita das \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Independentemente do que o futuro pr\u00f3ximo nos reserve, sabemos que \u00e9 a for\u00e7a de todos, a luta de quem trabalha, que pode construir um futuro diferente. \u00c9 essa for\u00e7a o combust\u00edvel deste inc\u00eandio que se chama esperan\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parece cada vez mais claro que h\u00e1 uma narrativa para culpabilizar os partidos \u00e0 esquerda do PS pelo chumbo do Or\u00e7amento do Estado para 2022. O facto \u00e9 que o governo n\u00e3o s\u00f3 mostrou pouca vontade de negociar como lan\u00e7ou informa\u00e7\u00f5es falsas sobre as conversa\u00e7\u00f5es na comunica\u00e7\u00e3o social. 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